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Conheça o perfil dos candidatos a prefeito de Vila Velha nas eleições 2020

Na cidade canela-verde, 11 concorrentes disputam a prefeitura. Entre eles há estreantes e também experientes nas urnas. Veja quem são

Publicado em 08/10/2020 às 06h00
Atualizado em 27/10/2020 às 15h29
Prédio da prefeitura
Em 2020, 11 candidatos concorrem para prefeito em Vila Velha. Crédito: Ricardo Medeiros

Entre estreantes e experientes nas urnas, 11 candidatos disputam o comando da Prefeitura de Vila Velha nas eleições de 2020. A diversidade do perfil dos concorrentes é grande: são homens, mulheres, administradores, professores, políticos de carreira e um militar. O objetivo, contudo, é o mesmo: ser prefeito a partir de janeiro de 2021. 

A maioria dos candidatos na cidade canela-verde já concorreu em outros pleitos, mas em outros cargos. É o caso do deputado estadual Hudson Leal (Republicanos) e do vereador Arnaldinho Borgo (Podemos). Há também quem já esteve à frente da prefeitura, como Neucimar Fraga (PSD) e o atual prefeito Max Filho (PSDB), que tenta a reeleição. 

Mais da metade das chapas vêm com uma composição puro-sangue (quando o candidato a prefeito e o vice são do mesmo partido), três delas encabeçadas por mulheres: Claudia Autista (PRTB), Mônica Alves (PSOL) e Fernanda Martins (PV). Alguns deles disputam a eleição pela primeira vez, como o tenente-coronel Wagner Borges (PL) e o procurador federal da Advocacia Geral da União Dalton Morais (Novo)

Não falta também quem se posicione contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No time dos bolsonaristas, Amarildo Lovato (PSL) destaca-se. Do lado oposto está Rafael Primo (Rede), crítico de Bolsonaro e que lidera um movimento de centro-esquerda na cidade.

Confira, em ordem alfabética, o perfil de cada um dos candidatos a prefeito de Vila Velha.

AMARILDO LOVATO (PSL)

Vila Velha
Amarildo Lovato. Crédito: Divulgação/Assessoria

Apesar de não ser o único candidato bolsonarista em Vila Velha, Amarildo Lovato (PSL) é um concorrente que destaca o nome do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em sua campanha. Aos 57 anos, o empresário disputa sua segunda eleição, mas a primeira a prefeito. Em 2014 Amarildo concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PDT, mas ficou como suplente.

Ele trabalhou como vendedor de picolés, foi lavador de carros e teve seu primeiro emprego com carteira assinada na fábrica de Chocolates Garoto. Iniciou no ramo de vendas, montando sua primeira empresa de jeans em 1978, no polo de confecções da Glória.

Foi diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), diretor administrativo do Sebrae e diretor-geral do Ipem-ES, órgão do Inmetro no plano estadual. Ocupou também o cargo de coordenador de fiscalização urbanística de Vila Velha durante o governo de Rodney Miranda (DEM).

Em 2015 filiou-se ao PSL, a convite de Luciano Bivar, presidente nacional do partido. Na época, já havia um projeto para trazer o então deputado federal Jair Bolsonaro para a sigla e lançá-lo a presidente. Isso veio a acontecer em 2018.

Foi Bivar também que deu a Amarildo Lovato o comando do PSL no Estado, no início deste ano. Na época, a sigla era dirigida pelo ex-deputado Carlos Manato, que acabou se desfiliando logo em seguida. Atualmente, o empresário é presidente municipal do PSL em Vila Velha.

A candidatura de Amarildo a prefeito provocou um racha no PSL no Estado, já que o deputado estadual Danilo Bahiense (sem partido) contava com a legenda para ser candidato no município. Mas com a mudança no diretório estadual, hoje comandado pelo deputado estadual Alexandre Quintino, a sigla foi garantida a Amarildo.

Amarildo é bem alinhado ao projeto do governo federal. É conservador, cristão e tem como vice um militar, o coronel Foresti (PSL).

Em seu material de campanha, usa a hashtag "Fechado com Bolsonaro" e uma foto do presidente na fachada do seu comitê eleitoral. Na confirmação de sua candidatura a prefeito, o empresário apareceu enrolado em uma bandeira do Brasil. Nesta eleição, não fez coligação com outros partidos. 

ARNALDINHO BORGO (PODEMOS)

Candidato a prefeito de Vila Velha
Arnaldinho Borgo  . Crédito: Divulgação/Assessoria

É o vereador mais votado da história de Vila Velha, com 5.392 votos na eleição de 2016, e também um dos mais críticos à gestão do atual prefeito, Max Filho (PSDB). Está em seu segundo mandato e disputa, pela primeira vez, a prefeitura do município.

Arnaldinho é formado em Administração, tem 37 anos e carrega a política no sangue. É filho do ex-vereador Arnaldo Borgo. Chegou a iniciar carreira militar, sendo tenente do Exército Brasileiro.

Além do Legislativo municipal, já disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Em 2018 concorreu a deputado estadual obtendo 15.364 votos, mas não foi eleito. Na gestão de Rodney Miranda (DEM), foi secretário de Assistência Social de Vila Velha, entre 2014 e 2015.

Arnaldinho já foi filiado ao PMN, ao Solidariedade e ao MDB. A mudança para o Podemos aconteceu este ano, já que o MDB já tinha o nome do deputado estadual Doutor Hércules como pré-candidato a prefeito. Hércules, no entanto, acabou não disputando.

A candidatura de Arnaldinho teve endosso do diretório nacional, estadual e municipal do Podemos. Contudo, um dos principais nomes do partido, o senador Marcos do Val apoia outro candidato na cidade:  o tenente-coronel Wagner (PL).

Arnaldinho vem para a disputa com o apoio de duas outras siglas: Solidariedade e PTC. O candidato namorou uma aliança com o Cidadania e o vereador Ricardo Chiabai (Cidadania) chegou a ser apontado como um possível vice, mas acabou formando chapa com Neucimar Fraga (PSD). 

O vice de Arnaldinho é Victor Linhalis (Solidariedade).

CLAUDIA AUTISTA (PRTB)

Candidato a prefeito de Vila Velha
Claudia Autista. Crédito: Divulgação/Assessoria

Claudia tem 35 anos e disputa pela primeira vez uma eleição. É formada em Pedagogia pela Faculdade Estácio de Sá e possui especialização em educação especial. A candidata nasceu em Manaus, no Amazonas, mas há quatro anos se mudou para Vila Velha com o marido, que é subtenente da Marinha, e os três filhos.

Aos 23 anos, Claudia foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista leve. Isso a levou a estudar sobre o autismo. Dois de seus filhos também possuem o diagnóstico, um deles em nível moderado.

Em 2019, a candidata chegou a se filiar ao PSL, mas permaneceu no partido por apenas duas semanas. A saída se deu após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixar a sigla. Em 2020, se filiou ao PRTB por admirar o fundador do partido, Levy Fidelix. O PRTB também é o partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

A candidatura de Claudia foi decidida na reta final para registro na Justiça Eleitoral. O PRTB queria emplacar o deputado Danilo Bahiense (sem partido) como candidato a prefeito, mas o parlamentar foi impedido pela Justiça de se filiar fora do prazo para disputar a eleição.

Atualmente, é ministra do louvor da Igreja Bola de Neve, em Vila Velha, e se apresenta como uma candidata conservadora que defende pautas cristãs. Como o PRTB renunciou ao dinheiro do fundo eleitoral, ela conta com a doação de amigos para financiar a campanha. O PRTB não fez aliança com nenhum partido nestas eleições. 

O vice de Claudia Autista é Paulo Cesar (PRTB).

CORONEL WAGNER (PL)

Vila Velha
Coronel Wagner Borges . Crédito: Divulgação/Assessoria

Assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, o tenente-coronel Wagner Borges disputa a Prefeitura de Vila Velha pelo PL do ex-senador Magno Malta e não é um rosto desconhecido, apesar de novo nas urnas. Como militar, foi porta-voz da corporação, ganhando visibilidade, principalmente, no período de fortes chuvas no Estado.

Wagner Borges tem 46 anos. Nasceu em região de baixa renda de Vila Velha, no bairro Vale Encantado. Aos 19 anos passou no concurso para o Corpo de Bombeiros, onde fez carreira.

Esta é a primeira eleição disputada pelo tenente-coronel, mas seu ingresso na política se deu muito antes. Wagner Borges é um dos fundadores e ex-presidente do “Projeto Político Militar” no Espírito Santo, que estimula a participação de militares em processos eleitorais. Sob seu comando (2017-2019), o movimento ajudou a eleger seis parlamentares da área de segurança, quatro deles para a Assembleia e dois para o Congresso Nacional.

Evangélico, o tenente-coronel pertence à comunidade Batista Cristã de Santa Mônica. Com a esposa, foi orientador de casais e de crianças. É defensor de pautas cristãs e apresenta um perfil conservador.

A candidatura de Wagner Borges tem o apoio de políticos conhecidos no Estado: o deputado federal Josias da Vitória (Cidadania), o senador Marcos do Val (Podemos), além do já citado Magno Malta.

O candidato compartilha também o mesmo consultor da campanha da candidatura de Marcos do Val ao Senado em 2018: o empresário Aldeci Carvalho. O PL fez coligação com o Avante para o pleito em 2020.

O vice de Coronel Wagner é Wellington Medeiros (Avante).

DALTON MORAIS (NOVO)

Vila Velha
Dalton Morais  . Crédito: Assessoria de Imprensa/Divulgação

Estreante nas urnas, o professor de Direito e procurador federal da Advocacia Geral da União Dalton Morais (Novo) disputa sua primeira eleição. Ele é também o primeiro candidato a prefeito de Vila Velha da história do partido pelo qual se filiou, o Novo.

Filho de capixaba, Dalton nasceu no Rio de Janeiro. Foi criado no Complexo do Alemão. Aos 16 anos, foi aprovado na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em Campinas, São Paulo, onde cursou o Ensino Médio.

Em 1994 foi aprovado no vestibular para Direito na UERJ. Cursou um semestre e precisou parar por dificuldades financeiras. Quatro anos depois retomou o curso, concluindo em 2001. Dalton teve três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como professores na faculdade: o atual presidente da Corte, Luiz Fux, o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e o ex-ministro Joaquim Barbosa. 

Em 2002, passou no concurso para procurador federal da Advocacia Geral da União. Quatro anos depois foi transferido para o Espírito Santo para ajudar a montar a Procuradoria Federal da AGU em Vitória. Desde 2006 é professor de Direito Administrativo e Constitucional na Faesa.

A filiação do procurador ao partido veio em 2018, ano em que João Amoêdo se lançou candidato a presidente da República pelo Novo. No ano passado, foi aprovado no curso do movimento RenovaBR para formação de líderes políticos. Foi selecionado pelo partido, por meio de processo seletivo, para ser candidato a prefeito de Vila Velha.

O Novo também renunciou ao uso do fundo eleitoral e não fez coligação com nenhum partido. 

A vice de Dalton Morais é Aline Davila (Novo).

FERNANDA MARTINS (PV)

Vila Velha
Fernanda Martins. Crédito: Divulgação/Assessoria

Fernanda Martins tem 43 anos, é formada em Direito e disputa pela primeira vez uma eleição. É uma das três mulheres que encabeçam chapas à Prefeitura de Vila Velha.

A candidata trabalhou no comércio varejista como supervisora de loja e atuou como gerente de Planejamento, Gestão e Finanças da Junta Comercial do Espírito Santo. Foi também funcionária da Ouvidora Geral do Município de Vila Velha e presidente de Comissão de Licitação do Detran-ES.

A candidatura de Fernanda passou por reviravoltas dentro do partido. Inicialmente, o nome dela era questionado pelo diretório municipal, que queria lançá-la a vereadora e coligar com outra legenda na eleição para prefeito. 

O presidente estadual orientou aliança com Rafael Primo (Rede), mas o presidente municipal se recusou a integrar a coligação que tinha PT e PCdoB como aliados. Isso acabou fazendo com que a Executiva municipal voltasse atrás. Fernanda  foi lançada candidata na reta final do período de convenções, em uma chapa puro-sangue.

O vice de Fernanda Martins é Dr. Natalino (PV).

HUDSON LEAL (REPUBLICANOS)

Deputado estadual Hudson Leal
Hudson Leal . Crédito: Tati Beling/Assembleia

Candidato por um dos partidos com maior número de postulantes a prefeito nestas eleições, Hudson Leal (Republicanos) tem 56 anos, é médico anestesista e está no segundo mandato como deputado estadual. Esta é a quinta eleição disputada por ele, mas a primeira para o cargo de prefeito.

Hudson Leal viveu a maior parte da vida em São Torquato, Vila Velha. Queria seguir a carreira de militar, mas não foi aprovado no vestibular do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Decidiu tentar Medicina e em 1983 ingressou na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Fez residência em Anestesiologia na USP, em Ribeirão Preto.

Em 2010 o parlamentar iniciou a carreira na política, disputando o primeiro pleito como candidato a deputado estadual. Naquele ano, ficou como suplente. Dois anos depois, voltou a disputar as eleições como vice na chapa encabeçada pelo atual prefeito, Max Filho (PSDB), mas a dupla foi derrotada. Este ano, Hudson encontrará novamente Max nas urnas, mas como adversário.

O parlamentar foi eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual em 2014, com 22.180 votos, e reeleito em 2018, com 30.632 votos. Na época, já estava filiado ao Republicanos, mas havia passado anteriormente por outros três partidos: PTN, Podemos e PRP, hoje incorporado ao Patriota.

O partido atual de Hudson tem crescido exponencialmente no Estado. O deputado federal Amaro Neto e o presidente da Assembleia, Erick Musso, são os principais nomes do partido.

Com a desistência dos deputados Rafael Favatto (Patriota) e Doutor Hércules (MDB) da disputa pela prefeitura de Vila Velha, Hudson é o único deputado e médico que concorre ao pleito na cidade. Ele aposta no apoio da classe médica. 

Apesar de não usar o nome do presidente em sua campanha, Hudson se considera um candidato bolsonarista, com pautas conservadoras e cristãs, mais próximas de uma ideologia de centro-direita. 

Na Assembleia, engrossa o coro dos parlamentares que defendem o uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à Covid-19, como faz o presidente da República, contrariando a Sociedade Brasileira de Infectologia e autoridades em saúde pública.

Ele tem o apoio do PROS na candidatura. O vice de Hudson Leal é Miguel Marçal (Republicanos).

MAX FILHO (PSDB)

Candidato a prefeito
Max Filho . Crédito: Divulgação/Assessoria

O atual prefeito de Vila Velha tem a máquina pública a seu favor, o apoio do partido do governador Renato Casagrande (PSB) e a maior coligação no município, com seis legendas: PSDB, PP, DC, PSC, DEM e PSB.

Max Filho (PSDB) tem 52 anos, é servidor concursado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e presbítero da Igreja Presbiteriana da Glória (IPB). É também filho do ex-governador do Estado Max Mauro. Este ano, disputa sua décima primeira eleição, sendo a sexta para comandar Vila Velha.

Max já foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Desde que entrou na política, em 1988, o único ano em que Max não concorreu ao pleito foi em 2008, quando terminava seu segundo mandato como prefeito e, por isso, não podia tentar a reeleição. O PSDB é o quinto partido ao qual se filiou. Ele já passou por MDB, PMN, PTB e PDT.

Dos dez pleitos que concorreu, Max perdeu três: 1992, para prefeito; 2010, para deputado federal e 2012, para prefeito novamente. Em 2010, contudo, ele ficou como suplente e assumiu um cadeira na Câmara dos Deputados por um curto período de tempo, após renúncia de César Colnago, eleito vice-governador no fim de 2014.

Foi no curso de Administração da Universidade de Vila Velha (UVV) que Max iniciou sua vida política, em 1986. Como estudante, fez parte do movimento estadual e ajudou a fundar o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição. A carreira pública veio dois anos depois, quando disputou sua primeira eleição como candidato a vereador de Vila Velha. Foi eleito aos 20 anos.

Durante seu primeiro mandato (1989-1992), Max conciliou o trabalho de vereador com a faculdade de Direito, iniciada na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Em 1994, foi eleito deputado estadual com 12.669 votos e reeleito com 38.610 em 1998. Em 2000, assumiu seu primeiro mandato como prefeito de Vila Velha, sendo reeleito em 2004.

Max voltou à Câmara dos Deputados em 2014, dessa vez como deputado federal eleito. No Congresso, participou do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, votando a favor. Dois anos depois, renunciou ao mandato para comandar novamente a prefeitura, onde permanece até hoje como prefeito.

MÔNICA ALVES (PSOL)

Vila Velha
Mônica Alves . Crédito: Reprodução/Facebook

Mônica Alves tem 60 anos, é professora de História da rede municipal de Vila Velha e atua há 36 anos em sala de aula, no ensino público. Ela encabeça a única chapa formada por mulheres na disputa pela prefeitura. Sua vice é a esteticista Rosângela Brandão (PSOL).

A candidata vai para a terceira eleição este ano, mas a primeira concorrendo para o cargo de prefeita. Em 2016 disputou uma cadeira de vereadora e obteve 894 votos. Dois anos depois concorreu ao Congresso, como deputada federal. Na época, obteve 1001 votos. Disputou todas as eleições pelo PSOL.

A professora nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, onde iniciou o curso de Ciências Sociais, pela UFRJ. A candidata queria se especializar na área de política, mas teve que trancar o curso no primeiro semestre, após o marido conseguir um emprego no Espírito Santo, em 1981.

Mônica se mudou para o Estado e aqui deu continuidade aos estudos. Na época, contudo, a Ufes não possuía curso de Ciências Sociais e a professora optou por cursar História. Após formada, fez mestrado em Educação.

Foi atuando como professora, no movimento sindicalista, que Mônica ingressou na política. Entre 2009 e 2012 foi diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes). Em 2016 se filiou ao PSOL, disputando sua primeira eleição.

Mônica é uma das representantes da esquerda em Vila Velha, é crítica do governo Bolsonaro e defensora das demandas dos professores e de pautas LGBTQIA+. Ela faz parte de uma organização sem fins lucrativos de apoio a familiares de minorias sexuais no Estado.

NEUCIMAR FRAGA (PSD)

Vila Velha
Neucimar Fraga . Crédito: Alexander Oliveira

Experiente na política e um velho conhecido do eleitor canela-verde, Neucimar Fraga (PSD) disputa sua quarta eleição para prefeito de Vila Velha. Saiu vitorioso em apenas uma, em 2008, contra o deputado estadual Doutor Hércules (MDB), com quem firmou aliança este ano.

Neucimar tem 54 anos, é formado em Contabilidade e Administração. Nasceu na Bahia, mas se mudou para o Espírito Santo aos nove anos. Trabalhou vendendo picolés, pastéis e jornais.

Foi líder comunitário de Soteco, bairro onde morou por muitos anos. Em 2000, disputou sua primeira eleição e foi eleito vereador. Dois anos depois, abriu mão do mandato na Câmara para disputar uma cadeira no Congresso Nacional. Foi eleito deputado federal em 2002 e reeleito em 2006. 

Max e Neucimar já se encontraram quatro vezes nas urnas. Em 2000, quando Neucimar se elegia a vereador, Max foi eleito prefeito. Em 2012 e 2016 eles se enfrentaram na disputa para prefeito.  Max saiu vitorioso em 2016 e em 2012, os dois candidatos foram derrotados por Rodney Miranda (DEM). Em 2014, os dois disputaram um cargo no Congresso. Max foi eleito deputado e Neucimar perdeu a eleição para senador.

Nos últimos 20 anos, Neucimar concorreu a oito eleições. O PSD é o quarto partido ao qual Neucimar se filia. Antes, ele passou por PST, PL e PV.

O ex-prefeito tem histórico ligado ao empreendedorismo e uma visão político-econômica liberal. Em 2017, foi nomeado pelo governador Paulo Hartung, na época no MDB, para comandar a Subsecretaria de Logística, Transportes e Comércio Exterior.

Foi um dos simpatizantes da candidatura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, mas não tem associado o governo federal a sua candidatura. Possui o segundo maior número de legendas na coligação para a prefeitura de Vila Velha, composta por Cidadania, PDT, PSD, Patriota, MDB. Seu vice é o vereador Ricardo Chiabai (Cidadania), que já foi secretário municipal durante a gestão de Neucimar na prefeitura. 

Atualmente, é o primeiro suplente da coligação que elegeu os deputados federais Norma Ayub (DEM) e Sergio Vidigal (PDT). Os dois são candidatos a prefeito este ano, em Marataízes e Serra, respectivamente. Caso algum deles vença o pleito, Neucimar terá a chance de voltar à Câmara dos Deputados.

RAFAEL PRIMO (REDE)

Candidato a prefeito em Vila Velha
Rafael Primo  . Crédito: Vitor Junquilho

Rosto novo nas eleições municipais, Rafael Primo (Rede) disputa sua segunda eleição. A primeira foi em 2018, quando concorreu a uma cadeira de deputado estadual. Não foi eleito, na ocasião.

Formado em Administração pela Faculdade Novo Milênio, Rafael tem 39 anos. O Ensino Superior foi possível graças ao Prouni, programa de financiamento estudantil criado durante o governo Lula.

A entrada do capixaba na política foi motivada, segundo ele, pelo resultado do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT). Na época, o administrador se viu descontente com os representantes da população no Congresso, que votaram, em maioria, para tirar a presidente do comando do país.

A convite do presidente Givaldo Vieira, se filiou ao PCdoB em 2018 e disputou uma eleição como deputado estadual, tendo 265 votos. Após o pleito, decidiu se filiar a Rede, mas mantém boa relação com o PCdoB, que faz parte da coligação do candidato este ano.

Rafael Primo participou do processo de estruturação do diretório da Rede em Vila Velha e é, atualmente, o presidente municipal da sigla na cidade. A Rede é um partido pequeno no cenário nacional, mas conta com dois nomes de destaque no Espírito Santo: o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, e o senador Fabiano Contarato. Aliás, o parlamentar é um dos mentores da candidatura de Rafael Primo e pretende fazer campanha para o colega.

Contrário ao governo Bolsonaro, Rafael não poupa críticas ao chefe do Executivo. O administrador se considera um social-democrata e lidera uma frente progressista em Vila Velha. É, certamente, um dos candidatos que representa a esquerda na cidade canela-verde.

Entre suas alianças está o PT, partido que compõe chapa com o candidato, com o ex-deputado estadual Nunes (PT) como vice. Uma das grandes inspirações políticas de Rafael Primo é o ex-deputado estadual Cláudio Vereza (PT).

A candidatura do administrador foi barrada pela Justiça Eleitoral no dia 19 de outubro. O candidato não prestou contas da campanha de 2018, quando concorreu ao cargo de deputado estadual. Como a decisão ainda cabe recurso, Rafael Primo segue na disputa enquanto recorre. 

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