Primeiro porque, com a máquina na mão, Max será em tese um candidato difícil de bater. Separados, Neucimar e Hércules dividiriam votos e beneficiariam Max, que diria “muito obrigado”. Juntos, eles incrementam suas chances de enfrentar e quiçá derrotar o candidato da máquina.
Além disso, a estratégia obedece a uma lógica “sociodemográfica”, se considerarmos o perfil do eleitorado de cada um. Como provou a já citada eleição de 2008, o de Hércules é muito mais concentrado na região 1 da cidade (a mais rica: Praia da Costa, Itapoã, Centro etc.), enquanto Neucimar tem mais votos nas classes e regiões de renda mais baixa (D e E).
Assim, com essa dobradinha, Neucimar e Hércules de certo modo "se complementam": cada um calça sua mão com a luva do outro.