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Eleições 2020: as forças políticas do ES que saíram ganhando ou perdendo

Veja quem se destacou e foi surpresa e os que saíram pior do que entraram, como o prefeito que não fez sucessor, o ex-senador que apoiou vários e não elegeu nenhum e os partidos que viram o número de prefeituras minguar

Vitória
Publicado em 18/11/2020 às 04h00
Positivo e negativo: imagem mostra dois polegares para cima e para baixo
Sobe e desce: os políticos e o resultado das eleições. Crédito: Imagem de pixsila por Pixabay

Além de definir os nomes dos que vão comandar 73 das cidades do Espírito Santo, o resultado da eleição do último domingo (15) mexeu com o tabuleiro das forças políticas e partidárias capixabas. Enquanto novos nomes e partidos emergiram das urnas até com certa surpresa, mesmo que em alguns casos não levando a vitória,  alguns políticos tradicionais do Estado saíram perdendo tanto de forma direta, com a derrota na disputa, quanto indiretamente, através de apoios que não prosperaram. 

A Gazeta analisou os resultados dos 73 prefeitos já eleitos (o resultado de Boa Esperança ainda está sob análise da Justiça Eleitoral) e dos candidatos que ainda vão brigar no segundo turno nas quatro maiores cidades do Estado e também conversou com analistas políticos para avaliar quem saiu ganhando ou perdendo do primeiro turno. Veja o sobe e desce abaixo:

SAÍRAM GANHANDO

Republicanos avança pelo ES e pode levar a Capital

Em termos proporcionais, o maior crescimento no Estado em número de prefeitos foi do Republicanos (antigo PRB), partido do atual presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e do deputado federal Amaro Neto. A sigla fez nove prefeitos, ante a apenas um na eleição passada.

Lorenzo Pazolini, candidato a prefeito de Vitória
Lorenzo Pazolini é candidato a prefeito de Vitória pelo Republicanos. Crédito: Ricardo Medeiros

Mas o grande destaque do partido foi em Vitória, principal vitrine política do Estado entre as prefeituras, com a chegada em primeiro lugar do delegado e deputado estadual Lorenzo Pazolini, com 30,95% dos votos válidos, contra 21,82% do segundo colocado, o ex-prefeito João Coser (PT), com quem vai disputar no segundo turno. 

Pazolini, em Vitória, e Arnaldinho, em Vila Velha, surpreendem na chegada

Se quando havia poucos dias para o primeiro turno da eleição a disputa em Vitória tinha Coser e o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) como líderes de intenção de voto, conforme o Ibope, assim como em Vila Velha corriam na frente o atual prefeito Max Filho (PSDB) e o ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD), na reta final do primeiro turno, Pazolini, na Capital, e Arnaldinho Borgo (Podemos), no município canela-verde, cresceram muito rapidamente e surpreenderam.

Ambos começaram a corrida eleitoral em terceiro nas pesquisas e terminaram o primeiro turno em primeiro, com votações bem superiores à dos candidatos que terminaram na segunda colocação. Pazolini teve quase 15 mil votos de vantagem sobre Coser. O Ibope já havia mostrado o deputado do Republicanos empatado com Gandini e Coser na véspera da eleição. Mas Pazolini foi além.

Arnaldinho Borgo é mais votado em Vila Velha e vai ao segundo turno
Arnaldinho Borgo (Podemos) foi o mais votado em Vila Velha e vai ao segundo turno. Crédito: Carlos Alberto Silva

Já Arnaldinho, que ficou com 36% dos votos válidos, mais de 26 mil votos à frente de Max Filho, que é quem ele enfrenta no segundo turno.

"Se no começo parecia que as pessoas vinham buscando pela experiência, nos últimos dias a figura do 'novo' veio com força, fazendo emergir na Grande Vitória as figuras do Arnaldinho e do Pazolini, que foram dois fenômenos da reta final do primeiro turno", analisou o cientista político João Gualberto Vasconcellos.

Célia, em Cariacica, e Fábio, na Serra, crescem na reta final

Também surpreenderam as chegadas de Célia Tavares (PT) e de Fábio Duarte (Rede) ao segundo turno em Cariacica e na Serra, respectivamente. Ambos ficaram em segundo lugar, mas não vinham despontando como favoritos nas pesquisas para conseguir uma vaga na segunda etapa da disputa.

Para analistas, apesar de serem estreantes na disputa pela vaga de prefeito, o crescimento repentino dos dois mostra menos uma busca do eleitor por um novo nome e sim uma força ainda grande dos seus padrinhos políticos e apoiadores principais: o deptado federal e ex-prefeito Helder Salomão (PT), no caso de Célia, e do atual prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), principal fiador da campanha de Fábio.

Os reeleitos: Victor Coelho, Guerino Zanon e Daniel da Açaí

Se por um lado os nomes menos favoritos se deram bem na Grande Vitória, nas principais cidades do interior os atuais prefeitos se reelegeram sem dificuldades. Como mostravam as pesquisas Ibope, Victor Coelho (PSB) conseguiu mais um mandato com folga em Cachoeiro de Itapemirim, com 53,25% dos votos válidos contra 17,74% do segundo colocado, Diego Libardi (DEM).

Já em Linhares, Guerino Zanon (MDB) vai governar a cidade pela quinta vez, tendo sido reeleito com 54,44% dos votos válidos. Vitória também já indicada nas pesquisas eleitorais. Em São Mateus, Daniel da Açaí (PSDB) conseguiu mais um mandato, com 36,42% dos votos. 

Foram além do esperado: Luciano Merlo, Lucas Scaramussa e Carlinhos Lyrio

Em Colatina, e também em Linhares e São Mateus, as surpresas ficaram mesmo por conta dos candidatos que chegaram em segundo lugar e foram muito além do esperado. Nas três cidades os favoritos levaram, mas os opositores tiveram votações expressivas. Em São Mateus, o prefeito Daniel Santana teve pouco mais de 1.500 votos de vantagem sobre o segundo colocado, o radialista Carlinhos Lyrio (Podemos).

O ex-prefeito Guerino Balestrassi (PSC), favorito em Colatina, ficou com apenas 631 votos à frente de Luciano Merlo (Patriota). No percentual de votos válidos, o placar foi de 34,08% a 33,01%.

Já em Linhares, a diferença do primeiro para o segundo foi bem maior, mas chamou atenção a votação de Lucas Scaramussa (DC), que recebeu votos de 22,162 eleitores e ficou com 29,01% dos votos válidos contra 54,44% de Guerino Zanon.

Camila Valadão: PSOL tem vitória pela primeira vez na Capital

Pela primeira vez, o PSOL conseguiu eleger um vereador em Vitória e para qualquer cargo no Estado inteiro. O partido, criado em 2004 como uma dissidência do PT nos primeiros anos do governo Lula, elegeu a assistente social Camila Valadão

Camila Valadão é primeiro quadro do PSOL eleito para um mandato na história do ES
Camila Valadão é primeiro quadro do PSOL eleito para um mandato na história do ES. Crédito: Facebook

Ela foi a segunda mais votada para a Câmara da Capital, com mais de 5,6 mil votos. Camila havia sido a quinta mais votada em 2016, mas não conseguiu uma vaga em função do sistema de voto proporcional. 

PERDERAM POR UM LADO E GANHARAM POR OUTRO

PT tem chances em duas cidades e volta à Câmara de Vitória, mas não elegeu prefeitos no interior

Em 2016, o PT fez apenas uma prefeitura no Espírito Santo, em Barra de São Francisco, mas acabou a perdendo no meio do caminho com a desfiliação do prefeito. Agora, em 2020, o partido seguiu com nenhum prefeito eleito, mas, por outro lado, se cacifou para o segundo turno em duas das maiores cidades do Estado.

Os dois únicos candidatos da sigla na Grande Vitória seguem na disputa. Em Cariacica, com Célia Tavares, e em Vitória, com João Coser. Os dois municípios, aliás, já foram governados pelo partido entre 2005 e 2012 com o hoje deputado federal Helder Salomão e com o próprio Coser.

João Coser e Jackeline Rocha, sua vice, comemoram participação do ex-prefeito na disputa no segundo turno
João Coser e Jackeline Rocha, sua vice, vão para a disputa no segundo turno. Crédito: Caroline Freitas

Na Capital, o PT também conseguiu reconquistar uma cadeira na Câmara Municipal após quatro anos sem representante na Casa. A vaga será ocupada por Karla Coser, filha de João, que teve 1.961 votos.

No restante do Estado, no entanto, o partido não foi bem. Não elegeu, por exemplo, nenhum prefeito no primeiro turno. Fora da Grande Vitória nem há possibilidade de 2º turno, que ocorre somente em cidades com mais de 200 mil eleitores. Mesmo com uma vitória magra, portanto, chega-se ao comando de prefeituras do interior. Mas o PT não chegou. Elegeu apenas um vice-prefeito, Efrem, de Águia Branca, cidade de dez mil habitantes.

PSB faz mais prefeitos, mas vai mal na Grande Vitória

Em número de prefeitos eleitos, o PSB, partido do governador Renato Casagrande, foi o grande vitorioso. A sigla dobrou seu desempenho de 2016, quando elegeu seis prefeitos, vencendo agora em 13 municípios. Nas maiores cidades, o único resultado positivo que o partido colheu foi em Cachoeiro de Itapemirim, onde o prefeito Victor Coelho foi reeleito com 53,25% dos votos válidos.

Apesar do sucesso no interior, nos maiores municípios do Estado o PSB teve um desempenho pífio. Em Vitória, o atual vice-prefeito, Sérgio Sá, candidato do partido, ficou em 7º lugar, com apenas 4,15% dos votos válidos. Em Cariacica, o ex-vereador Saulo Andreon ficou na 10ª posição. Na Serra, o deputado estadual Bruno Lamas ficou em 5º lugar, com 5,13% dos votos.

Já em Guarapari, cidade onde o PSB apostava suas fichas na chapa encabeçada pelo ex-vereador Gedson Merízio e que, inclusive, foi uma das poucas candidaturas que contou com a participação de Renato Casagrande (que gravou vídeo de apoio ao candidato), a sigla terminou na terceira colocação com 16,71% dos votos válidos.

Cidadania perde a Capital, mas avança no interior

O Cidadania, antigo PPS, que na eleição passada só tinha eleito dois prefeitos, mas justamente em duas das maiores cidades do Estado (Vitória e Cariacica), deixará o comando dos dois  municípios em dezembro. Em Cariacica, o partido não havia sequer lançado nome para defender o legado e disputar a sucessão do prefeito Juninho, que está encerrando o segundo mandato.

Já em Vitória, principal reduto da sigla no Estado e que é administrada por Luciano Rezende há oito anos, o candidato apoiado pelo prefeito, o deputado estadual Fabrício Gandini, não conseguiu uma vaga no segundo turno e ficou em terceiro lugar atrás de Pazolini e Coser.

Fabrício Gandini (Cidadania) divulgou vídeo nas redes sociais
Fabrício Gandini (Cidadania) ficou na terceira colocação. Crédito: Reprodução/Twitter

Na Capital, o partido também perdeu uma das quatro vagas de vereador que ocupa na legislatura atual, com a não reeleição do ex-presidente da Câmara, Vinícius Simões, e conseguiu três cadeiras na Câmara: Denninho Silva, Luiz Emanuel e Mauricio Leite.

Pelo lado do copo meio cheio, o Cidadania foi o segundo partido que mais fez prefeitos no Estado em 2020: foram nove eleitos, empatado com o Republicanos. A sigla levou em Aracruz, Águia Branca, Conceição do Castelo, Dores do Rio Preto, Governador Lindenberg, Jaguaré, Pinheiros, Piúma e Venda Nova do Imigrante.

Renato Casagrande e as vitórias e derrotas do seu grupo

É bem verdade que o governador ficou bem distante da disputa no primeiro turno. Uma das pouquíssimas exceções em que ele manifestou apoio explícito foi para Gedson Merízio (PSB), em Guarapari. Apesar disso, Casagrande acabou colhendo algumas vitórias e sofrendo derrotas no primeiro turno.  

A reeleição de Victor Coelho (PSB), seu aliado de primeira hora em Cachoeiro de Itapemirim, foi uma das vitórias. O avanço do PSB pelas prefeituras do interior também, bem como o aumento do número de prefeitos dos partidos da base governista. Juntos, PSB, Cidadania, PDT, PP e Podemos, os mais próximos do Palácio Anchieta, fizeram 35 prefeitos no Estado.

Já entre as perdas, uma foi a candidatura de Gedson Merízio, que terminou em terceiro lugar na disputa em Guarapari mesmo com o apoio direto do governador. Mas a maior derrota, sem sombra de dúvidas, foi na Capital, onde os dois candidatos declaradamente governistas – mesmo que sem o apoio explícito do governador – ficaram pelo caminho.

Para além da derrota do vice-prefeito Sergio Sá (PSB), do seu partido, que teve apenas 4,15% dos votos, ficou para trás o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), que terminou em 3º lugar e não avançou para o segundo turno, que será disputado entre Pazolini e Coser.

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) votou em Bento Ferreira, em Vitória
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), votou no domingo numa escola em Bento Ferreira, na Capital. Crédito: Ricardo Medeiros

"É uma perda para o grupo governista uma vez que um segundo turno entre Republicanos e PT não é melhor dos mundos para o governador. Mas trata-se de uma derrota que se deve à divisão do grupo político. Se PSB  e Cidadania tivessem caminhado juntos, talvez Gandini poderia ter passado (para o segundo turno). A soma de votos do Sérgio Sá e do Gandini daria para ele ir para o segundo turno", analisou João Gualberto.

Amaro Neto perde e ganha

O deputado federal Amaro Neto (Republicanos) fez campanha em vários municípios do Estado apoiando candidatos a prefeito, e colheu resultados positivos e negativos. Com a ajuda, o partido avançou pelo Espírito Santo no número de prefeituras. Ele, que disputou a Prefeitura de Vitória em 2016, também pode conseguir ter um aliado lá, caso Lorenzo Pazolini saia vencedor.

Entre os apoiados por Amaro Neto, destaca-se o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), que foi reeleito, além da vitória de outros aliados em municípios menores como em Itapemirim, com Thiago Peçanha (Republicanos), e Brejetuba, com Levi da Mercedinha (PDT).

Já entre as derrotas estão a do ex-prefeito Reginaldo Quinta (DEM), em Presidente Kennedy, e a do ex-deputado estadual Sandro Locutor (PROS), que disputou a Prefeitura de Cariacica e não conseguiu uma vaga no segundo turno, ficando na 4ª posição. Amaro fez campanha de rua ao lado de Sandro e também gravou vídeos de apoio mesmo com o seu partido estando na chapa da Euclério Sampaio (DEM), que foi o mais votado na cidade e disputa do segundo turno. 

SAÍRAM PERDENDO

Luciano Rezende não emplaca sucessor

Após oito anos à frente da Prefeitura de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania) não conseguiu fazer um sucessor e ainda viu seu candidato sair do jogo logo no primeiro turno.

O partido e ele próprio apostavam alto na candidatura de Gandini, que, por pouco, perdeu o segundo lugar na disputa para João Coser (PT) e não avançou ao segundo turno. 

MDB e PSDB encolhem no ES

Os partidos que mais perderam espaço nas prefeituras capixabas foram o MDB e o PSDB. Em 2016, o MDB, que era o partido do então governador Paulo Hartung (hoje sem partido), foi o campeão absoluto em número de prefeitos eleitos, conquistando 17 cidades. Em 2020, a sigla ganhou em oito municípios.

Já o PSDB, que tinha César Colnago como vice-governador na época, havia ganhado 13 prefeituras na eleição passada e, agora, ficou com apenas quatro. Os tucanos, porém, ainda vão disputar o segundo turno em Vila Velha, onde o prefeito Max Filho tenta a reeleição. Ele ficou em segundo lugar no domingo, com 22,91% dos votos, atrás de Arnaldinho Borgo (Podemos).

Apesar disso, emedebistas e tucanos mantiveram o comando de cidades importantes, com as reeleições de Guerino Zanon (MDB), em Linhares, Edson Magalhães (PSDB), em Guarapari, e Daniel da Açaí (PSDB), em São Mateus. Em 2016, os dois partidos formavam a base de sustentação do governo Hartung. 

Apoiados por Manato mas sem Bolsonaro, candidatos declaradamente de direita não prosperam

Também não tiveram sucesso os candidatos que buscaram na campanha se reafirmar como de direita e ligados ao bolsonarismo. Apoiados pelo ex-deputado federal Carlos Manato, que fez campanha em várias cidades para os aliados, nenhum deles conseguiu uma declaração de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Destacam-se as derrotas de Capitão Assumção (Patriota), que terminou em 4º em Vitória; e de Amarildo Lovato (PSL), que ficou em 5º na disputa pela Prefeitura de Vila Velha. 

Já em Cariacica, com Subtenente Assis (PTB), e na Serra, com Vandinho Leite (PSDB), o grupo teve resultados melhores, com ambos chegando na terceira colocação e com uma distância pequena para o segundo, mas eles não avançaram ao segundo turno.

Doutor Hércules e Chiabai naufragam com Neucimar

Em Vila Velha, Neucimar Fraga (PSD) não conseguiu, pela terceira vez, voltar à prefeitura. Além dele, saiu perdendo também seu vice, Ricardo Chiabai (Cidadania), que antes era apontado como um nome forte para compor chapa com Arnaldinho Borgo (Podemos), que segue na disputa após ter sido o mais votado no domingo.

Na convenção do Podemos, Chiabai chegou a subir no palanque demonstrando apoio a Arnaldinho. Mas, de última hora, fez uma manobra repentina, surpreendendo até mesmo o candidato do Podemos, e optou pela vaga de vice na chapa de Neucimar. 

Outra derrota foi para o deputado estadual Doutor Hércules (MDB), que, como em outros anos, ensaiava lançar sua candidatura em Vila Velha, mas acabou optando pela aliança com Neucimar. O parlamentar pediu votos para o ex-prefeito durante todo o período de campanha e intensificou o contato com o eleitor quando Neucimar teve Covid-19. 

Marcos Do Val não emplaca seus apoiados

O senador Marcos Do Val (Podemos) fez poucos vídeos declarando apoio a candidatos a prefeito, mas as três campanhas em que mais participou  não tiveram êxito. Em Vitória, o apoiado era Gandini (Cidadania). Em Cariacica, ele gravou vídeos pedindo votos para Adilson Avelina (PSC), que terminou na 11ª colocação. Avelina foi assessor de Do Val no Senado. 

Mas a campanha em que Do Val participou mais ativamente foi a do Coronel Carlos Wagner (PL), candidato a prefeito em Vila Velha, que também não chegou ao segundo turno e ficou em 4º, com 6,73% dos votos válidos.

Magno Malta vê derrota de candidatos que apoiou, mas ainda pode ter aliado vencedor

O ex-senador Magno Malta (PL) fez campanha para vários candidatos do partido, sobretudo usando as redes sociais. No sábado (14), véspera da votação, ele fez várias publicações mostrando todos os seus apoiados pelo Estado. Nenhum deles venceu.

Os pedidos de votos foram para Halpher Luiggi (Vitória), Alexandre Xambinho (Serra), Coronel Wagner (Vila Velha), Jonas Nogueira (Cachoeiro), Nilis Castberg (São Mateus), entre outros. Todos tiveram pequenos percentuais de votos.

Ivan Carlini e Cléber Félix: presidentes do Legislativo não se reelegem

Também saíram das urnas com derrotas os atuais presidentes das Câmaras Municipais de Vila Velha e de Vitória. Na Capital, Cléber Félix (DEM) não foi reeleito e ficou como primeiro suplente do vereador reeleito por seu partido, Sandro Parrini (DEM).

Já em Vila Velha, Ivan Carlini (DEM), que é vereador do município há sete mandatos, ou seja, 28 anos, ficou de fora da próxima legislatura. Ele ficou como primeiro suplente do vereador reeleito Rogério Cardoso (DEM).

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