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Governo recorre à Justiça

Covid no ES: "Fornecedores estão se negando a entregar medicamentos", diz secretário

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, empresas que atendem a rede pública do Espírito Santo alegam que todo o estoque deles foi requisitado pelo Ministério da Saúde

Publicado em 30 de Março de 2021 às 09:45

José Carlos Schaeffer

Publicado em 

30 mar 2021 às 09:45
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista à TV Gazeta
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista à TV Gazeta Crédito: Reprodução / TV Gazeta
A falta do fornecimento de medicamentos em meio à pandemia do novo coronavírus está fazendo com que o governo do Espírito Santo entre na Justiça contra os fornecedores. A informação foi passada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes. Segundo ele, as empresas estão se negando a entregar os medicamentos, comprados pelo Estado, alegando que o estoque foi requisitado pelo Ministério da Saúde.
Em entrevista à TV Gazeta nesta terça-feira (30), Nésio explicou que o governo estadual se programou e fez a compra de medicamentos antes do período mais crítico da pandemia no Espírito Santo, ainda no mês de fevereiro.
“Nós, ainda em fevereiro, fizemos grandes compras de medicamentos. Solicitamos nas últimas quatro semanas a antecipação da ordem de fornecimento de medicamentos e outros insumos com os fornecedores”, disse.
No entanto, o Ministério da Saúde fez uma requisição administrativa de medicamentos e os fornecedores que atendem a rede pública do Espírito Santo estão alegando que não possuem mais estoques por isso.
“Na questão dos medicamentos, com a requisição administrativa feita com o próprio Ministério da Saúde, os fornecedores que atendem a rede pública do Espírito Santo estão se negando a entregar os medicamentos, alegando que todo o estoque deles foi requisitado pelo Ministério da Saúde e que a secretaria deve se reportar ao Ministério para receber os medicamentos”, explicou.
Diante disso, Nésio afirmou que o Estado não considera a medida oportuna e diz que estão acionando a Justiça para garantir a entrega dos insumos.
“Nós consideramos que não é oportuno que seja realizada a requisição administrativa de medicamentos que já estão sendo vendidos para a saúde pública e outros hospitais e, de fato, estamos entrando com uma ação na Justiça para poder garantir a ordem de fornecimento daquilo que o Estado se programou. O Estado se programou, estabeleceu com atas de registros de preços, contratos, compras dos medicamentos. E agora os fornecedores não conseguem entregar por conta da requisição administrativa por parte do Ministério da Saúde”, completou.
Apesar da explicação, o secretário não informou a situação atual do estoque de medicamentos para o tratamento de pacientes vítimas da Covid-19 nos hospitais da rede pública do Espírito Santo. A reportagem de A Gazeta procurou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para esta resposta e a matéria será atualizada assim que houver o retorno.

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