A Gazeta - Agora

Tem sugestão ou viu erro? Envie aqui Quer mais notícias? Entre no nosso WhatsApp

Órgão pede interdição imediata de casarão no Sítio Histórico de São Mateus

Atualizado em 02/02/2026 às 19h28
Sítio histórico do Porto de São Mateus, que precisa de revitalização
Sítio histórico do Porto de São Mateus, que precisa de revitalização Crédito: Divulgação/PSM

O risco iminente de desabamento do Casarão 18, no Sítio Histórico do Porto de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, levou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) a recomendar a interdição imediata do imóvel e a adoção de medidas emergenciais.

Segundo o laudo técnico, o prédio está em avançado estado de deterioração e apresenta risco de desabamento, colocando em perigo moradores, turistas e pedestres que circulam pela área.

Diante da situação, o órgão orientou a Prefeitura de São Mateus e o Ministério Público do Espírito Santo a restringirem totalmente o acesso ao imóvel, isolarem a área com tapumes, instalarem sinalização de alerta em português e inglês e realizarem escoramento emergencial para evitar o colapso da estrutura e preservar a segurança da população.

A Prefeitura de São Mateus informou que acatou todas as recomendações e a Defesa Civil permanece responsável pelo acompanhamento técnico e monitoramento permanente das condições de segurança da edificação, enquanto a Secretaria Municipal de Cultura acompanha a elaboração do processo licitatório para contratar uma empresa especializada que ficará responsável pelos projetos de restauração. Somente após essa etapa, terão início as obras de restauro e reforma do imóvel.

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) informou que instaurou procedimento para acompanhar o caso e solicitou informações ao Poder Público sobre as providências adotadas. Acrescentou que em janeiro de 2026, o Município informou a implementação das medidas de isolamento e sinalização recomendadas, bem como a adesão a programa de coinvestimento para futura recuperação do patrimônio histórico. Dessa forma, a interdição decorre de recomendação técnica do CREA/ES, acompanhada pelo Ministério Público.

Publicidade