Essas oscilações impactam o ritmo com que as mortes foram sendo contabilizadas. Ao longo do primeiro ano da pandemia, nunca tinham sido registradas 1.000 vidas perdidas em menos de 29 dias. No segundo semestre, para o Estado passar de
3 mil a
4 mil óbitos, o intervalo chegou a ser de 86 dias.
Se a desaceleração continuará ou se será interrompida depende de diversos fatores, especialmente o ritmo da
vacinação contra a Covid-19 e o comportamento dos próprios capixabas, conforme dito pelo secretário de saúde Nésio Fernandes na
última coletiva on-line, realizada nessa segunda-feira (10).
"O período de queda entre a primeira e a segunda expansão foi longo, de julho até novembro. Conseguimos viver um grande período de estabilidade, que não foi conquistado entre a segunda e a terceira onda. Queremos apostar que, ao longo das próximas semanas, conseguiremos preservar vidas", disse.
Para isso, ele ressaltou que aquelas velhas medidas seguem sendo essenciais. "Todos estarão suscetíveis à adesão social. Apesar das novas cepas, estamos lidando com a mesma doença. Sabemos como nos prevenir:
uso de máscara, higienização das mãos, ambientes ventilados e evitar aglomerações", concluiu.