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Covid-19: ES registra transmissão comunitária da variante P1

Variante de Manaus (AM) pode ser uma das responsáveis por índices ainda maiores de pacientes mais jovens nas internações pelo coronavírus no Estado

Publicado em 10/05/2021 às 17h05
Praia da Costa, em Vila Velha, lotada no dia 13/12/2020, em meio a pandemia e ao crescimento de casos da Covid-19 no ES
Os jovens protagonizaram cenas de aglomeração e desrespeito ao distanciamento social no ES. Crédito: Ricardo Medeiros

Espírito Santo já possui transmissão comunitária da variante do novo coronavírus denominada P1, que foi detectada inicialmente em Manaus (AM), no começo deste ano. Isso significa que, atualmente, não é mais possível rastrear os casos de Covid-19 causados por essa cepa em território capixaba.

O nível mais avançado de contágio foi constatado em estudos feitos pelo próprio Laboratório Central do Estado (Lacen-ES) e pela rede privada de saúde, conforme anunciado durante a coletiva de imprensa on-line da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), realizada na tarde desta segunda-feira (10).

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde do Espírito Santo

"A variante P1, a P2 e a inglesa (B1) povoam o roll das cepas que, hoje, ameaçam toda a estabilidade e possível controle da pandemia no Estado"

Recentemente, o secretário Nésio Fernandes afirmou que, nos Estados em que a transmissão da P1 era predominante, havia uma proporção de jovens hospitalizados maior que a verificada no Espírito Santo – apesar do aumento já confirmado dessa parcela da população no total de internações.

Soma-se a isso, a vacinação dos idosos contra a Covid-19. A expectativa é que a cobertura total deste público prioritário seja alcançada em junho no Estado. Juntos, esses dois fatores, formaram um alerta direcionado especialmente a jovens e adultos. Ou seja, para quem tem entre 20 e 59 anos de idade.

Nésio Fernandes

Secretario de Saúde do Espírito Santo

"As novas variantes, que atingem um perfil mais jovem e podem assumir predominância, representam risco para uma nova expansão, com rejuvenescimento das internações"

Segundo o secretário, uma quarta onda da pandemia pode acontecer até o início do inverno, ainda em um contexto de sazonalidade das doenças respiratórias. No entanto, essa nova fase deve ser acompanhada da redução na internação e na mortalidade da população idosa, devido à imunização vacinal.

"Podemos ter um cenário crítico como aqueles vividos em outros Estados do país. Nesses territórios, há um predomínio da população com mais de 30 anos e um aumento da infecção de forma mais intensa na população de 20 a 30 anos", alertou. "Evitar uma nova onda até junho depende da população e da atenção primária", concluiu Nésio.

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