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Morte de jovens por Covid-19 chega a 43% nos hospitais do ES

Morte de jovens por Covid-19 chega a 43% nos hospitais do ES

Indicador de óbitos na faixa etária de 18 a 29 anos quase dobrou na atual fase da pandemia em comparação ao período de outubro a fevereiro

Publicado em 19 de abril de 2021 às 17:16

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No mundo pós-coronavírus, tendência é que o distanciamento social continue existindo embora as pessoas passem a valorizar mais os contatos pessoais
Distanciamento social é uma medida indispensável para evitar a contaminação pelo coronavírus. (Gerd Altmann/Pixabay)
Aline Nunes
Repórter de Cotidiano / [email protected]

O número de mortes entre jovens em decorrência da Covid-19 quase dobrou nos hospitais do Espírito Santo. De outubro até 28 de fevereiro, os óbitos representavam 25,45% no público de 18 a 29 anos, internado. De fevereiro até o momento, esse índice chegou a 43,24% na mesma faixa etária. 

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na tarde desta segunda-feira (19). "Temos uma doença que, de fato, neste momento se comporta com mortalidade maior na população jovem", ressaltou o secretário Nésio Fernandes

Morte de jovens por Covid-19 chega a 43 por cento nos hospitais do ES

Há uma perspectiva de queda no número de casos e mortes entre o final de abril e início de maio, mas, ainda assim, o contexto da pandemia não permite relaxar com as medidas de segurança, sobretudo em virtude de novas variantes. 

"A redução tem a tendência de ser mais rápida do que nas primeira e segunda curvas, mas pode ocorrer de não ser uma queda total do número de casos como nas duas primeiras curvas, e iniciar novamente um crescimento. Se tivermos outra variante, teremos aumento de casos para os jovens. Os jovens estão muito expostos a adoecimento e, infelizmente, a risco de óbitos", pontuou Luiz Carlos Reblin, subsecretário de Vigilância em Saúde.

Também destacando o número de óbitos, que praticamente dobrou entre os jovens que são internados por Covid-19, Reblin observou que muitos especialistas já não consideram que exista uma faixa etária de risco para a doença, mas que todos estão suscetíveis à infecção e agravamento. 

Aspas de citação

O jovem precisa compreender que não está imune a essa doença. Se não teve infecção ou se já teve infecção, os cuidados da sua saúde e, consequentemente, dos mais velhos que os cercam, implicam na utilização de máscaras, não aglomeração, e higienização de mãos

Luiz Carlos Reblin
Subsecretário Estadual de Vigilância em Saúde
Aspas de citação

Para Reblin, os jovens podem ter um fator preponderante na subida de nova curva, com muito risco de adoecer de forma grave, ser hospitalizado e morrer. "Isso é o que todas as variáveis que observamos nos indicam", frisou. 

VARIANTES

Nésio Fernandes reforçou que, até o Estado alcançar a imunidade coletiva com pelo menos 80% da população vacinada, os protocolos sociais e sanitários são indispensáveis. 

O secretário disse que as novas cepas que circulam no Brasil, em especial a variante P1, passam a ser analisadas com mais profundidade pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen). Nésio afirmou que a equipe técnica já reconheceu a persistência da circulação das variantes que já  estavam presentes no Estado no ano passado, como a B.1.13,  foi identificada a variante inglesa, B.1.17, e serão incorporadas tecnologias capazes de identificar a P1.

"Verificamos que estão ocorrendo, em solo brasileiro, algumas expressões importantes que precisam ser destacadas: os Estados que têm a P1, com predominância reconhecida em janeiro e fevereiro, apresentam proporção maior de jovens internados do que no Espírito Santo, no mesmo período. Aqui, ainda preservamos uma proporção predominante de pacientes idosos e com comorbidades nas internações hospitalares. Neste momento, não podemos afirmar qual de todas as variantes assume a transmissão comunitária predominante no Espírito Santo", descreveu.

A investigação que o Lacen vai promover pode ajudar a determinar a predominância das cepas, mas Nésio Fernandes já afirmou que está evidente que o momento atual da pandemia é bastante distinto do momento em que ela começou, em março do ano passado, com variantes mais infecciosas e com maior letalidade, inclusive de faixas etárias mais jovens. 

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