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Covid-19 no ES: casos e internações podem crescer após o carnaval

Alerta é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que também chama a atenção para o fato de muitas pessoas estarem naturalizando sintomas respiratórios

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 08/02/2021 às 16h51
Atualizado em 08/02/2021 às 20h58
Aglomeração foi registrada nas ruas de Guriri
Réveillon em Guriri teve aglomeração: carnaval também atrai muitas pessoas para as ruas, o que não é recomendado. Crédito: Reprodução

Após um segundo movimento de crescimento de casos, internações e óbitos por Covid-19 no final de 2020, o Espírito Santo tem vivenciado uma tendência de queda nos indicadores da doença. Entretanto, esse cenário pode mudar depois do carnaval, se a população não respeitar a orientação de não aglomeração e participar de festas, clandestinas ou familiares, reunindo muitas pessoas. 

O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que tem ainda outra preocupação: muitos estão ignorando sintomas respiratórios e deixando de tomar as medidas necessárias, tanto de autocuidado quanto de prevenção da disseminação do vírus. 

"Infelizmente, está acontecendo uma naturalização perigosa das doenças respiratórias, da percepção da sociedade. Sintomas que, ao longo de 2020, seriam motivo de preocupação, de suspeita de infecção por Covid, neste momento, não estão levando as pessoas a procurar avaliação médica", pontuou o secretário Nésio Fernandes, em coletiva na tarde desta segunda-feira (8). 

Ele observou que, assim como registrado no período de festas de final de ano, permanece alto o absenteísmo de pessoas que agendam a coleta do exame para diagnóstico da Covid-19, ou seja, apresentam sintomas, marcam o teste e não comparecem. A situação foi constatada ao longo de todo o mês de janeiro e também  agora, no início de fevereiro, em praticamente todos os municípios consultados pela Sesa. 

"Há uma explícita e perigosa naturalização dos sintomas, redução da percepção do risco de portar o vírus e ser capaz de transmitir a doença. Independentemente de ser nova cepa ou a cepa originária, o vírus tem capacidade de fazer com que as pessoas evoluam a um estado grave ou a óbito em proporções semelhantes", reforçou o secretário, acrescentando que as unidades de saúde dispõem de estrutura para atender os casos suspeitos e realizar os testes. 

MUTAÇÃO

A cepa originária circulando sem controle, destacou Nésio Fernandes, sem que as pessoas percebam o risco e, por isso, não adotem o isolamento, pode levar à mutação do coronavírus em território capixaba. 

Nésio Fernandes

Secretário estadual da Saúde 

"Essa alerta é para dizer que a doença não está controlada; precisa ter controle e muita disciplina de todos na percepção do risco real"

E, com a chegada do carnaval no próximo final de semana, o secretário voltou a falar sobre a necessidade de as pessoas manterem o distanciamento, ressaltando que o momento ainda não é propício para festas, mesmo que as últimas semanas tenham registrado queda nos indicadores da Covid-19. 

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, frisou que o comportamento inadequado da população pode levar o Espírito Santo a ver os números da doença voltar a crescer. 

"O carnaval pode, sim, alterar essa curva de tendência de queda em algumas regiões, e estabilidade em outras. No Natal e no Ano-Novo, as festas com aglomeração foram em locais muito específicos e, felizmente, não interferiram dramaticamente no número de casos e óbitos. Então, temos condições de repetir o compromisso no carnaval, e não realizar aglomerações, numa excelente gestão conjunta de Estado, municípios e toda a sociedade", concluiu. 

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