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Os perfis de candidatos a prefeito nas principais cidades do ES

Veja reportagens de A Gazeta com o perfil dos candidatos de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Colatina, Linhares e Cachoeiro

Publicado em 21/10/2020 às 07h00
Reportagem sobre mudança na autodeclaração de candidatos
Conhecer o perfil dos candidatos, o histórico político e pessoal pode auxiliar na hora de definir o voto. Crédito: Pixabay

Daqui a menos de um mês, no dia 15 de novembro, os capixabas vão às urnas escolher os prefeitos que vão administrar as cidades pelos próximos quatro anos. Desta vez, a maioria vai encontrar um cenário atípico, com um recorde no número de candidatos. Conhecer o perfil de quem disputa uma prefeitura, seu histórico político e pessoal, pode auxiliar os eleitores na hora de definir o voto.

Entre os municípios da Grande Vitória, Cariacica e Vitória, que em 2016 tiveram quatro e cinco candidatos a prefeito respectivamente, chegaram a 14 candidatos cada uma em 2020. O salto expressivo, no entanto, não foi apenas na região metropolitana.

Colatina tem dez candidatos e Cachoeiro de Itapemirim, 13. 

O aumento é explicado pelo fim das coligações para eleição de vereador. Sem poder concorrer em blocos, cada partido foi obrigado a lançar uma chapa completa de candidatos ao Legislativo, o que fez com que ter um candidato a prefeito fosse importante para "puxar votos" e dividir palanque com os postulantes a cadeiras de vereador.

A Gazeta fez uma série de reportagens com o perfil dos candidatos de cada uma das principais cidades do Estado: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Colatina, Linhares e Cachoeiro de Itapemirim. 

VITÓRIA

A Prefeitura da Capital é disputada por 14 candidatos. Dessas chapas, nove são puro-sangue, ou seja, formadas por um candidato a prefeito e um vice do mesmo partido. Entre os candidatos estão três deputados estaduais: Capitão Assumção (Patriota), Gandini (Cidadania) e Pazolini (Republicanos). A Câmara municipal também está representada. Neuzinha de Oliveira (PSDB) e Mazinho dos Anjos (PSD) querem deixar o Legislativo para assumir a cadeira de chefe do Executivo.

Além destes, há também nomes já conhecidos no cenário político como o atual vice-prefeito Sérgio Sá (PSB), que rompeu com o prefeito Luciano Rezende (Cidadania), Namy Chequer (PCdoB), que já foi vereador em Vitória e João Coser (PT), que foi prefeito da Capital por dois mandatos. Este último está empatado com Gandini, candidato de Luciano, em pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Rede Gazeta e divulgada em 13 de outubro. Há também candidatos estreando nas urnas:

VILA VELHA

O cargo de prefeito da cidade de Vila Velha é disputado por 11 candidatos. Entre homens, mulheres, professores, administradores, políticos de carreira e um militar, está o atual prefeito, Max Filho (PSDB), que tenta mais um mandato. É a única cidade da Grande Vitória com um candidato à reeleição para o Executivo municipal, já que os outros estão em segundo mandato consecutivo e, assim, não podem concorrer.

Max lidera, empatado tecnicamente com o ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD), pesquisa eleitoral feita pelo Ibope a pedido da Rede Gazeta e divulgada em 15 de outubro. O atual vereador Arnaldinho Borgo (Podemos) está logo em seguida, com menos intenções de voto, mas baixa rejeição. Além deles, o deputado estadual Hudson Leal (Republicanos), o militar Coronel Wagner (PL) e outros disputam os votos dos eleitores da cidade canela-verde:

CARIACICA

Cariacica foi o município que registrou o maior salto no número de candidaturas de 2016 para 2020. Eram quatro e agora são 14. Além do fim das coligações, outro fator impulsionou o salto expressivo: a falta de lideranças políticas fortes e tradicionais na corrida. O deputado estadual Marcelo Santos (Podemos) e o deputado federal Helder Salomão (PT) decidiram não disputar e o atual prefeito, Juninho (Cidadania), está em seu segundo mandato consecutivo e não pode concorrer. Juninho também não apoia ninguém até o momento.

Como resultado, dos 14 nomes que compõem a extensa lista a ser considerada pelos eleitores, muitos serão testados nas urnas pela primeira vez. Outros concorreram a outros cargos e agora tentam a prefeitura. Marcelo tem seu candidato, Euclério Sampaio (DEM), e Helder a sua aposta, Célia Tavares (PT). Além destes, os atuais vereadores Joel da Costa (PSL) e Celso Andreon (PSD) também estão na disputa. 

As eleições deste ano trouxeram, ainda, quem estava fora da política há um tempo. Dr. Helcio Couto (PP), Dr Heraldo Lemos (PCdoB), Marcos Bruno (Rede) e Saulo Andreon (PSB) ocuparam cargos eletivos no passado, mas estavam fora do cenário político até o pleito deste ano. Há também quem disputa uma eleição pela primeira vez:

SERRA

Na Grande Vitória, a Serra é o município com o menor número de candidatos. São nove. Ainda assim, um aumento expressivo em relação a 2016, quando quatro candidatos disputaram a prefeitura.

A maioria dos postulantes ao cargo já ocupou cargos políticos ou já passou pela administração pública. Três deputados estaduais disputam a cadeira: Alexandre Xambinho (PL), Vandinho Leite (PSDB) e Bruno Lamas (PSB). Além destes, está o deputado federal que já foi prefeito da Serra por três mandatos Sergio Vidigal (PDT). O candidato do atual prefeito Audifax Barcelos (Rede) é o vereador Fábio Duarte (Rede).

Entre os que já passaram por órgãos públicos estão a ex-chefe da Polícia Civil Gracimeri Gaviorno (PSC), a ex-secretária de Políticas para Mulheres Luciana Malini (PP) e o delegado da Polícia Federal Márcio Greik (MDB). Apenas o candidato do PCdoB, Eben de Moraes, é empresário e não passou por cargos eletivos ou administração pública.

COLATINA

Após o anúncio de que o atual prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli (Republicanos), não tentaria reeleição, o tabuleiro eleitoral de Colatina teve mudanças. Sem o gestor, dez candidatos foram confirmados na disputa para ocupar o cargo de chefe do Executivo. Entre os candidatos estão figuras já conhecidas do cenário político e outros que são estreantes nas urnas.

Meneguelli não demonstrou apoio a nenhum candidato. Em contrapartida, uma das que serão testadas na urna pela primeira vez, Maricélis (Cidadania) é a aposta do deputado federal Josias da Vitória (Cidadania), uma das principais lideranças políticas locais.

A articulação do parlamentar rendeu à professora o apoio do PSB, partido do governador Renato Casagrande. Outro nome na disputa que acumula apoio de deputados estaduais bolsonaristas é Luciano Merlo (Patriota), que tem ao seu lado Danilo Bahiense (sem partido), Rafael Favatto (Patriota), Capitão Assumção (Patriota) e Torino Marques (PSL).

LINHARES

Linhares foi um dos municípios que, fugindo à regra, não teve um aumento expressivo de candidaturas neste ano. Em 2016, cinco candidatos disputaram a prefeitura e, neste ano, são seis os que já estão na disputa. O atual prefeito, Guerino Zanon (MDB), tenta reeleição e quer comandar a cidade pela quinta vez. 

Outro nome que se repete desde 2016 é o da candidata Eliana Dadalto, que agora disputa uma vaga pelo Podemos. Além deles, também querem a cadeira o deputado estadual Marcos Garcia (PV), o advogado Lucas Scaramussa (DC), o Professor Antônio de Freitas (PT) e Professor Igor Bellucio (PSOL), os dois últimos em chapas puro-sangue.

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

Em Cachoeiro de Itapemirim, maior cidade do Sul do Espírito Santo, 13 candidatos disputam a cadeira de prefeito. Entre eles, estão o atual gestor, Victor Coelho (PSB), que busca a reeleição, e seu atual vice, Jonas Nogueira (PL), que rompeu com Coelho e tenta tomar a cadeira. Entre os candidatos estão três mulheres, um salto expressivo se comparado ao último pleito, quando nenhuma mulher disputou o cargo.

Entre os 13 tem até candidato que não é reconhecido pelo próprio partido. Josué Batista da Silva (PSC), se inscreveu na Justiça Eleitoral como candidato sem ter o aval da sigla. O PSC compõe a coligação que apoia a reeleição de Victor Coelho.

Também está entre os postulantes o candidato Diego Libardi (DEM), atual presidente em exercício do DEM no Estado e aposta do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) para a cidade. Theodorico foi prefeito do município por quatro mandatos e é padrinho político de Libardi. 

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