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Conheça o perfil dos candidatos a prefeito de Colatina nas eleições de 2020

O atual prefeito, Sérgio Meneguelli, decidiu não disputar a reeleição, o que chacoalhou o cenário. Com isso, dez nomes vão tentar chegar ao comando do Executivo municipal

Colatina
Publicado em 14/10/2020 às 16h11
Prefeitura de Colatina
Em 2020, 10 candidatos concorrem ao cargo de prefeito em Colatina. Crédito: João Henrique Castro

Seguindo uma tendência de várias cidades do Espírito SantoColatina, no Noroeste do Estado, também conta com muitos candidatos a prefeito. São dez nomes na disputa pelo cargo. 

Além disso, outro componente aumenta a disputa política na cidade. O prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli (Republicanos), decidiu não disputar a reeleição. Um dia após o fim do prazo para as convenções partidárias, ele confirmou, primeiramente para a reportagem de A Gazeta, que não participaria da corrida. 

Fora das urnas, Meneguelli afirmou que também não apoiaria nenhum concorrente na cidade. 

Das dez candidaturas que foram lançadas, a maioria é formada por chapas puro-sangue, que possuem candidato a prefeito e a vice da mesma sigla, são sete nessa condição. 

Veja, em ordem alfabética, quem são eles, por onde já passaram e seus principais aliados:

BARBOSINHA (PTB)

Barbosinha (PTB)
Barbosinha. Crédito: Divulgação/ Assessoria

O candidato Nilton Antonio Barbosa (PTB), conhecido como Barbosinha, é empresário e tenta pela primeira vez chegar ao comando do Executivo colatinense. 

Aos 62 anos, ele atua no no setor de transporte. Atualmente, ocupa o cargo de presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas do Noroeste do Espírito Santo e vice-presidente da Federação dos Transportadores Autônomos de cargas do Espírito Santo.

O candidato concorre sem o apoio de outro partido. João Capoteiro é o seu vice.

ELODILSON SABADINI  (SOLIDARIEDADE)

Elodilson Sabadini (Solidariedade)
Elodilson Sabadini. Crédito: Assessoria/Divulgação

O candidato Elodilson Sabadini (Solidariedade), 56 anos, é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade Castelo Branco. Sabadini tenta pela primeira vez chegar ao comando da cidade de Colatina.

O candidato é contador há mais 30 anos e representou a categoria como presidente do Clube dos Profissionais de Contabilidade de Colatina.

Sabadini também foi professor de Contabilidade da Faculdade Castelo Branco por 20 anos, sendo diretor financeiro da entidade.

Em 2016, foi escolhido pelo PRB (atual Republicanos) como candidato a prefeito de Colatina, mas o nome dele não foi registrado para disputar o pleito na ocasião.

Durante a pré-campanha de 2020, Sabadini chegou a firmar uma parceria para ser vice na chapa de Renann Bragatto (PSB). Com o recuo de Bragatto e a ida do PSB para a chapa de Maricélis (Cidadania), Sabadini lançou-se sozinho, sem o apoio de outros partidos. O seu vice é Wellinton Linhares.

GENIVALDO LIEVORE (PT)

Genivaldo Lievore (PT)
Genivaldo Lievore . Crédito: Reprodução/ Assessoria

Para tentar voltar ao comando de Colatina, o PT definiu o nome do ex-deputado estadual e ex-vereador Genivaldo Lievore para disputar o pleito. A legenda esteve à frente da prefeitura de 2009 a 2016, com Leonardo Deptulski.

Genivaldo Lievore é bancário aposentado, tem 61 anos, e é graduado em Administração de Empresas. Atualmente é sócio e gestor de uma empresa do ramo imobiliário. Genivaldo já foi diretor do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo.

Ele iniciou sua militância nas comunidades da Igreja Católica, em que segue com atuação. Foi ainda administrador da Diocese de Colatina. Presidente do diretório municipal do PT, Genivaldo é experiente na política local.  Ele conta com mais de 35 anos de filiação ao Partido dos Trabalhadores, já tendo dirigido o diretório estadual da sigla. A primeira eleição que concorreu foi para prefeito de Colatina em 1982.

Exerceu quatro mandatos de vereador na cidade, presidiu a Câmara Municipal de Colatina duas vezes e exerceu um mandato de deputado estadual entre 2011 e 2014. Ele tentou e não conseguiu se reeleger para a Assembleia Legislativa.

Em 2016, quando o partido ainda governava a cidade, Liovere chegou a ser aprovado na convenção do PT para concorrer ao Executivo. Entretanto, o partido recuou e não lançou candidato próprio.

Em 2020, a chapa do PT foi registrada com uma formação puro-sangue. O vice é João Antônio Guedes, do mesmo partido.

GESSE (DC)

Gessé Pereira de Andrade (DC)
Gesse Pereira de Andrade. Crédito: Assessoria/Divulgação

O candidato Gesse Pereira de Andrade (DC), de 54 anos, é profissional autônomo e tem ensino fundamental completo.

Ele tenta pela segunda vez consecutiva chegar ao comando de Colatina. Em 2016, Gesse ficou na sexta colocação na corrida eleitoral, entre sete candidatos que disputaram o pleito. Na ocasião, terminou a disputa com 1,86% dos votos válidos no município.

Além da disputa em 2016, Gesse já tentou por duas vezes se eleger vereador e outras duas deputado estadual, mas não teve sucesso em nenhuma delas.

O Democracia Cristã (DC) escolheu Inácio da Silva para ser o vice na chapa.

GUERINO BALESTRASSI (PSC)

Guerino Balestrassi (PSC)
Guerino Balestrassi. Crédito: Divulgação/ Assessoria

Uma das principais lideranças de Colatina, Guerino Balestrassi foi prefeito em duas gestões, de 2001 a 2008. Desde então, esta é a primeira vez que ele tenta voltar ao comando do Executivo colatinense.

Aos 61 anos, Balestrassi é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Além disso, é pós-graduado em Administração pela Faculdade de Ciências Econômicas de Colatina. O ex-prefeito é dono de uma empresa familiar na área de metal e mecânica.

Durante seu período na administração municipal foi presidente da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), entre 2005 a 2009.

Após sair do Executivo, Guerino foi secretário de Estado de Economia e Planejamento em 2010 e secretário de Estado de Ciência e Tecnologia de 2015 a 2016. Recentemente, Balestrassi ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz. Ele saiu do cargo para tentar voltar ao comando de Colatina.

Apesar de esta ser a primeira tentativa de retornar ao comando de Colatina, Balestrassi participou as eleições estaduais de 2014 e 2018. Na primeira, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados. Mais recentemente disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Em nenhuma delas Guerino saiu vencedor das urnas. Apesar de ter saído com boa avaliação da sua passagem pela prefeitura, Guerino acumula essas duas derrotas eleitorais nas suas últimas empreitadas.

Entre seus apoiadores, Guerino Balestrassi conta com um importante grupo político de Colatina. A candidatura dele recebeu as bênçãos do empresário Pergentino Júnior, representante da família que é dona da faculdade Unesc e do hospital São José na cidade. Pergentino é pai do deputado estadual Renzo Vasconcelos (PP), que também aderiu ao nome de Guerino. Foi do grupo de Pergentino e Renzo a escolha do nome do vice na chapa. A opção foi pelo médico Rogério Resende (PDT).

Além do seu PSC, sigla considerada de pequeno porte, PSD, PDT, DEM e PP fazem parte da coligação que está com Guerino na eleição.

LUCIANO MERLO (PATRIOTA)

Luciano Merlo (Patriota)
Luciano Merlo. Crédito: Divulgação/ Assessoria

Luciano Carlos Merlo (Patriota), 51 anos, é graduado em Ciências Contábeis e Administração e Mestre em Ciências da Educação. Ele atua como professor e diretor da Faculdade Castelo Branco.

Esta é a segunda vez consecutiva que Luciano tenta chegar ao comando do Executivo colatinense. Em 2016, sua primeira aparição política, ele obteve 14.125 votos garantiram a terceira colocação, 21,69 % dos votos válidos. O vencedor, Sérgio Meneguelli, teve 30,24% de preferência do eleitorado.

Animado pelo desempenho em 2016, Luciano tentou o cargo de deputado estadual em 2018. Ele obteve 8.338 votos e não foi eleito.

Luciano Merlo é declaradamente de direita, conservador e bolsonarista. Ele é próximo ao ex-deputado federal Carlos Manato (sem partido), que disputou o governo do Estado em 2018. Luciano também conta com o apoio dos deputados estaduais Danilo Bahiense (sem partido), Torino Marques (PSL), Rafael Favatto (Patriota) e Capitão Assumção (Patriota).

Em suas redes sociais, Merlo ostenta vídeos com todos esses apoiadores. “Luciano Merlo assim como eu somos da pauta conservadora, pauta da família. Jair Messias Bolsonaro tem o nosso total apoio”, afirma Torino em um vídeo que aparece ao lado de Merlo manifestado seu apoio ao candidato de Colatina.

Além do Patriota, a chapa de Luciano é composta por Republicanos, MDB e PSDB. O Republicanos é o partido do atual prefeito, Sérgio Meneguelli. Apesar de ser filiado à sigla, no entanto, Meneguelli não apoia a candidatura de Luciano Merlo. O prefeito está neutro na disputa local.

O empresário e produtor rural Arlindo Ribeiro Soares é o vice. O nome foi definido recentemente, depois que o empresário Marcos Guerra (Republicanos) desistiu de ocupar a posição de vice na chapa de Merlo.

MARCOS D'ÁVILA (PMN)

Marcos D'Ávila (PMN)
Marcos D'Ávila. Crédito: Reprodução/ Facebook

Marcos D’ávila (PMN), de 55 anos, é pastor evangélico e empresário no ramo da construção civil. Ele é graduado em gestão pública pelo Centro Universitário Internacional (Uninter).

É filho de Maria Luiza D’Ávila, que já foi vereadora em Colatina. Natural de Barra de São Francisco, Marcos se mudou ainda criança para Colatina.

Atualmente, é pastor e presidente de uma igreja evangélica, situada no bairro São Silvano. No local, realiza um trabalho com dependentes químicos. O advogado e professor Marco Lopes (PMN) é o seu vice.

Antes da construção civil, Marcos já trabalhou como como agrimensor e topógrafo. Atuou ainda no setor do comércio e indústria.

MARCOS DE OLIVEIRA (PSOL)

Marcos de Oliveila (PSOL)
Marcos de Oliveira. Crédito: Reprodução/ Facebook

O candidato Marcos de Oliveira (PSOL), de 54 anos, é funcionário público federal, servidor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Ele atua no Campus de Itapina, interior de Colatina. 

Marcos é formado em Ciências Contábeis e Gestão Pública. Além disso, é pós-graduado em Gestão de Segurança Pública e Gestão Pública de Segurança de Trânsito.

Ele já atuou como dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Rede Federal de Ensino (SINASEFE). Na política,  Marcos tentou se eleger vereador em 2008 e 2016, mas não conseguiu sucesso em nenhum desses pleitos. 

O PSOL lançou  Paulina Soares como vice na chapa de Marcos. 

MARICÉLIS (CIDADANIA)

Maricélis (Cidadania)
Maricélis. Crédito: Divulgação/Assessoria

Maricélis Caetano (Cidadania), de 53 anos, é formada em Pedagogia. A candidata possui ainda quatro especializações no segmento educacional. Servidora  da área de Educação, por 33 anos, foi professora, coordenadora, inspetora e diretora escolar.

Em 2009, assumiu o cargo de superintendente regional de educação, posição que exerceu por 10 anos. Em fevereiro de 2020 se aposentou e foi convidada a assumir a Diretoria Pedagógica da Apae de Colatina.

Apesar do destaque como superintendente de educação, a escolha da candidata surpreendeu algumas figuras da política local. Estreante nas urnas, Maricélis é uma aposta do deputado federal Josias Da Vitória, uma das principais lideranças políticas de Colatina. Ela é filiada ao Cidadania, partido do deputado.

Com seu poder de articulação, Da Vitória, que é aliado do Palácio Anchieta e líder de bancada na Câmara Federal, conseguiu trazer outros partidos para apoiar a candidatura da professora. Entre eles, o PSB do governador Renato Casagrande e de Paulo Foletto, secretário de Estado da Agricultura e outra forte liderança política de Colatina.

Além do Cidadania e do PSB, fazem parte da coligação o PSL, o Avante e o Podemos. Maricélis lançou como vice o empresário Léo Caetano, mais conhecido como Léo Produções, do PSL.

RENATA NUNES (PL)

Renata Nunes (PL)
Renata Nunes. Crédito: Divulgação/ Assessoria

Renata Nunes (PL), 45 anos, é comerciante e tem ensino médio completo.

Em busca do voto feminino, ela quer ser a primeira mulher a governar Colatina. Renata Nunes é candidata pelo partido do ex-senador Magno Malta, que preside o PL no Espírito Santo.

A candidata participa pela primeira das eleições municipais. Nas eleições de 2018, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados e não foi eleita. Renata terminou o pleito com 483 votos, 0,02% dos válidos. Na época, ela usou "Pastora Renata Nunes” como nome de urna. 

Sem coligação, o PL confirmou o nome de Brendon de Oliveira como vice na chapa de Renata. O partido aposta nele para chegar aos jovens de Colatina.

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