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Justiça eleitoral barra candidatura de Márcio Greik a prefeito da Serra

Juíza rejeitou o pedido de candidatura de Márcio Greik, a partir de impugnação do próprio partido do candidato. Decisão  ainda encaminha ao Ministério Público Eleitoral denúncias sobre supostas condutas dolosas por parte do emedebista

Publicado em 19/10/2020 às 18h54
Márcio Greik
Márcio Greik: delegado estuda a decisão para definir os próximos passos. Ainda cabe recursos. Crédito: Reprodução

A Justiça Eleitoral negou ao delegado de Polícia Federal Márcio Greik (MDB) o registro de candidato a prefeito da Serra. A impugnação da chapa de Greik foi feita pelo próprio partido, o MDB. O diretório municipal aprovou em convenção o apoio à candidatura do deputado estadual Vandinho Leite (PSDB) no município.

Greik fez, no final de setembro, um pedido de registro de candidatura de forma individual, depois de o partido não ter registrado o nome dele como representante da sigla na disputa pela prefeitura. Greik alegou que não houve votação sobre a candidatura na convenção do partido e que o diretório decidiu, sem levar o tema para ser debatido entre os convencionais, rejeitar seu pedido.

A mesma situação ocorreu com o advogado Fábio Louzada (MDB), que fez o pedido para registrar candidatura a prefeito de Vitória de forma individual, enquanto o diretório municipal do partido decidiu por coligar a sigla ao deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos), que também disputa o cargo. Na capital, a Justiça suspendeu liminarmente, ou seja, de maneira provisória, a candidatura do emedebista até que haja uma decisão sobre o caso. 

COMISSÃO INTERVENTORA TEM PODERES

A juíza eleitoral Gladys Henriques Pinheiro, da Serra, que assinou a decisão nesta segunda-feira (19), sustentou que a determinação da Comissão Nacional Interventora do Partido, que comanda o diretório estadual do MDB, optou por se abster de lançar candidatura própria na Serra. Pinheiro escreve que, como órgão hierárquico, os intervencionistas têm poder suficiente para deliberar sobre as tratativas eleitorais do partido.

Assim, as candidaturas de Márcio Greik e o vice de sua chapa, Eduardo Lima da Silva (MDB), foram rejeitadas. A juíza também encaminhou ao Ministério Público Eleitoral "eventuais condutas dolosas de Márcio", que teria induzido eleitores ao erro ou tentado cometer uma fraude eleitoral. Ela se refere a um pedido feito pelo diretório do MDB, em resposta a conversas de WhatsApp vazadas por Márcio, em que o partido alega que houve violação do sigilo de mensagens telefônicas.

CANDIDATO PODE RECORRER

Márcio Greik ainda pode recorrer da decisão. A reportagem entrou em contato com ele, que disse que vai analisar o caso com seu advogado e estudar os próximos passos.

O racha na Serra e em Vitória expõe a disputa interna que vive o MDB, desde 2019, com uma guerra judicial para decidir quem seria o presidente estadual da sigla. Para manter as atividades no partido, a Executiva Nacional do MDB decidiu intervir e nomeou uma comissão liderada pelo prefeito de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Washington Reis (MDB).

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