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De assessor a candidato em 2022: os planos dos derrotados nas urnas da Grande Vitória

Mais de 40 candidatos disputaram as eleições para prefeito nas quatro principais cidades da Região Metropolitana. Com o fim do período eleitoral, a maioria retoma as atividades anteriores ao pleito, mas alguns podem vir a ocupar novos cargos

Publicado em 12/12/2020 às 04h00
Urnas eletrônicas
TRE prepara urnas eletrônicas de eleição de 2020. Crédito: Carlos Alberto Silva

Com o fim do período eleitoral, mais de 40 candidatos que disputaram as eleições para prefeito na Grande Vitória, mas não saíram vitoriosos, vão seguir um outro caminho que não seja à frente do Executivo municipal. A maioria vai se dedicar às atividades que exercia antes da campanha, como é o caso de sete deputados estaduais. Entretanto, alguns podem vir a assumir novos postos, em cargos públicos, e também já pensam na disputa em 2022.

Para aqueles que possuem mandatos de vereadores, a exemplo de Neuzinha (PSDB) e Mazinho (PSD), em Vitória, e Fabio Duarte (Rede), na Serra, o trabalho parlamentar se encerra este ano. Essa também é a situação do prefeito Max Filho (PSDB), em Vila Velha, que não conseguiu se reeleger.

Max é funcionário público do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de onde estava licenciado e para onde pretende voltar a atuar. Mas ele não descarta concorrer a uma cadeira no Congresso Nacional. Esse, inclusive, será o destino de Neucimar Fraga (PSD), em 2021. Derrotado no primeiro turno também na cidade canela-verde, ele assume a vaga deixada por Sergio Vidigal (PDT), eleito prefeito na Serra.

Outros nomes que devem participar da corrida em 2022 são João Coser (PT), que perdeu o segundo turno em Vitória, e Sandro Locutor (PROS), que disputou a Prefeitura de Cariacica. 

Há também os que estão de volta aos cargos comissionados que deixaram para disputar as eleições. É o caso de Adilson Avelina (PSC) e Subtenente Assis (PTB). Os dois concorreram para prefeito de Cariacica.

Confira abaixo quais são os planos dos principais candidatos derrotados no pleito deste ano nas cidades de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica:

VITÓRIA 

Na Capital, Gandini (Cidadania) Capitão Assumção (Patriota), que são deputados estaduais, continuam atuando na Assembleia Legislativa. Gandini é também o atual presidente estadual do partido, e, por enquanto, permanece no comando.

Fabrício Gandini e Capitão Assumção
Fabrício Gandini e Capitão Assumção terão mais dois anos de mandato na Assembleia. Crédito: Tati Beling e Lissa de Paula (Ales) / Montagem de Vitor Vogas

Sérgio Sá (PSB), que atualmente ocupa o cargo de vice-prefeito de Vitória, vai retomar as atividades como engenheiro civil com o fim do mandato na prefeitura. 

Neuzinha e Mazinho, ambos vereadores da atual legislatura, também encerram os trabalhos na Câmara de Vitória. No caso da vereadora, ela finaliza um ciclo de cinco mandatos consecutivos.

Presidente municipal do PSDB em Vitória, Neuzinha afirma que vai tirar um tempo para cuidar da família e da saúde, mas continuará ativa politicamente. Ela é cotada para compor a equipe do secretariado de Lorenzo Pazolini (Republicanos), a quem ela declarou apoio no segundo turno. Nem o prefeito eleito nem a parlamentar descartaram essa possibilidade. "Posso participar, estou aguardando. Meu nome está à disposição", afirmou.

Mazinho, por sua vez, vai se dedicar integralmente ao escritório de advocacia, pelo menos durante o próximo ano. Ele também assume a presidência de uma Comissão na Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional Espírito Santo (OAB-ES). O grupo será de Acompanhamento Legislativo. 

Já João Coser, que é aposentado, permanece na atividade política visitando o interior do Estado pelo PT. Ele afirmou que "há uma grande possibilidade de se colocar na disputa de uma vaga na Câmara federal".

VILA VELHA

Na cidade canela-verde, o atual prefeito Max Filho vai voltar ao cargo de auditor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de onde está licenciado há seis anos. O tucano não descarta a possibilidade de concorrer em 2022, mas diz que ainda é muito cedo para pensar em uma candidatura.  

Eles aparecem liderando a disputa
Neucimar Fraga e Max Filho vão para caminhos diferentes: o primeiro, para a Câmara dos Deputados, enquanto o segundo volta ao cargo para o qual é concursado. Crédito: Montagem A Gazeta

Dois outros candidatos que também podem disputar as próximas eleições são Amarildo Lovato (PSL) e Rafael Primo (Rede). Por enquanto, ambos seguem na presidência municipal dos respectivos partidos.

Neucimar Fraga, que foi o terceiro candidato mais votado no primeiro turno, vai para Brasília, como suplente na vaga deixada na Câmara dos Deputados por Sergio Vidigal. Hudson Leal (Republicanos) continua atuando como médico anestesiologista e deputado estadual.

Quem também dá continuidade à atividade profissional que exercia antes do pleito é Dalton Morais (Novo), procurador da Advocacia Geral da União (AGU) e professor universitário, e Coronel Wagner (PL), que é militar do Corpo de Bombeiros. 

SERRA

Na Serra, três dos oito candidatos que disputaram a prefeitura seguem com as atividades na Assembleia Legislativa. São os deputados estaduais Bruno Lamas (PSB)Alexandre Xambinho (PL) e Vandinho Leite (PSDB). Este último é também o presidente estadual do partido. 

Já Fábio Duarte, derrotado no segundo turno, encerra o mandato como vereador da cidade. No próximo ano, ele reassume os trabalhos como administrador na iniciativa privada.

CARIACICA

Célia Tavares (PT), que disputou o segundo turno contra Euclério Sampaio (DEM), mas acabou derrotada continuará atuando em movimentos sociais, principalmente voltados para a educação. Atualmente, ela é professora aposentada.

Célia continua politicamente engajada no partido, mas ainda é cedo para dizer se tentará um cargo em 2022. Em 2018, ela disputou uma vaga no Senado, mas não teve êxito.

Quem dá como certa a participação nas próximas eleições é Sandro Locutor. Presidente estadual do PROS, ele afirma que o objetivo é fazer três deputados estaduais no Estado. Até lá, ele podia assumir a assessoria de algum parlamentar ou trabalhar com consultorias. 

Antes da campanha eleitoral, Sandro Locutor era assessor especial no Detran-ES, um cargo comissionado. Ele foi exonerado para poder disputar a eleição, mas afirma que não há expectativa para que ele volte a assumir a função.  Ao contrário dele, Adilson Avelina e Subtenente Assis voltam a assumir cargos comissionados que deixaram por causa da descompatibilização nas eleições.

Enquanto Avelina segue na equipe de assessoria do senador Marcos do Val (Podemos), Assis retorna à Assembleia Legislativa, mas com um novo cargo. Ele era Diretor de Segurança Legislativa, e volta como Assessor Sênior da Secretaria da Assembleia.

Dr. Helcio, Dr. Motta e Dr. Heraldo, que são médicos, continuam exercendo a profissão. Especula-se a presença de Dr. Helcio na equipe formada pelo prefeito eleito em Cariacica, Euclério Sampaio. Ele afirma que, caso haja convite, "vai analisar e aceitar de acordo com a capacidade de auxiliar à população."

Marcos Bruno (Rede) também avalia lançar candidatura nas próximas eleições. No momento, ele afirma que tem recebido convites para colaborar na administração municipal, mas que ainda não se decidiu. 

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