O QUE DIZ O SETOR PRODUTIVO
Inovação, relacionamento humano e empatia poderão dar o tom dos novos rumos da sociedade
Não há dúvida de que a pandemia está trazendo impactos para os mais diversos setores da sociedade e da economia. Trata-se de uma crise da Saúde sem precedentes que tem reflexos humanitários, sociais, econômicos e políticos. O otimismo do começo do ano acabou ficando para trás diante da disseminação do novo coronavírus.
Vale ressaltar que nosso país vem de uma recessão forte e ainda estava em recuperação quando o vírus desconhecido tornou-se realidade por aqui. Desde 2017, o Brasil crescia na casa de 1%, após duas seguidas quedas importantes de mais de 3%. Os especialistas já afirmam que a crise da Covid-19 deve marcar toda uma geração e ser lembrada por anos. Há estudos que apontam que serão de dois a três anos para uma recuperação real nos mais variados segmentos. A verdade é que cada choque econômico deixa um rastro de desafios e feridas mas, sobretudo, de aprendizados e oportunidades.
Por isso, o mais importante a destacar em relação ao que chamamos de novo normal e à economia pós-pandemia é que eles fomentam dois motores importantes, que serão essenciais para a superação das dificuldades: o da inovação e o da solidariedade.
Este ano, o mercado, de modo geral, já precisou se reinventar e acelerar processos como o da digitalização. A Saúde, por exemplo, teve que dar saltos exponenciais em relação ao uso da tecnologia em suas atividades de rotina, com a implementação rápida e efetiva da teleconsulta, telemonitoramento, entre outros recursos e plataformas que facilitaram o atendimento neste momento em que precisamos reforçar os protocolos de segurança. E a cooperação passou a ser requisito para que a economia se restabeleça, com maior interação e colaboração entre os inúmeros setores sociais e econômicos.
Em relação ao sistema de Saúde, mais do que nunca, precisaremos pensar na eficiência, sustentabilidade, na atenção primária e na prevenção. Telemedicina, monitoramento remoto do paciente, entre outras ações, já são realidade e chegaram para ficar.
Por enquanto, ainda estamos no presente da pandemia. O futuro da economia de modo geral ainda é um enigma, mas o que sabemos é que será necessário austeridade, foco, flexibilidade, inovação e trabalho árduo. A crise trazida pelo coronavírus e pelo tempo de distanciamento, certamente, nos fará pensar mais profundamente sobre os caminhos que deveremos seguir. As novas tecnologias, o relacionamento humano e a empatia entre as pessoas poderão dar o tom dos rumos que a sociedade tomará daqui pra frente. É tempo de inovar, renovar e recomeçar.