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Contratos na pandemia

Disputa política nacional não pode atingir o trabalho da PF, diz Casagrande

Governador do ES falou sobre a necessidade da estrutura policial do país, de todos os níveis, 'não se deixar ser usada politicamente' ao ser questionado sobre operação no Pará

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 20:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jun 2020 às 20:05
Renato Casagrande durante coletiva de imprensa, 10 de junho
O governador Renato Casagrande durante coletiva de imprensa nesta quarta Crédito: Reprodução
Durante a entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (10), após ser questionado a respeito da operação da Polícia Federal que investiga contratos suspeitos no Pará e como o Estado pode evitar contratações superfaturadas, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que, apesar de não ter muito conhecimento da operação, o ambiente de disputa política nacional não pode atingir ou afetar o trabalho da instituição policial. Casagrande disse, também, que a chave para não cair nas "armadilhas" de contratos superfaturados é manter a transparência.
Enquanto respondia sobre o que o Estado pode fazer para evitar fechar contratos superfaturados em meio à pandemia do novo coronavírus, o governador explicou seu ponto de vista. "É preciso que a gente tenha toda estrutura policial, de todos os níveis deste país, principalmente a Polícia Federal, que não se deixa ser usada politicamente", afirmou Casagrande ao se referir à PF como um "patrimônio da sociedade brasileira".
A declaração do comandante do Palácio Anchieta ocorre em um momento de tensão em que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), é alvo de um inquérito que investiga prováveis interferências políticas do mandatário na Polícia Federal, denunciadas pelo ex-ministro Sergio Moro em seu pronunciamento após seu pedido de demissão.
Casagrande, que vem criticando a atuação de Bolsonaro diante da pandemia, ressaltou que não se pode ter dúvidas sobre a atuação da PF.  Para que "a gente não deixe o ambiente de disputa política nacional atingir e afetar o trabalho da organização", frisou.

TRANSPARÊNCIA PARA EVITAR CONTRATOS SUPERFATURADOS

O governador relembrou que o Estado ocupa os primeiros lugares nos rankings de transparência de divulgação de dados da Covid-19 e de contratos emergenciais. Destacou também que todas as compras do Estado foram "tecnicamente orientadas". O socialista ressaltou, no entanto, que "todos os insumos aumentaram de preço nesse período".
No mês de junho, o governo já cancelou R$ 1 milhão em contratos do Hospital Dório Silva e anulou outro, firmado com uma empresa de Cachoeiro de Itapemirim, de aluguel de equipamentos necessários para barreiras sanitárias que ultrapassava R$ 4 milhões. 
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