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DNA do feto de menina estuprada deve chegar ao ES no fim de semana

Exame vai confirmar se gravidez da menina de 10 anos foi consequência dos estupros praticados pelo tio, mas pode levar mais de um mês para ser concluído

Publicado em 19/08/2020 às 18h10
Atualizado em 19/08/2020 às 20h04
Suspeito de estuprar menina de 10 anos chegando ao Dml, em Vitória. O suspeito foi preso na cidade de Betim/MG e encaminhado para o Dml.
Procedimento genético será realizado pelo laboratório da Polícia Civil do Espírito Santo. Crédito: Vitor Jubini

O material genético do feto que a menina - grávida depois de ser estuprada - carregava deve chegar ao Espírito Santo até o próximo sábado, dia 22 de agosto. Essa, pelo menos, é a expectativa da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), com base nas informações passadas pela Polícia Técnico-científica do Pernambuco.

Após a chegada dessa amostra ao território capixaba, será feito um teste de comparação com o DNA do tio da vítima, que é o acusado e o principal suspeito de estuprar a sobrinha, de apenas dez anos de idade. O objetivo é confirmar se o feto foi fruto dos abusos sexuais praticados por ele.

30 dias

é o prazo mínimo para a conclusão do procedimento de DNA, que será realizado no laboratório da Polícia Civil do ES

Delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda explicou que “essa é uma prova técnico-científica que vai ser feita para corroborar” com o obtido pelo restante da investigação. Ou seja, é uma forma de atestar a materialidade do crime pelo qual o tio é acusado.

Em um vídeo, o homem de 33 anos alegou que outros dois parentes da menina também teriam abusado sexualmente dela. No entanto, para a polícia capixaba, ele é o único suspeito. Com medo de ser linchado, ele se entregou e admitiu ter estuprado a sobrinha.

RESUMO DO CASO

crime veio a público no início de agosto, depois de a menina procurar um hospital estadual de São Mateus, com dores abdominais. Exames constataram que ela estava grávida, o que a levou a revelar que era abusada sexualmente pelo tio desde 2016. Ou seja, desde quando ela tinha apenas seis anos de idade.

Por direito previsto em lei, a menina interrompeu a gravidez no último final de semana, em um hospital da cidade de Recife (PE). Nesta quarta-feira (19), o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) confirmou que ela já recebeu alta. No futuro, ela pode ser acolhida por programas de proteção e até mudar de nome.

Já o tio dela estava foragido desde o dia 12 de agosto, mas acabou preso na madrugada dessa terça-feira (18), na casa de parentes, em Betim (MG). Horas depois, ele foi levado ao Departamento Médico Legal (DML) em Vitória; e à noite deu entrada em uma penitenciária do Complexo de Xuri, em Vila Velha.

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