Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Segundo turno

Eleitores da Grande Vitória escolhem novos projetos para as prefeituras a partir de 2021

Mais votados no primeiro turno em Vitória, Serra, Cariacica e Vila Velha confirmaram a vitória no segundo turno e vão representar a alternância de poder nas administrações municipais

Publicado em 30 de Novembro de 2020 às 01:35

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 nov 2020 às 01:35
Prefeitos eleitos no segundo turno
Arnaldinho Borgo, Lorenzo Pazolini, Euclério Sampaio e Sergio Vidigal: prefeitos eleitos no segundo turno Crédito: Carlos Alberto Silva/Vitor Jubini/Fernando Madeira/Fabio Vicentini
Os eleitores dos municípios da Grande Vitória optaram, nas urnas, por escolher projetos que representam a alternância em relação aos grupos políticos que atualmente comandam as prefeituras, no segundo turno das eleições, finalizado neste domingo (29). Foi assim com a eleição do deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos), na Capital; do vereador Arnaldinho Borgo (Podemos), em Vila Velha; do deputado federal Sergio Vidigal (PDT), na Serra; e do deputado estadual Euclério Sampaio (DEM), em Cariacica. 
Com esse resultado, a transição entre governos, que terá somente o mês de dezembro para acontecer, ainda é uma incógnita, mas promete ser dura. Em Vila Velha e Serra, foram derrotados os candidatos Max Filho (PSDB) e Fabio Duarte (Rede), respectivamente, que representariam a continuidade da atual gestão, seja pela reeleição ou por aliança com o prefeito. Outro fator é que os vencedores são adversários declarados dos atuais gestores. 
Em Vitória, qualquer que fosse o resultado, o prefeito eleito não seria do grupo político do atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), mas venceu o nome que se colocou como o mais crítico à administração. Em Cariacica, não houve um nome apoiado pelo prefeito da cidade, Juninho (Cidadania). Mas Euclério, o vencedor, não pode ser considerado um desafeto da gestão municipal.
O resultado do segundo turno, nas quatro cidades, confirmou a vantagem desenhada o primeiro turno, já que os quatro vitoriosos também foram os mais votados no pleito de 15 de novembro. Com o adiamento das eleições devido à pandemia do novo coronavírus, os políticos também realizaram a campanha de segundo turno mais curta da história, com apenas duas semanas. O tempo pode ter sido um dos fatores que dificultou uma possível reversão do quadro posto na primeira etapa. 
A campanha do segundo turno foi tensa nas quatro cidades, com pancadaria verbal e troca de acusações, além do debate moral e da polarização ideológica, que pautou, sobretudo, a campanha da Capital e de Cariacica.
Em seus primeiros discursos após o resultado, os vencedores dos municípios foram unânimes em prometer "unir a cidade". Esse será um desafio, uma vez que nos quatro municípios houve um número expressivo de abstenções. Ao todo, 29,34% dos eleitores não votaram no segundo turno no Espírito Santo. O número de ausentes também foi maior que a quantidade de votos recebida pelos perdedores em Vila Velha, Serra e Cariacica.
Embora tenha trazido "renovação", saíram vitoriosos do pleito municipal de 2020 na Grande Vitória nomes que gravitam em torno de forças políticas tradicionais e já possuíam algum histórico na política. Os quatro vencedores, inclusive, têm em comum o fato de serem parlamentares. Exceto pelo caso de Arnaldinho, em Vila Velha, o resultado dos candidatos de Vitória, Cariacica e Serra vão trazer mudanças também para a bancada estadual e para a federal do Espírito Santo. 

SUPLENTES

A partir de 1º de fevereiro de 2021, na Câmara dos Deputados, Neucimar Fraga (PSD) assume a suplência de Vidigal. O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado (TCES) Marcos Madureira é o primeiro suplente da coligação que elegeu Pazolini em 2018, pelo PRP, e deve herdar a cadeira dele na Assembleia. Já no lugar de Euclério na Casa entra o ex-deputado estadual Freitas (PSB).

NOVA CONFIGURAÇÃO DE FORÇAS POLÍTICAS

O governador Renato Casagrande (PSB), atuando reservadamente, elegeu dois aliados: Euclério Sampaio e Sergio Vidigal, nomes que a direção do partido dele, o PSB, também decidiu apoiar. No entanto, saiu derrotado em Vitória, cidade em que o secretariado do Estado, inclusive, atuou em peso para reforçar a campanha de João Coser (PT) e, em Vila Velha, em que o PSB participou formalmente da coligação de Max Filho.  
A eleição de Pazolini representa um reforço ao grupo político do partido Republicanos, que tem como lideranças o presidente da Assembleia, Erick Musso, e o deputado federal Amaro Neto. Agora, o partido tem 10 prefeituras no Estado, enquanto o PSB tem 13. O resultado de Euclério também pode ser visto como positivo para esse grupo, já que ele contou com o deputado estadual Marcelo Santos (Podemos) como principal apoiador. 
Em Vitória e em Cariacica, o pleito teve como características em comum o fato de forças de direita e aliadas a Musso terem saído vitoriosas contra candidatos do PT. Nas campanhas, o antipetismo e a bandeira da segurança pública foram os itens mais explorados no segundo turno. Pazolini, inclusive, foi o único candidato de uma Capital no país com "Delegado" ou "Capitão" no nome a vencer.
Outra liderança que sai fortalecida é o prefeito de Viana, Gilson Daniel, dirigente do Podemos. Além de ter conseguido eleger o sucessor, Wanderson Bueno (Podemos), no primeiro turno, o partido conquistou, agora, a Prefeitura de Vila Velha, e vai comandar duas cidades. O mesmo resultado é o do DEM, de Euclério, que também foi apoiado por Gilson Daniel. Já o PDT, de Sergio Vidigal, ficou com sete prefeituras. 
O resultado do segundo turno também trouxe derrotas para o PT e para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em todo o país. Além do fracasso em Vitória, o PT também não conseguiu eleger Marília Arraes, em Recife. Com esse resultado, é a primeira vez, desde a redemocratização, que o partido não governa ao menos uma capital. Também perdeu em dez das outras 13 cidades onde disputou o segundo turno.  
Já o fracasso de Jair Bolsonaro ficou demonstrado pelo fato de a maioria dos candidatos apoiados pelo presidente da República ter sido derrotada, e ele ainda viu a ascensão de possíveis rivais para 2022, como João Doria (PSDB), governador de São Paulo, que reelegeu o aliado Bruno Covas para Prefeitura de São Paulo, e Guilherme Boulos, que foi derrotado na capital paulista, mas alcançou um inédito segundo turno para o PSOL. No Espírito Santo, candidatos bolsonaristas foram eliminados já no primeiro turno.
É preciso acompanhar, agora, com quem os prefeitos eleitos vão governar, como será a composição de seus governos e que relação terão com as demais forças políticas e com as Câmaras Municipais. Outro grande desafio, diante da divisão de votos, será fazer uma boa administração no primeiro mandato de prefeito,  em um momento de crise e de queda brutal de receita.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Pescador de Conceição da Barra desaparece de barco em alto-mar
Nathan Saliba prestou homenagens ao meia Koné, que sofreu grave lesão na partida entre Canadá e Catar
Com dois a mais, Canadá goleia Catar e conquista primeira vitória em Copas
Koné sofreu uma fratura na perna durante a partida contra o Catar pela Copa do Mundo
Meio-campista canadense Ismaël Koné sofre lesão grave em jogo contra o Catar na Copa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados