ASSINE

Eleições 2020: veja oito passos para escolher em quem votar

Histórico do candidato, partido, propostas, gasto de campanha e mais. Confira o que observar para escolher candidatos a prefeito e a vereador

Publicado em 25/10/2020 às 06h00
Debate, eleições, disputa eleitoral, candidato, eleição, proposta
Na dúvida sobre em quem votar? Seguir os passos aqui listados pode te ajudar. Crédito: Shutterstock

Já se perguntou no que os eleitores deveriam se basear para decidir o voto? Conhecer o histórico pessoal e político dos candidatos, saber a atribuição de cada cargo e se as propostas apresentadas são possíveis de serem realizadas são alguns dos oito passos sugeridos em um guia preparado pelo Politize, site de educação política, em parceria com o movimento ES em Ação.

Em um ano eleitoral com recorde de candidaturas, é ainda mais importante ter o máximo de informações possíveis antes de decidir em quem votar. Eleições municipais costumam tratar da realidade local e das carências identificadas no dia a dia das cidades, por isso, é importante saber o que faz um vereador e o que faz um prefeito para julgar se, de fato, o que está sendo prometido poderá ser cumprido.

Além disso, é possível verificar, ao conhecer as diretrizes partidárias e ideológicas de cada candidato, quais se adequam mais ao posicionamento que o eleitor aprova. Veja quais são os passos:

PASSO 1: CONHECER O HISTÓRICO PESSOAL DOS CANDIDATOS

O passo número um, para as entidades que desenvolveram o material, é pesquisar o histórico pessoal de cada candidato. É possível descobrir informações sobre o posicionamento ético e profissional dos que disputam as eleições fazendo pesquisas na internet e procurando o que já foi escrito sobre aquela pessoa em jornais.

Assim, é possível verificar se o posicionamento do candidato condiz com o que ele prega durante a campanha. Como o período eleitoral é propício para a propagação de desinformação, é importante averiguar se o que está publicado e circulando em redes sociais é verdadeiro ou não. A Gazeta atua verificando a veracidade de conteúdos que estão circulando sobre as eleições.

Na internet, também é possível encontrar, pelo site da Justiça Estadual, se o candidato está envolvido em processos ou se está quite com a Justiça. A Gazeta preparou reportagens com os perfis dos candidatos de algumas das principais cidades capixabas: VitóriaVila VelhaCariacicaSerraLinhares e Colatina.

PASSO 2: CONHECER O HISTÓRICO POLÍTICO

Em segundo lugar, na lista elencada pelo guia, está conhecer o histórico político dos candidatos. Existem nomes que serão testados nas urnas pela primeira vez, mas uma grande parte já ocupou ou ocupa um cargo político, como é o caso de prefeitos e vereadores que buscam a reeleição.

Nesses casos, é possível usar o site das Câmaras Municipais, Assembleia Legislativa e prefeituras para saber como foi a atuação daquele candidato durante os mandatos que exerceu.

Quais bandeiras defendeu, quais projetos propôs, como foi avaliado pela opinião pública e como investiu o dinheiro arrecadado por impostos, são algumas das perguntas que podem ser feitas para medir a atuação dos atuais candidatos e decidir se, aos olhos dos eleitores, eles merecem ficar por mais tempo nos cargos.

PASSO 3: MEDIR AFINIDADES

Ao conhecer o perfil pessoal, profissional e de atuação política de quem concorre a um cargo é possível medir afinidades, ou seja, considerar qual candidato pensa mais parecido com aquele eleitor que vai votar.

Esse terceiro ponto é importante, uma vez o voto é dado naquele que o eleitor escolhe para ser o seu representante. A Gazeta vai lançar uma ferramenta de compatibilidade para que eleitores encontrem os candidatos mais parecidos com seus posicionamentos.

PASSO 4: CONHECER AS BANDEIRAS DO PARTIDO POLÍTICO

No Brasil, é obrigatório pertencer a um partido para disputar uma eleição. Por isso, eleitores podem saber mais sobre seus candidatos ao conhecerem o posicionamento ideológico e história dos partidos aos quais eles pertencem. Com mais de 30 opções de legendas para integrar, é muito comum que os candidatos mudem de partido várias vezes.

Com isso, é possível ver quais candidatos mantêm uma “fidelidade” partidária, quais mais trocam de legenda e quais os critérios usam para trocar. Alguns políticos, por exemplo, saem de partidos da esquerda para integrar partidos da direita, sem se preocupar muito com a incoerência ideológica do movimento.

É possível descobrir por quais partidos os candidatos passaram vendo seus perfis na página de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral, além de buscar reportagens que falem sobre o que está por trás dessas mudanças nos tabuleiros eleitorais.

PASSO 5: CONHECER AS PROPOSTAS

A disputa por uma prefeitura ou Câmara Municipal costuma ser focada, tradicionalmente, nos problemas enfrentados no dia a dia dos moradores daqueles locais. É por isso que as pautas são menos ideológicas e mais voltadas, por exemplo, para infraestrutura, geração de renda e emprego, vagas em creches e escolas e situação do sistema de saúde.

Cada candidato, ao registrar a candidatura, apresenta um plano de governo onde lista as propostas de ação para diferentes eixos como saúde, educação e segurança pública no município. As ideias também costumam ser apresentadas em debates e propagandas eleitorais, e conhecê-las, destaca o guia, é uma das chaves para escolher bem um candidato. Quais são os planos daquele nome para os problemas enfrentados todos os dias? O que ele pode fazer de forma concreta?

PASSO 6: ENTENDER A ATRIBUIÇÃO DE CADA CARGO

O próximo passo, inclusive, se faz necessário para o entendimento das propostas. O sexto passo seria entender as atribuições de um cargo. Vereadores, por exemplo, não podem prometer vagas em creche, asfalto em ruas e a construção de obras públicas. Essas atribuições são exclusivas do prefeito, por isso, conhecendo o que cada cargo pode e não pode fazer é possível identificar quem está prometendo mais do que pode cumprir.

“Promessas que não são realizáveis podem significar duas coisas: ou o candidato não tem conhecimento do cargo que pretende ocupar ou ele está agindo de má-fé, fazendo promessas simplesmente porque ele sabe que dão mais votos. Ambos os casos são sinais de que o candidato não é o mais indicado para assumir uma função tão importante”, diz o guia.

Da mesma forma que é preciso saber o que se pode prometer, quem vai legislar ou comandar uma cidade precisa ser atento e respeitar leis.

PASSO 7: FISCALIZAR OS GASTOS DE CAMPANHA

O sétimo passo sugerido para escolha de candidatos, então, é o de que eleitores busquem informações sobre os gastos de cada candidato durante a campanha.

Desde 2015, na minirreforma eleitoral, foi proibida a doação de recursos por parte de empresas, o que faz com que cada candidato tenha menos recursos para aplicar nas campanhas do que antigamente.

Campanhas muito grandes e ações que usem pessoas jurídicas, seja empresas ou igrejas, para fazer propaganda eleitoral podem configurar o crime eleitoral de abuso de poder econômico e resultar até mesmo em perda de mandato para candidatos eleitos. “O eleitor deve ficar atento. Sinais de que uma campanha está sendo muito cara podem indicar uso de dinheiro indevido, como nos casos de caixa 2”, sugere a publicação.

PASSO 8: SABER O DIAGNÓSTICO CORRETO DO MUNICÍPIO

Por último, mas igualmente importante, o guia aponta a necessidade de verificar se aquele candidato tem conhecimento da realidade do município que quer governar. O ideal, portanto, é prestar atenção nos discursos para perceber quais questões os candidatos consideram prioritárias e se essas pautas, de fato, fazem parte do dia a dia de quem convive no município.

“Se o seu candidato faz um diagnóstico errado das necessidades da cidade, é sinal de que ele não está bem preparado para assumir o cargo”, pontua o guia. Esse acompanhamento pode ser feito pelas redes sociais dos candidatos, pelos seus discursos e a ordem em que apresentam as propostas e quais consideram mais urgentes.

Para o diretor de Mobilização e Relacionamento do ES em Ação, Rimaldo de Sá, o guia é uma tentativa de instruir os eleitores a tomarem uma decisão mais embasada na hora do voto.

"Muita gente baseia o voto só em um ponto, sem considerar outros aspectos importantes. A ideia é fomentar um diálogo com mais informação sobre os candidatos. Desde o histórico pessoal, o partido, atribuição de cargo, gastos de campanha e, acima de tudo, que se cobre um diagnóstico da cidade para ver o quanto esse político está preparado para assumir um cargo", pontua.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.