Relembre casos recentes de latrocínio que chocaram o Espírito Santo
Roubo seguido de morte
Relembre casos recentes de latrocínio que chocaram o Espírito Santo
O caso do empresário e morador de Itarana, Gildomar Perin, de 60 anos, morto e que teve o corpo carbonizado, na última semana, chocou o ES pela crueldade e frieza dos criminosos. Reveja outras histórias semelhantes
Após agredirem o homem com golpes de madeira, os criminosos queimaram o corpo e foram "curtir" o carnaval com o cartão da vítima.
Registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), esse tipo de crime costuma gerar choque e indignação por conta do desprezo de criminosos pela vida de suas vítimas.
Na época, o delegado Brenno Andrade, da divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP), informou que os relatos de detidos no crime confirmam que tratava-se de um roubo.
"Desde o primeiro momento, eles alegam que seria um roubo e o fato não teria acontecido com relação ao exercício da função do policial militar. O caso concreto hoje é de que se trata de um latrocínio, não uma execução", disse, em coletiva de imprensa no dia 21 de fevereiro.
Os vídeos divulgados na época mostram que a vítima , em um primeiro momento, chega a reagir e lutar com um dos assaltantes. Ele desiste de lutar e se rende, no entanto, no momento da fuga dos bandidos, um dos criminosos atirou na cabeça de Josias, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
De acordo com testemunhas, o empresário conseguiu se soltar e foi para cima de um dos criminosos, que atirou duas vezes, matando o homem na hora. Em seguida, os suspeitos fugiram em um veículo.
Tiro no pescoço ao reagir a assalto
Cleber Bergamine foi morto depois de reagir a um assalto em CariacicaCrédito: Arquivo Pessoal
Dois criminosos renderam a vítima e pediram a chave do carro. Rodrigo inicialmente ergueu as mãos, e um dos suspeitos pegou a chave do carro dele. De acordo com a apuração da TV Gazeta na época, o bandido não conseguiu ligar o carro e, por isso, saiu do automóvel logo em seguida. Nessa hora, o contador reagiu e partiu para cima do assaltante.
Segundo testemunhas, o criminoso atirou e baleou Rodrigo cinco vezes. O contador chegou a correr em direção a uma casa, já baleado. Sem suportar os ferimentos, acabou caindo na calçada. O contador era caso e tinha três filhos.
Três criminosos tentaram assaltar, mas foram surpreendidos pelo marido da proprietária do estabelecimento, um soldado da Polícia Militar que estava no balcão. Houve uma troca de tiros entre o policial, e um dos suspeitos e o funcionário morreram baleados.
Gleison chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia, mas não resistiu. Segundo a família, ele deixou três filhos (duas meninas e um menino), além da namorada, que na época estava grávida.
Economista morto dentro de casa
O economista Raul Bussolotti, de 41 anos, foi morto na madrugada do dia 23 de janeiro do ano passadoCrédito: Acervo familiar
Na madrugada de 23 de janeiro do ano passado, a Polícia Militar foi acionada para atender uma reclamação de som alto em um condomínio e, ao chegarem, a equipe encontrou dois suspeitos saindo de um apartamento. Eles disseram que a situação estava resolvida e o proprietário dormindo. No entanto, a síndica do prédio relatou ter ouvido gritos de “socorro”, vindos de dentro da residência.
Ao entrar no imóvel, havia vários objetos espalhados e sangue no chão da sala. No quarto estava o economista, nu, com o rosto e ventre cobertos com lençóis. Quando tirados, foi possível ver várias lesões no pescoço da vítima e uma tesoura ao lado.
Dentro do carro de aplicativo que os suspeitos chamaram, foram encontradas duas televisões, um videogame, dois celulares e objetos pessoais da vítima. Os dois jovens, de 18 e 21 anos, foram autuados em flagrante por latrocínio.
O motorista de aplicativo Amarildo Amaro Freire, de 57 anos, foi torturado e assassinado em GuarapariCrédito: Reprodução/TV Gazeta
Dois suspeitos foram presos e um menor, na época com 16 anos, apreendido.
"Eles narraram que durante a execução do roubo eles pretendiam fazer com que a vítima realizasse transferências bancárias em favor deles, mas durante a negociação, o Amarildo teria esboçado uma reação, sendo alvejado por um disparo de arma de fogo contra o rosto e espancado na sequência com pauladas, facadas e ainda foi estrangulado", detalhou o delegado Guilherme Eugênio, na época.
Não satisfeitos em assaltar, sequestrar e torturar o motorista, os criminosos filmaram toda a ação do assalto, a execução do motorista de aplicativo, do tiro ao espancamento. Com Amarildo ainda vivo, os criminosos falaram que enviariam a gravação à ex-esposa da vítima.
Inspetor penitenciário morto no Morro do Moreno
Rodrigo Figueiredo da Rosa foi baleado no dia 10 de janeiro de 2021 no Morro do MorenoCrédito: Arquivo pessoal
A vítima foi baleada depois que os criminosos perceberam que o inspetor estava armado. Outras pessoas também foram assaltadas no local. Dois suspeitos de participarem do assalto foram presos por policiais do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).