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Benefício

Governo implanta biometria no seguro-defeso do INSS

Pescador terá que fazer registro da biometria e inscrição no Cadúnico; nova lei traz ainda o orçamento a ser gasto com o benefício em 2026, limitado a R$ 7,9 bilhões

Publicado em 05 de Maio de 2026 às 15:10

Agência FolhaPress

Publicado em 

05 mai 2026 às 15:10

SÃO PAULO - O governo federal passará a exigir biometria para liberar o seguro-defeso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), benefício pago a pescadores durante o período de proibição da pesca e que funciona como uma espécie de seguro-desemprego.


As novas regras estão na lei 15.399, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5), que traz ainda o orçamento a ser gasto com o benefício em 2026, limitado a R$ 7,9 bilhões, libera valores retroativos para quem não havia feito o pedido na época, mas tinha direito, e confirma a necessidade de inscrição no CadÚnico (Cadastro Único Nacional dos Benefícios Sociais) para ter acesso à renda.


O objetivo da lei é limitar os gastos com o benefício, que equivale ao valor de um salário mínimo, de R$ 1.621 em 2026, e passou por mudanças em 2025.

Ensaio fotográfico sobre os pescadores da Colônia de Pesca de Itapoã, em Vila Velha
Ensaio fotográfico sobre os pescadores da Colônia de Pesca de Itapoã, em Vila Velha Fernando Madeira

Segundo a nova lei, para ter direito ao seguro-defeso, o pescador terá que fazer o registro da biometria e a inscrição no Cadúnico (cadastro do governo para programas sociais). Para cruzar as bases, será admitida biometria já registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pela CNH (Carteira Nacional de Habilitação) até a plena implementação da Carteira de Identidade Nacional.


Nos casos de exclusão por inconsistência do cadastro ou de falha de conferência da biometria, serão disponibilizados canais de revisão presenciais ou virtuais, e gratuitos, para os pescadores artesanais, pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) ou entidades habilitadas pelo órgão.


O texto diz que o MTE deve ter formas de requerimento, identificação, comprovação documental e demais exigências para o acesso ao seguro-desemprego pelos pescadores artesanais que tenham restrições físicas, morem em áreas de difícil acesso, sem internet ou com disponibilidade precária de transporte e recursos tecnológicos em geral.

A pasta divulgará, todo mês, a lista dos beneficiários do seguro-desemprego no período de defeso, com o nome, o município de residência e o número de inscrição no registro da atividade pesqueira.


O seguro-defeso era, até novembro de 2025, administrado e pago pelo INSS, mas o governo passou o benefício ao MTE, que fará a gestão e o pagamento. O INSS, no entanto, continua responsável pela parte de receber os valores pagos de contribuição previdenciária, já que é uma renda paga a quem contribui com a Previdência.

Pente-fino

Em setembro, o MTE anunciou um pente-fino após o ministério assumir a gestão do benefício. "Nosso compromisso é fiscalizar o seguro-defeso para garantir que o benefício chegue a quem realmente vive exclusivamente da pesca e evitar irregularidades", afirmou o ministro Luiz Marinho em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, na época.


As regras de concessão foram alteradas após suspeitas de irregularidades no pagamento. A principal novidade era a implementação de uma verificação presencial como etapa obrigatória para validar o requerimento.

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