Municípios da Grande Vitória compram máscaras para a volta às aulas

Álcool em gel e tapetes para desinfecção dos calçados são outros itens que passarão a fazer parte da rotina de escolas e creches da região metropolitana

Publicado em 06/07/2020 às 08h34
Atualizado em 06/07/2020 às 09h38
Sala de aula de alunos da educação infantil
Sala de aula de alunos da educação infantil: crianças receber máscaras das prefeituras para voltar à escola. Crédito: Nicole Honeywill Sincerely /Unsplash

Na volta às aulas nas creches e escolas municipais da Grande Vitória, não serão apenas livros e cadernos os itens obrigatórios. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e também coletivos passarão a fazer parte da rotina escolar devido à Covid-19. Junto ao planejamento pedagógico, está na programação das Secretarias de Educação o investimento na aquisição de máscaras, álcool em gel e tapetes para desinfecção de calçados. 

O retorno das atividades presenciais depende de autorização do governo do Estado, que monitora a taxa de transmissão do coronavírus em território capixaba. O nível de contágio precisa diminuir para que as escolas sejam liberadas para reabrir. Ainda assim, seguindo um protocolo que está sendo elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)

Em Vitória, foi aberto um processo de compras há um mês para itens básicos, tais como máscaras para alunos e professores, álcool em gel e termômetro porque, segundo a secretária Adriana Sperandio, já existe um consenso sobre sua necessidade. Mas outras demandas que surgirem, a partir da definição dos protocolos de saúde, poderão ser incluídas posteriormente. 

Ela conta que, no município, há um grupo de trabalho com 35 integrantes de unidades de educação infantil e do ensino fundamental que está discutindo a reorganização do ambiente físico e social, do ponto de vista de biossegurança, além de promover um debate pedagógico curricular.

"Fizemos um apanhado dos protocolos e experiências internacionais, estudo de notas técnicas e documentos de orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Unicef, estamos em diálogo com grupos da universidade para determinados alinhamentos. Sistematizando tudo em um documento para quando as aulas voltarem", pontua Adriana Sperandio.

ROTINA ALTERADA

A secretária diz que, nesse trabalho, estão sendo definidos aspectos da rotina que precisará ser modificada como, por exemplo, a organização da sala de aula, a entrada e saída dos alunos, o uso do banheiro e do bebedouro, o escalonamento da frequência dos estudantes. A expectativa de Adriana Sperandio é que o material esteja concluído pela equipe, e também validado por instituições como a associação de pais, até o início de agosto. 

Na área pedagógica, os professores já estão passando por formação para esse novo modelo de escola, que permanecerá com atividades remotas, mesmo depois que as atividades presenciais forem liberadas. A avaliação diagnóstica de aprendizagem dos alunos também está no planejamento.

Alunos em escola municipal de Vila Velha: as aulas presenciais seguem suspensas
Aluno em escola municipal de Vila Velha antes da pandemia: secretaria da Educação planeja avaliação de aprendizagem . Crédito: Fabrício Lima/ Prefeitura de Vila Velha

Em Vila Velha, a Secretaria da Educação informa, por nota, que já há todo o trâmite para a aquisição de EPIs como álcool em gel, máscaras, termômetros, tapetes de desinfecção e outros itens, com o cuidado de atender a todos os alunos, sobretudo os estudantes em grande vulnerabilidade social, por meio do Programa Saúde na Escola. "O trabalho de desinfecção de cada uma das 101 unidades de ensino já era realizado antes da Covid-19 e, com o surgimento da doença, será intensificado", destaca.

O órgão também planeja uma avaliação diagnóstica no momento em que as aulas presenciais forem retomadas. "Há um grupo de trabalho monitorando o desenvolvimento e transmissão das atividades didáticas no ensino remoto. Este grupo de técnicos da área fará esta avaliação no momento oportuno, pois a base deste trabalho já está solidificada previamente", conclui a nota.

No município de Cariacica, a estratégia é semelhante. A Secretaria da Educação  pretende realizar uma avaliação para saber em que nível de aprendizagem os alunos se encontram para poder direcionar, inclusive, os trabalhos relacionados ao reforço escolar, segundo informações da assessoria. 

O órgão também está definindo aspectos relacionados à saúde dos alunos e educadores. Quando as aulas presenciais voltarem, quem pertence ao grupo de risco, por exemplo, vai continuar com as atividades remotas. 

"O município está participando das decisões para um possível retorno gradual das atividades, mas não é a secretaria que determinará quando isso acontecerá. No entanto, quando acontecer, as escolas estarão equipadas com materiais obrigatórios de segurança, como máscaras para todos os estudantes (quatro para cada aluno), protetor facial, máscaras e jalecos para os professores, tapetes sanitizantes na entrada de todas as escolas, e dispenser de álcool em gel nos locais de grande circulação", ressalta a secretaria, em nota.

A Secretaria de Educação da Serra  está discutindo junto à comunidade escolar um protocolo sanitário de volta às aulas. Também está sendo aberto um processo licitatório para compra de EPIs, como máscaras para profissionais e estudantes, álcool em gel e tapetes de barreira sanitária.

Na área pedagógica, está previsto que os alunos passem por uma avaliação diagnóstica e, se houver necessidade, terão atividades de reforço escolar. Segundo informações da assessoria de imprensa, a previsão é de manter parte das aulas de maneira remota, com retorno gradativo dos estudantes para a escola. 

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