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Linha de frente

Motorista de ambulância de Vila Velha morre vítima da Covid-19

Dejair Siqueira, de 69 anos, faleceu na tarde do último domingo (28) e foi sepultado, com uma última homenagem dos colegas, na manhã desta segunda (29)

Publicado em 29 de Junho de 2020 às 20:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 jun 2020 às 20:39
Dejair Siqueira, morreu aos 69 anos, vítima da Covid-19
Dejair Siqueira, morreu aos 69 anos, vítima da Covid-19 Crédito: Reprodução
"Abraço, Dejair. Vai ficar a saudade." O desabafo de Roberto Nepomoceno, motorista de ambulância, aconteceu durante o sepultamento de mais um profissional que trabalhava na linha de frente do combate à pandemia e foi vítima da Covid-19. Dejair Siqueira, de 69 anos, faleceu na tarde do último domingo (28) e foi sepultado, com uma última homenagem dos colegas, na manhã desta segunda (29), em Vila Velha. O motorista de ambulância trabalhava no município e foi lembrado por amigos como dedicado e alegre. Abalada, a esposa não quis gravar entrevista.
Uma colega de trabalho, que acompanhou o processo de internação do motorista, disse à TV Gazeta que Dejair era hipertenso, mas se cuidava tomando os remédios.
A princípio, apresentando os sintomas, o trabalhador não achou que estivesse com o novo coronavírus, mas sim com uma gastroenterite. O motorista foi levado ao PA da Glória, em Vila Velha, onde fez o teste. A internação aconteceu dias depois. Após 13 dias internado, Dejair foi para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 18 de junho. Quatro dias depois, precisou ser entubado. No sábado (27), um dia antes do falecimento, teve uma parada cardíaca. O quadro se manteve grave até o óbito, no início da tarde de domingo (28).
Prefeitura de Vila Velha, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que o óbito foi por Covid-19.

ÚLTIMA HOMENAGEM

Durante a despedida do motorista, mesmo com o caixão fechado e sem velório, colegas de trabalho fizeram questão de homenageá-lo pela última vez. Ambulâncias fizeram um buzinaço enquanto acompanhavam o veículo da funerária em direção ao Parque da Paz, cemitério de Vila Velha.
Responsável pelo relato emocionado durante o sepultamento, Roberto Carlos Nepomoceno conta que, apesar de não trabalhar diretamente com Dejair, sente pela perda do colega de trabalho.
"A pandemia é uma realidade. Tomamos todas as precauções, usamos os equipamentos de proteção, mas infelizmente o Dejair veio a falecer. Uma pessoa super gente boa", declara.

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