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Rejeitado ao STF

Não é simples passar por reprovação, mas Senado é soberano, diz Messias

Ministro da AGU teve indicação ao STF rejeitada pela Casa e afirmou que vida é feita de vitórias e derrotas

Publicado em 29 de Abril de 2026 às 20:52

AUGUSTO TENÓRIO

Publicado em 

29 abr 2026 às 20:52

BRASÍLIA - O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, 46 anos, afirmou nesta quarta-feira (29) que não é fácil passar por uma rejeição do Senado, mas que a Casa é soberana e é preciso aceitar suas decisões.


O Senado impôs uma derrota histórica ao presidente Lula (PT) e rejeitou a indicação de Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).


A decisão é resultado de uma queda de braço entre o Congresso e o Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário e de um fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições.

Jorge Messias durante sabatina no Senado Federal por vaga no STF
Jorge Messias disse que tem de aceitar a derrota em votação no Senado. Lula Marques/Agência Brasil

"Não é simples alguém com minha trajetória passar por uma reprovação, mas aprendi que minha vida está nas mãos de Deus. Ele sabe de todas as coisas, tem um plano. Eu cumpro meu propósito, e às vezes as respostas com que nos confrontamos não são as que gostaríamos. Lutei o bom combate como todo cristão", afirmou Messias na primeira fala após a decisão do Senado.


"Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um propósito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano", afirmou Messias.


Em votação secreta, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação de Messias para o STF, e 34 foram a favor do indicado por Lula. Eram necessários 41 senadores favoráveis.


Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.


O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, estava ao lado de Messias. "Cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação e nós aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível", afirmou Guimarães.

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