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"Doença está crescendo entre nós", afirma Reblin sobre Covid-19 no ES

A taxa de transmissão permanece acima de 1 no Estado; capacidade de expansão hospitalar é que tem permitido que muitos municípios permaneçam em risco baixo

Vitória
Publicado em 13/11/2020 às 17h56
Atualizado em 13/11/2020 às 22h40
Vitória - ES - Jardim Camburi: bairro com maior número de casos de coronavírus no ES
Mudança de comportamento do capixaba tem causado um maior número de casos de Covid-19. Crédito: Vitor Jubini

"A doença está crescendo entre nós." Esta foi uma das primeiras falas do Luiz Carlos Reblin, secretário interino da Saúde do Espírito Santo, na coletiva on-line realizada na tarde desta sexta-feira (13), data na qual a taxa de transmissão do novo coronavírus continua acima de 1 em todo o Estado.

No início deste mês de novembro, o índice já tinha voltado a crescer e indicar o avanço da pandemia em território capixaba – panorama que não mudou até agora. Vale lembrar que a taxa de transmissão mede quantas pessoas têm se contaminado, em média, a partir de um indivíduo que já esteja com a Covid-19.

Luiz Carlos Reblin

Secretário interino de Saúde do Espírito Santo

"A nossa taxa de transmissão voltou a crescer no Espírito Santo e está acima de 1. Isso significa que a doença está crescendo entre nós. Quando a taxa fica em 1, a pandemia fica estável. E quando fica abaixo de 1, ela diminui"

Se mais capixabas têm contraído a doença, consequentemente mais pacientes dão entrada nos leitos de enfermaria e maiores são as chances de aumentar o número de internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Nesta segunda-feira (9), por exemplo, mais de 330 pessoas estavam hospitalizadas em estado grave.

Subsecretário de vigilância em saúde Luiz Carlos Reblin
Subsecretário de vigilância em saúde, Luiz Carlos Reblin está como secretário interino do Estado. Crédito: Reprodução TV Gazeta

Depois de expressar preocupação, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesaanunciou a reabertura de mais 120 vagas para pacientes com Covid-19 na rede hospitalar, sendo metade de enfermaria e metade de UTI. Por enquanto, até esta sexta-feira (13), foram abertas 29 UTIs exclusivas para a pandemia, sendo: 15 em Vila Velha, dez em Aracruz e quatro em Colatina.

Luiz Carlos Reblin

Secretário interino de Saúde do Espírito Santo

"Percebendo esse aumento de casos nas últimas duas semanas, a nossa atenção se volta à monitorar essa taxa de ocupação. À medida da necessidade, podemos ampliar ou não o número de leitos"

Além das vagas de tratamento intensivo, foram reativados 35 leitos de enfermaria em Vila Velha e seis em Colatina. Nesta manhã, a Sesa também anunciou a contratação de mais 177 leitos de enfermagem e 130 de UTI na rede particular, que devem ficar disponíveis ao longo do próximo trimestre, pelo menos.

"Temos a expectativa que essa quantidade traga uma segurança maior para o sistema de saúde, para que possamos continuar atendendo todos os pacientes", comentou Reblin. O custo estimado para essa nova ampliação, feita junto aos hospitais particulares, é de R$ 29 milhões.

POTENCIAL DE EXPANSÃO GARANTE RISCO BAIXO A MUNICÍPIOS

Apesar da piora registrada no 30º mapa de risco do Espírito Santo, que teve três cidades em risco moderado, a maioria dos municípios permanece no risco baixo. Parte deles, graças à taxa de ocupação de leitos, que compõe o eixo "vulnerabilidade" da matriz e que leva em conta o potencial de expansão da rede hospitalar do Estado.

Luiz Carlos Reblin

Secretário interino de Saúde do Espírito Santo

"Como temos a condição de chegar a 715 leitos de UTI (como aconteceu em julho), a nossa taxa de ocupação considera esse número e hoje ela está em 46%. Isso contribui para que a maioria dos municípios esteja no risco baixo"

Caso esse índice supere os 50%, passaria a figurar no nível de alerta. Por consequência, cidades da Grande Vitória poderiam voltar a ter mais restrições socioeconômicas. Sem levar os potenciais leitos em consideração, a taxa de ocupação das UTIs nesta sexta-feira (13) é de 79,85%.

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