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Depois de três meses, ES volta a ter menos de mil internados por Covid-19

Patamar não era atingido desde o dia 6 de março, mas Estado chegou a 986 pacientes nos leitos públicos pela doença nessa quarta-feira (16)

Publicado em 17/06/2021 às 17h58
Capixaba começa a semana com frio
Distanciamento social e uso de máscara colaboram para evitar transmissão da Covid-19. Crédito: Fernando Madeira

Espírito Santo voltou a ter menos de mil pessoas internadas em leitos públicos por causa do novo coronavírus. Esse patamar não era atingido desde o dia 6 de março deste ano. Nessa quarta-feira (16), eram 594 pacientes em vagas de UTI e 392 em enfermarias, totalizando 986 internados.

Se considerado o número total, é o melhor cenário que o Estado vive desde o dia 3 de março, quando 965 indivíduos estavam sendo assistidos na rede pública devido à Covid-19. Os dados foram retirados do Painel Ocupação de Leitos Hospitalares, atualizado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

foram 102 dias seguidos

com mais de mil pacientes de Covid-19 na rede pública do ES

A marca positiva é mais um reflexo da fase de queda sustentada da pandemia, que os capixabas começaram a viver a partir do final do último mês de abril. Nesta primeira quinzena de junho, por exemplo, as mortes por coronavírus diminuíram quase 40% na comparação com o mesmo período de maio.

No entanto, a melhora acontece diante de indicadores da terceira onda da Covid-19, que foi a pior de todo o período pandêmico. No dia 11 de abril, o Estado chegou a ter 1.696 pacientes internados na rede pública por causa da doença. Pouco depois, também houve recorde de óbitos em 24 horas.

1.009 pacientes

estão internados nesta quinta-feira (17) por Covid-19 na rede do ES

Embora o Espírito Santo tenha voltado a ter mais de mil internados – 611 em UTI e 398 em enfermaria – nesta quinta-feira (17), os índices de hospitalizações têm oscilado dentro do que é considerado normal na área de saúde. Há uma semana, a ocupação tem ficado sempre abaixo de 1.030 pacientes.

A terceira onda da pandemia no Estado surgiu em decorrência de quatro principais fatores, segundo especialistas: a sazonalidade das doenças respiratórias, as aglomerações mais frequentes, o relaxamento com medidas de distanciamento social e as novas variantes mais agressivas.

Ou seja, parte dos motivos pode voltar a ocorrer, dependendo apenas do comportamento da população. Por isso, o secretário Nésio Fernandes reforçou, recentemente, o pedido para que haja ampla adesão do uso de máscara, da vacinação por parte dos grupos já contemplados e da não aglomeração.

Na última coletiva, realizada na segunda-feira (14), ele também ressaltou que outros Estados já vivem situações criticas de novo e afirmou que as projeções para os próximos dois meses de pandemia no Espírito Santo devem ser divulgadas ainda nesta semana, após a consolidação de dados e análises.

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