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Publicado em 16 de junho de 2021 às 21:11
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (15), a importação excepcional da vacina russa Sputnik V pelos Estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás. Nesta fase, o Espírito Santo não vai ser contemplado com o novo imunizante contra a Covid-19. >
Para facilitar o monitoramento e a intervenção da Anvisa, se necessário, o quantitativo corresponde à vacinação de 1% da população de cada Estado - Rio Grande do Norte e Mato Grosso: 71 mil doses; Rondônia: 36 mil; Pará: 174 mil; Amapá: 17 mil; Paraíba: 81 mil e Goiás: 142 mil doses.>
E é essa limitação na quantidade de doses que, segundo o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, dificultou as negociações para que o Espírito Santo também pudesse receber o novo imunizante. >
Nésio lembra que, desde o início do ano, o governo capixaba vinha negociando com o Consórcio do Nordeste - grupo que reúne Estados daquela região para aquisição de vacina contra a Covid-19 - e avaliando a possibilidade de adquirir o imunizante russo, produzido pelo Instituto Gamaleya. >
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"Aguardávamos com ansiedade a autorização para uso excepcional ou emergencial da vacina no Brasil por parte da Anvisa. No entanto, a autorização para importação só de 1% dos Estados partícipes frustrou a expectativa de autorização de uso em massa da vacina", aponta Nésio Fernandes, em vídeo compartilhado pela assessoria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).>
O secretário observa que a autorização concedida pela Anvisa estabelece um período de monitoramento e avaliação da eficácia e segurança da Sputnik V, porém o prazo deve coincidir com os meses de agosto e setembro, quando já está prevista a chegada de grandes volumes de doses de outras vacinas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). >
Para Nésio Fernandes, a decisão da Anvisa foi confusa, e teria sido melhor que, em vez da importação limitada, tivesse recomendado a ampliação da fase três de estudos da Sputnik, ou ainda solicitado a apresentação de mais documentos que pudessem garantir a segurança e eficácia desse imunizante para autorizar o uso emergencial no Brasil. O secretário acrescenta que, atualmente, em torno de 60 países adotam a vacina russa em seus planos de imunização.>
O posicionamento da Anvisa, na avaliação de Nésio Fernandes, não colabora para ampliar a campanha e dar velocidade à vacinação da população contra a Covid-19. "Desta forma, o governo aguarda o desenlace da negociação com a Anvisa e do STF para podermos definir, de maneira concreta, a adesão ou não à compra do Consórcio do Nordeste", afirma o secretário. >
Mesmo com a autorização excepcional, a Anvisa poderá, a qualquer momento, suspender a importação, a distribuição e a utilização da Sputnik V nos Estados contemplados.>
O procedimento deverá ser realizado sob condições controladas, como a utilização apenas na imunização de indivíduos adultos saudáveis.>
Além disso, todos os lotes importados das vacinas somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde ( INCQS ) da Fiocruz.>
A vacina deverá ser utilizada em condições controladas, com condução de estudo de efetividade, com delineamento acordado com a agência e executado conforme as Boas Práticas Clínicas.>
Com informações da Agência Folhapress>
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