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Após duas semanas, ES volta a bater recorde de mortes por Covid em 24h

O Espírito Santo registrou mais 116 óbitos devido à doença, conforme atualização feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na tarde desta terça-feira (20)

Publicado em 20/04/2021 às 17h50
Atualizado em 20/04/2021 às 20h42
Covas abertas no cemitério de Maruípe em Vitória
Com o crescimento das mortes, dezenas de covas precisaram ser abertas no cemitério de Maruípe, em Vitória. Crédito: Vitor Jubini

Espírito Santo voltou a bater recorde no número de mortes contabilizadas no intervalo de apenas 24 horas: foram mais 116 vidas perdidas para o novo coronavírus. O dado foi divulgado na tarde desta terça-feira (20), por meio da atualização do Painel Covid-19 feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Até então, a maior quantidade de óbitos em um dia era de duas semanas atrás, com 110 pessoas mortas. Somente no início deste ano, o recorde já havia sido superado outras duas vezes: em 23 de março (72 mortes) e 29 de março (89 mortes). Antes, o máximo era de 55 mortes, de 22 de junho do ano passado.

Uma morte a cada 12 minutos

é o equivalente aos óbitos divulgados nesta terça-feira (20)

A triste marca alcançada nesta terça-feira (20) foi antecipada pelo governador Renato Casagrande (PSB), por volta das 16h30. Em uma publicação nas redes sociais, ele lamentou que o "número de óbitos persiste alto" e ressaltou que "isso demonstra a necessidade extrema do cumprimento dos protocolos".

Atualmente, o Espírito Santo tem 88,04% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública ocupados. Ou seja, das 1.062 vagas disponibilizadas exclusivamente para a pandemia, apenas 127 estão livres – ainda assim, a maior "folga" desde o dia 10 de março deste ano, no início da terceira onda.

Em coletiva de imprensa on-line realizada na tarde dessa segunda-feira (19), o secretário Nésio Fernandes informou que o Estado já vive uma fase de estabilização nas internações, mas que as quedas na taxa de ocupação das UTIs e nas mortes só devem ser percebidas entre o final deste mês e o início de maio.

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde do Espírito Santo

"Teremos, ao longo de abril, um quantitativo de óbitos nunca observado"

Ainda faltando dez dias para terminar, abril já é o mês mais mortal de toda a pandemia no Espírito Santo, com 1.392 mortes, que já representam um aumento de mais de 25% em relação a março. Apenas durante a primeira quinzena, foram divulgados 1.007 óbitos: quase o triplo dos contabilizados no mesmo período do mês anterior.

Desde o início da pandemia até esta terça-feira (20), o Estado já perdeu 8.892 pessoas para o novo coronavírus e mais de 420,5 mil pessoas já foram contaminadas. Para evitar que a situação se agrave ainda mais, é importante seguir as medidas de distanciamento social e se vacinar contra a Covid-19, assim que o cronograma permitir.

SECRETÁRIO DETALHA RECORDE DE MORTES

No início da noite desta terça-feira (20), o secretário Nésio Fernandes deu detalhes sobre as 116 mortes que foram divulgadas durante a tarde. Nas redes sociais, ele informou que, desse total, quatro aconteceram no final de março, cinco no início deste mês, 17 na semana passada e outras 80 desde o último domingo (18).

Além disso, o secretário revelou que dez dos óbitos foram "reabertos", sendo nove por municípios e um pela equipe de vigilância estadual. O que, de acordo com a assessoria da Sesa, significa que passaram por um processo de investigação por meio do qual se confirmou, apenas agora, a Covid-19 como causa.

Segundo a publicação, das 106 mortes restantes, que não precisaram ser investigadas desta forma, 56 são de homens e 50 de mulheres. A maioria (67) tinha residência na Região Metropolitana do Estado e 77 eram idosos. Bem como 47 óbitos ocorreram em hospitais particulares, 38 na rede pública e 21 na filantrópica.

Ainda de acordo com o secretário, o Espírito Santo nunca teve um dia no qual mais de 100 pessoas morreram – se considerado estritamente o período entre 00h00 e 23h59. O máximo foi 77 óbitos em 12 de abril deste ano. Vale ressaltar que as publicações diárias de A Gazeta com os números de mortes em 24 horas levam em conta a própria atualização do Painel Covid-19.

Em um exemplo prático, se em um dia a plataforma mostra 20 óbitos e, no seguinte, esse número sobe para 30, são consideradas dez mortes em 24 horas. No entanto, nada impede que parte delas tenha ocorrido, de fato, em dias anteriores ao da divulgação. O atraso ocorre, principalmente, em decorrência de processos internos do setor de saúde, uma vez que os dados são lançados por hospitais e prefeituras.

Atualização

20 de Abril de 2021 às 20:41

Durante a noite, o secretário de saúde detalhou dados sobre os óbitos. O texto foi atualizado.

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