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Covid no ES: gráficos detalham a explosão de casos e internações na 4ª onda

Estatísticas mostram crescimento expressivo de contaminações no mês de janeiro, enquanto número de óbitos apresenta variações menores que durante as demais ondas da crise sanitária; saiba mais

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 22/01/2022 às 15h37
Economia do ES começa a se recuperar após a crise causada pelo coronavírus
Economia do ES começa a se recuperar após a crise causada pelo coronavírus. Crédito: Stock/Adobe

Oficialmente, já são quase dois anos desde a chegada do coronavírus ao Espírito Santo. Desde então, há atualizações diárias sobre o número de casos confirmados e de mortes causadas pela Covid-19. Sem contar os números de outros índices, como taxa de transmissão e de ocupação de leitos, que variam dia após dia, semana após semana.

Diante de tanta informação, pode ser difícil ter uma noção geral do comportamento da doença ao longo desse período. Para ajudar na compreensão desse cenário, A Gazeta resumiu esses dados em infográficos com a evolução dos números ao passar do tempo.

Desde o início deste ano, o Estado tem registrado um crescimento explosivo de registros do coronavírus. Não é a primeira vez que isso acontece, embora, neste momento, os números sejam ainda mais expressivos. O Espírito Santo, assim como demais locais do país e do mundo, passa agora pela quarta onda da pandemia em função da variante Ômicron, e vem quebrando continuamente seus recordes de casos confirmados de coronavírus em 24 horas.

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Apenas nesta sexta-feira (21) foram registradas mais de 12,7 mil novas infecções - o terceiro recorde em 11 dias. No último dia 10 foi registrado o maior número de casos contabilizados até então, de 7 mil em um dia. Exatamente uma semana depois, na segunda-feira (17), esse indicador saltou para mais de 11 mil contaminações.

Em pronunciamento realizado na noite de sexta-feira (21), para atualização sobre o mapa de risco e medidas de enfrentamento à pandemia, o governador Renato Casagrande destacou que o momento é de atenção.

“Há uma pressão na base do sistema de saúde, [ainda que mais lento] há um crescimento de óbitos, e há uma explosão de infecção. Por isso, é fundamental que nós tenhamos as cautelas necessárias para poder romper o processo de transmissão do vírus.”

Diante dos resultados mais recentes, já é possível observar um pico mais acentuado de casos, até mesmo ao analisar o número de casos acumulado desde março de 2020. Desde o início de janeiro, há um aumento mais evidente de infecções, facilmente perceptível por meio dos dados.

Isso se deve à rápida disseminação da Ômicron da Covid-19, que, embora, em termos percentuais, seja considerada menos letal que as demais, é propagada muito mais facilmente. Ela já é responsável pela maior parte das contaminações em território capixaba.

Por outro lado, justamente por apresentar letalidade mais baixa que a variante Delta, por exemplo, que foi responsável pela terceira onda da pandemia, no segundo trimestre de 2021, a curva de óbitos, desta vez, não é tão pronunciada.

Isso não significa, entretanto, que se deve abrir mão dos cuidados. O novo pico de casos têm afetado desde o funcionamento dos serviços de saúde, que têm registrado sobrecarga por conta da grande demanda de atendimentos, até à rotina das empresas, que precisam lidar com um índice elevado de afastamentos. O número de internações também voltou a subir o Estado.

Não obstante, cinco municípios capixabas, entre eles Vila Velha e Serra, na Grande Vitória, voltaram ao risco moderado de contaminação pela doença, que implica em menor flexibilidade das atividades econômicas. Outras medidas serão avaliadas pelo governo do Estado na próxima semana.

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