Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Recurso

Vereadores da Serra acusados de corrupção fazem nova tentativa por acordo com o MPES

Defesa dos parlamentares pede revisão do posicionamento da promotoria criminal e espera evitar ação penal contra o grupo por suposto esquema de propina

Publicado em 10 de Setembro de 2025 às 15:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 set 2025 às 15:15
Os vereadores da Serra acusados de corrupção decidiram ingressar com um recurso na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), posição máxima do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), na tentativa de obter a revisão da denúncia apresentada contra eles pela 8ª Promotoria Criminal do município. A expectativa é firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) — o que evitaria uma ação penal contra o grupo denunciado. O órgão ministerial afirma que ainda não recebeu os autos para análise. 
Saulinho da Academia (PDT), presidente da Câmara; Cleber Serrinha (MDB); Wellington Alemão (Rede); e Teilton Valim (PDT) são apontados pelo MPES como integrantes de um esquema de propina, que chegaria a R$ 100 mil. A motivação do suposto esquema seria a aprovação de um projeto de lei encaminhado pela prefeitura em 2024. Dois outros ex-vereadores, Luiz Carlos Moreira, presidente do MDB na Serra, e Aloísio Ferreira Santana também são citados como mediadores das negociações irregulares.
"O MPES, por meio da Promotoria de Justiça da Serra, informa que aguarda a formalização do recebimento do processo para, em seguida, apresentar a devida manifestação e realização das providências cabíveis", diz, em nota. 
Ainda em sua manifestação, o Ministério Público reforça que atua sempre em estrita observância à legislação vigente e ao devido processo legal, com absoluta responsabilidade institucional, transparência e compromisso com a sociedade capixaba.
Os vereadores da Serra Saulinho da Academia (PDT), Cleber Serrinha (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT), denunciados pelo MPES por suposto esquema de propina
Saulinho da Academia, Cleber Serrinha, Wellington Alemão e Teilton Valim foram denunciados pelo MPES Crédito: Acervo pessoal/ Instagram
 O recurso dos vereadores é uma estratégia já prevista da defesa. O juiz da 2ª Vara Criminal da Serra, Gustavo Grillo Ferreira, deixou de receber a denúncia contra os parlamentares e ex-vereadores no mês passado. Em sua justificativa, pontuou que não a receberia naquele momento porque os investigados não tinham sido notificados formalmente sobre a recusa do MPES em firmar o acordo, o que poderia levar à nulidade do recebimento da denúncia por "falta de interesse de agir".
Conforme esclareceu o magistrado à época, essa notificação era essencial para que os denunciados pudessem exercer seu direito de revisão perante à Procuradoria-Geral de Justiça. Então, a eles foi dado o prazo de até 10 dias para recorrer da decisão ao órgão máximo do MPES.
Por fim, o magistrado ressaltou que os feitos relacionados ao processo ficariam suspensos até o fim do prazo sem manifestação da defesa ou o retorno da deliberação do órgão superior do Ministério Público. Só então será analisado o recebimento da denúncia.
Ao se manifestar no processo no dia 20 de agosto, a promotoria da Serra negou a possibilidade de um acordo com os denunciados. A Justiça tinha dado cinco dias para que o órgão se pronunciasse, antes de decidir se aceitaria a denúncia.
O pedido para que a promotoria de Justiça avaliasse a possibilidade de um acordo foi feito pelo próprio juiz da 2ª Vara Criminal da Serra. Na resposta, o órgão ministerial afirmou que o acordo não é suficiente para reprovação e prevenção do crime, diante da gravidade dos fatos.
Entre os motivos listados para negar o ANPP está a ausência de “confissão formal” dos denunciados, o que seria um requisito primário para a oferta de acordo. Segundo o MP, Cleber, Saulo, Teilton, Alemão, Luiz Carlos e Aloísio negaram qualquer envolvimento em esquema de corrupção.
"O Ministério Público tem que ser coerente com a manifestação que requereu o afastamento cautelar daqueles de suas funções públicas", afirmou a promotoria na manifestação, a respeito do pedido de que os vereadores fossem retirados do cargo imediatamente.

Membros da Mesa Diretora denunciados

Com exceção de Teilton, todos os vereadores citados integram a Mesa Diretora da Casa. O pedido de afastamento leva em conta indícios de corrupção passiva — crime que se caracteriza quando um agente público solicita, recebe ou aceita promessa de vantagem indevida em razão do cargo. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, anexada ao requerimento, os parlamentares teriam solicitado e aceitado promessa de vantagem indevida no primeiro semestre de 2024. O caso provocou indignação e um protesto na Câmara.
Já os ex-vereadores Moreira e Santana foram denunciados porque teriam intermediado interesses de um empresário para a construção de uma clínica e seriam os responsáveis pela promessa de pagamento. A denúncia não cita o empresário envolvido no suposto esquema.
A reportagem tenta contato com a defesa dos vereadores citados. O espaço segue aberto para manifestações.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Johnathan Alves, André Pimenta, João Vieira, Djllali Chorfa, Rodrigo Barbosa
Rodrigo Barbosa anuncia restaurante de luxo em seu resort de Vila Velha
A ilusão das grades: por que reduzir maioridade penal não traz mais segurança
Superesportivo
Porsches de empresário preso em Ponta Porã vão para pátio do Detran no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados