O Corpo de Bombeiros segue tentando desvendar o que aconteceu com o carro que explodiu enquanto trafegava pela Avenida Adalberto Simão Nader, em Vitória, no dia 30 de outubro. Vídeos divulgados à época mostram o automóvel pegando fogo espontaneamente. O motorista morreu carbonizado.
Apesar de o episódio estar prestes a completar um mês, o laudo dos bombeiros ainda está sendo confeccionado e a Corporação não tem novas informações. Atualmente, não há uma lei que determina o prazo para a conclusão dos trabalhos periciais, mas o tempo mínimo médio é de aproximadamente 30 dias.
Devido à morte do condutor, a Polícia Civil também entrou no caso e faz uma investigação por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), que "está realizando diligências e aguarda o resultado do laudo pericial". "Todas as medidas legais foram adotadas e tramitam dentro do prazo legal", garante a PC.
Fabricante do modelo Jeep Compass, a Fiat Chrysler Automóveis afirmou na época que os produtos são "projetados dentro dos mais rigorosos padrões internacionais de segurança" e que iria esperar a conclusão da perícia para se manifestar. Procurada novamente ontem, a empresa afirmou, nesta quinta-feira (26), que o posicionamento anterior se mantém.
RELEMBRE O CASO
Por volta das 12h30 do dia 30 de outubro os bombeiros foram acionados para atender a uma ocorrência de incêndio em frente ao Aeroporto de Vitória. Inicialmente, as informações eram de que um carro teria pegado fogo após o motorista ter perdido o controle da direção e batido o automóvel em árvores.
Carro pega fogo após acidente em avenida de Vitória
Porém, algumas horas depois, imagens captadas pela câmera de segurança de uma loja de computadores mostraram que as chamas começaram enquanto o veículo trafegava, sem qualquer tipo de colisão. Outros vídeos também mostram o desespero de quem estava no local e tentou ajudar o motorista a sair do carro.
O condutor morto foi identificado como o empresário Ricardo Portugal, de 38 anos. Familiares dele garantiram que não havia qualquer tipo de material explosivo no interior do automóvel e que o veículo havia passado por uma revisão na concessionária autorizada apenas 15 dias antes do acidente.