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Sem maiores esclarecimentos

Jeep vai aguardar perícia para falar sobre carro que explodiu no ES

Grupo responsável pela marca disse que está acompanhando o caso 'de perto'; modelo Compass teve um recall em 2016 por erro que podia causar incêndios

Publicado em 31 de Outubro de 2020 às 22:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 out 2020 às 22:24
Do veículo, sobrou apenas a carcaça de metal; motorista morreu e autoridades ainda trabalham no local
Do veículo que explodiu na sexta-feira (30), sobrou apenas a carcaça de metal Crédito: Carlos Alberto Silva

Fabricante do carro que explodiu na sexta-feira (30) em Vitória, a Fiat Chrysler Automóveis vai esperar a conclusão da perícia técnica para se manifestar sobre as causas do acidente. No episódio, o empresário Ricardo Portugal, de 38 anos, morreu carbonizado, dentro do automóvel.

Apesar do contato feito por A Gazeta na tarde deste sábado (31), o grupo apenas manteve o posicionamento anterior. Por meio de nota, a FCA garantiu que "está acompanhando o caso de perto" e que "os produtos são projetados dentro dos mais rigorosos padrões técnicos internacionais de segurança".

Horas antes, durante a manhã, a esposa do empresário disse que o carro Jeep Compass era de 2019, que nunca apresentou problemas e que não tinha qualquer tipo de material inflamável no interior. "Os vídeos são claros: o fogo começou no tanque de combustível, que fica embaixo do banco traseiro", afirmou Cristiane Marba.

Sem se identificar, o cunhado de Ricardo Portugal acrescentou que o automóvel havia passado por revisão programada na própria autorizada da Jeep, no dia 15 de outubro deste ano. Ou seja, apenas duas semanas antes de entrar em chamas, enquanto estava em movimento, na Avenida Adalberto Simão Nader.

POSSIBILIDADE DE INCÊNDIO JÁ MOTIVOU RECALL

Em março de 2016, a Fiat Chrysler fez um recall para 91 unidades do Jeep Compass de 2015. O motivo? Uma falha na instalação da mangueira da direção hidráulica. O erro permitia o vazamento de um fluído inflamável que, por sua vez, poderia provocar incêndio no compartimento do motor.

Vale ressaltar que esse problema diz respeito a uma versão anterior do modelo Jeep Compass dirigido por Ricardo Portugal, na sexta-feira (30). O grupo FCA também foi questionado sobre a possibilidade de erro semelhante no ano-modelo de 2019 e se cogita fazer um novo recall, mas preferiu não responder.

BOMBEIROS E POLÍCIA INVESTIGAM EXPLOSÃO

Em coletiva realizada durante a tarde da sexta-feira (30), o Corpo de Bombeiros descartou que o carro fosse movido a gás. No entanto, ainda não sabia informar por qual motivo o veículo teria entrado em combustão. "Quem vai tentar dizer o porquê do incêndio é a nossa equipe de perícia", esclareceu o Capitão Pedroni.

O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil, que tem prazo de 30 dias para concluir o laudo que irá apontar a causa da explosão. O corpo da vítima foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, onde passará por exame de DNA e deve ser liberado somente depois da próxima segunda-feira, dia 2 de novembro.

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