Novo e com a manutenção em dia: desta forma é que o carro que explodiu em Vitória nesta sexta-feira (30) foi descrito pelo cunhado do empresário Ricardo Portugal, motorista do automóvel que morreu carbonizado depois do incêndio que começou enquanto o veículo estava em movimento.
De acordo com o parente, que pediu para não ser identificado, o Jeep Compass era do ano de 2019 e tinha passado por revisão programada no dia 15 de outubro. Ou seja, cerca de duas semanas antes do acidente na Avenida Adalberto Simão Nader. As informações foram passadas à repórter Daniela Carla, da TV Gazeta.
Ainda segundo o cunhado, a vítima estava voltando de uma indústria siderúrgica localizada no município de Serra. Morador da Praia do Canto, em Vitória, Ricardo Portugal tinha uma empresa especializada em tecnologia da informação e teria ficado com o corpo "irreconhecível" por causa do incêndio.
Esposa dele, a economista Cristiane Marba garantiu que não havia qualquer tipo de material explosivo no interior do carro, que antes pertencia a ela. "Os vídeos são claros. O fogo começou no tanque de combustível. Quem conhece o veículo sabe que ele fica embaixo do banco traseiro", afirmou.
Em entrevista coletiva concedida poucas horas após a explosão, o Capitão Pedroni, do Corpo de Bombeiros, já havia descartado a hipótese do carro ser movido a gás, embora ainda não soubesse informar a causa do incêndio. "Quem vai tentar descobrir o porquê é a nossa equipe de perícia", disse.
À noite, por meio de nota, a Polícia Civil informou que também periciou o local do acidente e que o laudo com a conclusão do trabalho investigativo tem prazo de 30 dias para ser elaborado. O corpo do motorista foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser examinado.
Carro pega fogo após acidente em avenida de Vitória
Grupo responsável pela marca Jeep, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) informou que está acompanhando o caso e aguarda os resultados da perícia técnica para se manifestar sobre as causas do incidente. "Os produtos são projetados dentro dos mais rigorosos padrões técnicos internacionais de segurança", garantiu em nota.