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Naufrágio no ES: família leva exames ao DML para tentar identificar corpo

Amigos de Eric Barcelos Rangel, tripulante desaparecido desde que um rebocador naufragou em Guarapari, há 23 dias, suspeitam que o corpo encontrado em Aracruz possa ser dele

Vitória
Publicado em 24/11/2020 às 15h46
Atualizado em 24/11/2020 às 19h55
Eric Barcelos Rangel, de 56 anos, desapareceu após rebocador afundar
Eric Barcelos Rangel, de 56 anos, desapareceu após rebocador afundar. Crédito: Arquivo de família

Familiares de Eric Barcelos Rangel, que está desaparecido desde que um rebocador naufragou em Guarapari, há 23 dias,  estiveram no DML de Vitória para levar exames e tentar identificar o corpo do chefe de máquinas. Os exames serão confrontados com o corpo  encontrado na manhã desta segunda-feira (23) na Praia de Comboios, em Aracruz. A análise será feita pela arcada dentária ou por exame de DNA. Amigos do marítimo suspeitam que o corpo possa ser dele.

Segundo a família de Eric, como o corpo encontrado estava em "adiantado estado de decomposição" não foi possível fazer a identificação pela forma mais simples e prática, que é por meio das impressões digitais.

O método que será utilizado agora vai ser o reconhecimento pela arcada dentária, em que se comparam os dentes do corpo com exames odontológicos que foram feitos ao longo da vida de Eric. "Nós já levamos exames de raio-x dele pra ver se ajuda a equipe do Departamento Médico Legal (DML) a fazer a identificação. Disseram que a resposta pode variar de um a 30 dias", contou Érica Rangel, uma das filhas do marítimo desaparecido.

O corpo está no Departamento Médico Legal, em Vitória. Caso não seja possível fazer a identificação pela arcada dentária, vai ser preciso realizar um exame de DNA, que pode demorar um tempo maior para sair o resultado.

O NAUFRÁGIO

Chefe de máquinas, Eric Barcelos Rangel desapareceu depois do rebocador em que estava naufragar nas proximidades da Ilha Escalvada, em Guarapari, no dia 1º de novembro. Segundo os outros dois tripulantes, a embarcação colidiu com uma pedra e seguia de Vitória para o Porto de Açu, no Norte do Rio de Janeiro.

Os dois colegas foram resgatados em alto mar no dia seguinte, 2 de novembro. Ambos estavam bem debilitados, desnorteados e foram levados para o Hospital de Urgência e Emergência de Vitória. Um deles apresentava também hipotermia. No entanto, o Eric não foi encontrado e segue desaparecido, desde então.

A Marinha do Brasil abriu um inquérito para investigar o acidente. Nas primeiras buscas, a entidade utilizou um navio-patrulha, duas embarcações da Capitania dos Portos do Espírito Santo e contou até com um helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

No dia 11 de novembro, exatamente dez dias depois do naufrágio, a Marinha informou que suspendeu as buscas, mas que o serviço poderia ser retomado "se surgissem novas informações" e lamentou o ocorrido. Na ocasião, familiares se disseram decepcionados. O Ministério Público do Trabalho também investiga o caso.

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