O número de mortes de pessoas com menos de 60 anos por causa da
Covid-19 cresceu 72,81% no Espírito Santo. O dado é referente aos meses de fevereiro e março deste ano e foi apresentado pelo secretário de Estado da Saúde (Sesa), Nésio Fernandes. A análise considera as informações publicadas no domingo (28) pelo Painel Covid -19.
Em uma publicação na rede social, Nésio ressaltou que os idosos ainda estão entre os que mais morrem por causa da doença no Espírito Santo. A média móvel de 14 dias de óbitos entre não-idosos cresceu 117,74%. Entre os idosos, o aumento foi de 53,25%.
Diariamente, o governo do Estado divulga o número de novas mortes por coronavírus computadas nas últimas 24 horas. É quando se tem a confirmação de que o óbito investigado teve como causa a Covid-19. Por esse parâmetro, o Espírito Santo bateu na segunda-feira (29), o triste recorde de 89 vítimas fatais do vírus nas últimas 24 horas.
No entanto, o registro das mortes no sistema do Painel Covid é feito considerando a data em que ocorreu o óbito. De acordo com a ferramenta do governo do Estado, o dia em que mais pessoas morreram com coronavírus no Espírito Santo foi a última terça-feira (23), com um total de 49 vidas perdidas. O índice supera a marca de 47 mortes registradas pela data de óbito, observadas durante a primeira expansão da pandemia no Estado, ocorrida nos dias 3 de junho e 16 de junho, ambos em 2020.
Um levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a pandemia no Brasil - a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde - apontou que o Brasil registrou 1.605 mortes por Covid nas últimas 24 horas e totalizou, no domingo (28), 312.299 óbitos.
A média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.598, um novo recorde desde o início da pandemia pelo terceiro dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de mais +40%. A taxa indica tendência de alta nos óbitos.
Já o Espírito Santo contabiliza 374.215 casos confirmados e 7.278 mortes pela doença até esta segunda-feira (29). O consórcio apurou que o estado capixaba apresenta a maior variação de média móvel da região Sudeste. Confira:
Os pesquisadores ressaltam que, desde o início da segunda onda, na Semana Epidemiológica 46, que compreende o período de 8 a 14 de novembro de 2020, tem sido observado um aumento de procura de pacientes jovens sintomáticos nos serviços de saúde. Este aumento foi maior que o verificado nas demais faixas etárias.
O documento atesta que a investigação chama atenção para o deslocamento da incidência para faixas mais jovens e a manutenção da mortalidade concentrada em faixas mais velhas. De acordo com os pesquisadores, a mudança ainda é inicial e contribui para o cenário crítico da ocupação dos leitos hospitalares.
"Por se tratar de população com menos comorbidades – e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, demanda frequentemente uma permanência por maior tempo em internação em terapia intensiva", informa o boletim.