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Unidos de Barreiros volta à elite do Carnaval de Vitória

Unidos de Barreiros volta à elite do Carnaval de Vitória

A agremiação do bairro São Cristóvão, na Capital, é a campeã da Série Ouro e retornará ao Grupo Especial no desfile do próximo ano

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 20:29

Abrindo os desfiles da série Ouro desta sexta-feira (13), a Unidos de Barreiros levou para a avenida, através do enredo
A Unidos de Barreiros levou para a avenida o enredo "Baobá: A Árvore da Vida" Crédito: Divulgação | PMV | Marcos Salles

Somando 179,4 pontos, a Unidos de Barreiros é a campeã da Série Ouro e, em 2027, voltará à elite do Carnaval de Vitória. Há somente dois anos, a agremiação do bairro São Cristóvão, na Capital, era rebaixada para o antigo Grupo B — o acesso tinha duas categorias — e agora vai retomar uma posição no Grupo Especial, no qual não desfila há 10 anos. 

Em 2026, as escolas foram divididas em apenas dois grupos: o Especial, do qual as agremiações passaram pelo Sambão na semana anterior ao carnaval oficial — a MUG sagrou-se campeã e a Imperatriz do Forte foi rebaixada; e a Série Ouro, cujos desfiles foram realizados na última sexta (13) e no sábado (14), com apuração nesta quarta-feira (18). 

Classificação final da Série Ouro:

  1. Unidos de Barreiros: 179,4
  2. Eucalipto: 178,7
  3. Tradição Serra: 178,3
  4. Mocidade da Praia: 178,2
  5. Chega Mais: 178
  6. Itacibá: 177,8
  7. Mocidade Serrana: 168,4
  8. Império de Fátima: 166,2
  9. Independentes de São Torquato: 16,6

A Unidos de Barreiros foi a escola que abriu o primeiro dia de desfiles da Série Ouro, levando para a avenida 600 componentes divididos em 13 alas e com duas alegorias. O enredo "Baobá: A Árvore da Vida" retratou a reflexão sobre a ancestralidade africana e sua profunda influência na formação cultural brasileira, especialmente no Nordeste.

A árvore Baobá, que aparece no título do tema da escola, faz a alusão durante o enredo de como a árvore cria raízes profundas em solos áridos, assim como o povo nordestino também tira força da escassez. A preservação da identidade pela oralidade, religião e tradição popular foram retratados.

Fundada em 1972, por José Coelho Damascena e Toninho Lobão, que se fantasiavam pelas ruas do bairro São Cristóvão, como um bloco de carnaval, em 1982 a Unidos de Barreiros se tornou escola de samba.

São Torquato

A Independentes de São Torquato ficou com a última colocação, após ter feito um desfile praticamente sem cumprir nenhum dos quesitos avaliados. Por essa razão, em vários momentos os jurados deram nota zero, enquanto nenhuma outra escola saiu da casa dos 9. A agremiação conquistou apenas um 9,8, em bateria, e 9,9, em samba-enredo e, descontados os pontos das penalidades, a classificação final ficou em 16,6. 

Os problemas da São Torquato levaram à proibição do presidente da escola, Wilton Quadros, e o diretor de carnaval, Jonas Schneider, de participar de qualquer evento promovido pela Liga Espírito-Santense de Escolas de Samba (Lieses). A medida é uma punição após a agremiação desfilar sem carros alegóricos e fantasias, e com poucos integrantes. A escola de Vila Velha levou para a avenida o enredo "Ewê Ossain, plantas que curam o corpo e a alma".

O presidente da Lieses, Sandro Rosa, explicou que o regulamento dos desfiles foi lido durante a programação da Série Ouro e que o setor jurídico da liga autorizou que a escola desfilasse mesmo sem a estrutura mínima exigida, para evitar sanções mais graves. Segundo ele, a escola entrou na avenida ciente das penalidades.

Sandro explicou que, caso a Independentes de São Torquato não tivesse desfilado, a punição poderia ser ainda maior, incluindo até cinco anos sem participar do Carnaval de Vitória, conforme prevê o estatuto. Ele destacou que a suspensão aplicada ao presidente ocorreu porque a agremiação não cumpriu o requisito mínimo de 500 componentes.

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