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Presidente e diretor de escola são punidos após desfile incompleto no Sambão

Presidente e diretor de escola são punidos após desfile incompleto no Sambão

Lieses proibiu dirigentes da Independentes de São Torquato de participarem de eventos da liga após a escola desfilar sem carros alegóricos, fantasias e com número reduzido de componentes

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 15:51

Fechando os desfiles desta sexta-feira (13), a Independente de São Torquato levou apostou no enredo "Ewê Ossain, plantas que curam o corpo e a alma" para a disputa do título. por Divulgação | PMV | Marcos Salles

O presidente da Independentes de São Torquato, Wilton Quadros, e o diretor de carnaval, Jonas Schneider, foram proibidos pela Liga Espírito-Santense de Escolas de Samba (Lieses) de participar de qualquer evento promovido pela entidade. A medida é uma punição após a agremiação desfilar sem carros alegóricos e fantasias, e com poucos integrantes, no primeiro dia de apresentações da Série Ouro do Carnaval de Vitória, no Sambão do Povo, na última sexta-feira (13).A escola de Vila Velha, que levou para a avenida o enredo "Ewê Ossain, plantas que curam o corpo e a alma", foi a quinta a se apresentar.

O presidente da Lieses, Sandro Rosa, explicou que o regulamento dos desfiles foi lido durante a programação da Série Ouro e que o setor jurídico da liga autorizou que a escola desfilasse mesmo sem a estrutura mínima exigida, para evitar sanções mais graves.

“Autorizamos em respeito ao público e à história da agremiação, que é a segunda escola mais vencedora do Estado”, afirmou. Segundo ele, a escola entrou na avenida ciente das penalidades.

Sandro explicou que, caso a Independentes de São Torquato não tivesse desfilado, a punição poderia ser ainda maior, incluindo até cinco anos sem participar do Carnaval de Vitória, conforme prevê o estatuto. Ele destacou que a suspensão aplicada ao presidente ocorreu porque a agremiação não cumpriu o requisito mínimo de 500 componentes.

A Independentes de São Torquato enfrenta problemas de gestão e brigas internas há anos. Como a escola compareceu ao Sambão do Povo, mas não cumpriu o que determina o estatuto da liga, terá todas as notas zeradas. Só haverá pontuação na bateria e no carro de som. Faltaram oito quesitos, mas a agremiação esteve presente

Sandro Rosa

Presidente da Lieses,

Ainda segundo Sandro, embora a escola não tenha sido punida diretamente, a sanção aos representantes ocorreu devido à falta de administração da diretoria.“A liga puniu o presidente e o diretor de carnaval por deixarem a escola desse jeito, sem estrutura, há dois anos”, afirmou.

A penalidade permanecerá válida até que a Independentes de São Torquato envie um comunicado por e-mail à Lieses, com justificativas e explicações sobre o ocorrido. Após isso, a liga voltará a analisar o caso para decidir se os dirigentes poderão ou não retornar às atividades, segundo Sandro.

Wilton Quadros e Jonas Schneider também foram suspensos de todos os grupos de WhatsApp da Lieses e estão impedidos de participar de qualquer evento da entidade, como ensaios e sorteios. Além disso, a Independentes de São Torquato ficará sem representante na liga até a conclusão do processo de transição. Sandro afirmou que a Lieses aguarda a definição de quem será o novo representante oficial da escola.

“Essa briga interna se arrasta há três anos e quase acabou com a escola na sexta-feira. Um investidor se apresentou para ajudar, um grupo do Rio de Janeiro veio para tentar colocar a agremiação na avenida e a comunidade se uniu para reverter a situação. Entretanto, nada adiantou. O atual presidente não trabalha em equipe, apenas sozinho. Infelizmente, é a escola que sofre”, concluiu.

A reportagem de A Gazeta tenta contato com a Independentes de São Torquato, com o presidente Wilton Quadros e com o diretor de carnaval Jonas Schneider para que se manifestem sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento.

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