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Clubes do futebol capixaba temem futuro em meio à pandemia da Covid-19

Desde o dia 17 de março, quando a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) determinou a suspensão do campeonato estadual, equipes buscam alternativas para garantir a sobrevivência econômica

Publicado em 13/05/2020 às 19h12
Atualizado em 29/06/2020 às 14h16
A maioria dos países permanece com as competições de futebol paralisadas devido à pandemia do novo coronavírus
A maioria dos países permanece com as competições de futebol paralisadas devido à pandemia do novo coronavírus. Crédito: Freepik

Em meio à pandemia do novo coronavírus e com as atividades esportivas suspensas há quase dois meses, clubes do futebol capixaba temem o futuro. Desde o dia 17 de março, quando a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) determinou a suspensão do campeonato estadual, equipes buscam alternativas para garantir a sobrevivência econômica.

Seguindo a tendência do esporte mundial, a suspensão do campeonato obedeceu às orientações de entidades de saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o distanciamento social é a única maneira de conter a pandemia da Covid-19.

Em entrevista aos jornalistas Fábio Botacin, da Rádio CBN Vitória, e Filipe Souza, editor de esportes e colunista de A Gazeta, dirigentes do Vitória Futebol Clube, atual campeão estadual, e do Rio Branco, maior vencedor do campeonato, citaram dificuldades econômicas e explicaram o que tem sido feito para manter os respectivos elencos.

VITÓRIA FUTEBOL CLUBE

Vencedor de duas das últimas três competições estaduais, a boa fase do alvianil de Bento Ferreira foi interrompida pela descontinuação das partidas de futebol, provocada pelo novo coronavírus.

O clube, apesar de ter recebido um auxílio de R$ 120 mil da CBF, já que é o representante do ES na Série D 2020, precisou promove uma redução nas despesas. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Perovano, o clube deverá ter ainda mais dificuldades caso o futebol não retorne até meados de junho.

"Conseguimos fazer uma redução, com a aprovação de todos, de 40% na folha, mas só temos como pagar até o mês de junho, depois disso não sabemos o que fazer. Infelizmente vai chegar o momento em que teremos de tomar outras providências", disse Perovano.

O dirigente ainda lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decretar a Covid-19 como uma doença ocupacional.

"O STF decretou que a Covid-19 é uma doença ocupacional, é uma imensa responsabilidade para os clubes. Caso algum atleta manifeste os sintomas, não conseguiremos saber se ele contraiu o coronavírus em casa, no clube, ou em outro lugar", afirmou o presidente do Conselho.

Antônio Perovano ainda detalhou que, juntamente com o treinador da equipe, Rodrigo Fonseca, o preparador físico tem repassado aos atletas listas de exercícios a serem feitos durante a quarentena.

Questionado sobre a continuidade das atividades do Real Noroeste, clube do norte do Espírito Santo que segue treinando apesar das recomendações de distanciamento social, o dirigente disse que "não poderia dar opinião", uma vez que segundo ele, o time funciona como um clube-empresa.

Antônio Perovano, presidente do Conselho Deliberativo, informou que nenhum caso de Covid-19 foi registrado entre atletas e funcionários do clube.

RIO BRANCO ATLÉTICO CLUBE

O maior vencedor do campeonato estadual, com 37 troféus, o Rio Branco também teve suas atividades paralisadas, assim como os outros oito clubes da Série A, com exceção do Real Noroeste.

Segundo detalhou o presidente do clube, Luciano Mendonça, o vínculo entre clube e jogadores era até o fim de abril, quando o Capixabão 2020 teria seu fim.

"Nossos contratos se encerraram, eram até o fim do campeonato. Temos acordo (verbal) com alguns jogadores para quando pudermos voltar. Mas esse atletas podem ser negociados", detalhou o presidente.

Assim como acontece na maioria dos times e no caso do time capa-preta, mesmo não tendo contrato com em vigência, instruções de treinamentos são passados pela comissão técnica.

De acordo com o dirigente, a suspensão de pagamentos de patrocinadores dificultaram a situação financeira do clube. Ainda segundo ele, uma ajuda do governo do Estado deve ser solicitada.

"Estamos buscando alternativas, mas temos dificuldades. Patrocinadores suspenderam o pagamento, o que complica ainda mais. A gente tem que tentar dar conta para sair dessa, assim como toda a população. Contamos também com a ajuda do governo do Estado, uma vez que o futebol capixaba envolve mais de mil famílias diretamente", completou.

O presidente do clube, Luciano Mendonça, informou que nenhum caso de Covid-19 foi registrado entre os jogadores e a comissão técnica do clube.

NÚMEROS DO CORONAVÍRUS NO ES

Em sua última atualização, o Painel Covid-19, do governo do Estado, até a tarde desta quarta-feira (13) registrava 233 mortes e 5.401 casos confirmados do novo coronavírus. Assim como o crescimento no número de óbitos e de confirmações, o número de pacientes curados também aumentou, já são 2.128.

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