ASSINE

Saúde é a área com mais problemas em Linhares para 63% dos eleitores

Em pesquisa Ibope, até mesmo entre aqueles que avaliam positivamente a gestão do prefeito Guerino Zanon (MDB), a saúde é apontada como uma área problemática. Em seguida estão segurança pública (36%) e educação (22%)

Publicado em 26/10/2020 às 18h30
Pesquisa Ibope - Eleições 2020 - Linhares
A área da saúde foi a mais mencionada por eleitores de Linhares quando questionados sobre os principais problemas da cidade. Crédito: Marcelo Franco

Na cidade mais populosa do Norte do Espírito Santo, é a saúde que preocupa a maioria dos eleitores. De acordo com pesquisa Ibope divulgada neste domingo (25), 63% dos entrevistados de Linhares veem nessa área a maior parte dos problemas. Em seguida, as reclamações recaem sobre segurança pública, com 36% das menções, e educação, com 25%. 

Esse resultado é um recorte da pesquisa de intenções de voto realizada no município a pedido da Rede Gazeta. Os eleitores puderam citar mais de um problema, elencando-os em 1º, 2º e 3º lugares. Por isso, a soma das porcentagens ultrapassa 100%.

Desta lista de áreas em que as pessoas vêm enfrentando problemas de maior ou menor gravidade, por favor, diga qual é a área em que, na sua opinião, a população de Cachoeiro de Itapemirim está enfrentando os maiores problemas. (1º + 2º + 3º lugares):

A área de saúde é a principal queixa até mesmo entre aqueles que avaliam bem a gestão do prefeito de Linhares e favorito na disputa deste ano, Guerino Zanon (MDB). Para os eleitores que consideram a atual administração boa ou ótima, 57% apontam que os serviços de saúde concentram a maior parte dos problemas.

Esse percentual é maior entre os entrevistados que classificam a gestão como regular. A área foi citada por 73% deles. Outros 66% dos que consideram o governo municipal ruim ou péssimo também colocaram a saúde no topo das reclamações. 

Linhares chegou a liderar os índices da Covid-19 no interior do Estado. O bairro Interlagos, o maior da cidade, ocupou o primeiro lugar do ranking na quantidade de casos confirmados.

Durante o período de pico da pandemia, o município apresentou baixos índices de isolamento social e os casos chegaram a crescer quase 1.000% de maio para junho. Em agosto, a cidade que havia saído da classificação de risco alto para moderado de contaminação, de acordo com a matriz do governo estadual, retornou ao risco alto, acendendo alerta.

Até a noite de domingo, Linhares registrava 7.475 casos confirmados de Covid-19 e 135 mortes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Fora da Grande Vitória, é a cidade com maior número de pessoas diagnosticadas com a doença. 

SAÚDE PREOCUPA MAIS MULHERES E ELEITORES COM MENOR ESCOLARIDADE

São as mulheres que se sentem mais afetadas pelos problemas de saúde na cidade. A área foi colocada no topo da lista de preocupação por 68% das entrevistadas. Já entre os homens, 58% deles apontaram a saúde como o setor que concentra os problemas mais graves de Linhares. 

As reclamações também são maiores no grupo de eleitores que têm escolaridade mais baixa. Dos que cursaram até o ensino fundamental, a saúde foi considerada como uma área problemática por 68%. Esse percentual cai entre os entrevistados com ensino superior: 61%.

Para os que cursaram uma faculdade, a preocupação com a violência tem destaque, apesar de ainda ser menor que com a saúde. A segurança pública foi citada por 43% das pessoas.

São os eleitores de 25 a 34 anos que mais se queixam dos serviços de saúde. A área integra o topo da lista de problemas apontados por 75% dessa faixa etária. Nos extremos opostos, entre jovens de 16 a 24 anos e mais velhos, com 55 anos ou mais, a preocupação é menor e a saúde é citada por 56% de cada um desses grupos.  

Quando se analisa a renda familiar dos entrevistados, o menor percentual de reclamação com a saúde da cidade se encontra entre os mais abastados. Essa classe, geralmente, depende menos do serviço público.

Dos entrevistados que ganham mais de dois salários mínimos, 61% disseram que a área concentra os problemas mais graves da cidade. Esse índice aumenta entre os de classe mais baixa: 65% entre os que recebem mais de um até dois salários e 64% entre os que têm renda inferior a um salário mínimo.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.