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Coser e Célia Tavares vão defender anulação da condenação de Lula

Os dois são os únicos candidatos do PT que disputam a eleição para comandar prefeituras na Grande Vitória. Eles vão seguir orientação do partido para homenagear o aniversário de 75 anos do ex-presidente

Publicado em 23/10/2020 às 16h14
Candidatos a prefeito de Vitória e Cariacica
Os candidatos do PT João Coser, em Vitória, e Célia Tavares, em Cariacica, vão defender a anulação da condenação de Lula na propaganda eleitoral. Crédito: Montagem A Gazeta

Os candidatos do PT às prefeituras de Vitória, João Coser, e de Cariacica, Célia Tavares, vão usar o horário eleitoral para defender a anulação no Supremo Tribunal Federal (STF) da condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex. A propaganda será veiculada no dia 27 de outubro, quando Lula completa 75 anos. 

Coser e Célia seguem uma orientação do diretório nacional do partido para homenagear o líder do PT no dia do seu aniversário. Segundo os candidatos, eles vão destinar um espaço a Lula, mas ainda não definiram o conteúdo e nem em quais plataformas a homenagem será veiculada. 

No caso de Célia, a propaganda é feita apenas na rádio, já que não há horário eleitoral na televisão em Cariacica. Coser possui espaço nos dois meios de comunicação.

Todos os candidatos lançados pelo PT ao pleito deste ano foram orientados a defender os diretos políticos do ex-presidente em suas propagandas eleitorais. O comunicado veio da presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, e do diretor de Comunicação, Markus Sokol. Veja o comunicado enviado aos diretórios:

"Orientamos a pautar nossa propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV neste dia com homenagem a Lula, com a mensagem #AnulaSTF, pela recuperação de plenos direitos políticos para Lula! Essa deve ser uma bandeira de todos os democratas no país".

Coser e o deputado federal Helder Salomão (PT) são as duas maiores lideranças do PT no Espírito Santo. Helder optou por não disputar o pleito em Cariacica este ano, cidade que comandou por dois mandatos. No entanto, lançou a professora Célia Tavares como sua representante.

Desde o início, O PT tem dito que as campanhas municipais seriam usadas para defender o legado dos governos petistas e os direitos de Lula. Mas não é isso que tem se visto no Espírito Santo. Nem Coser nem Célia, únicos concorrentes do PT na Grande Vitória, têm associado suas campanhas à imagem do ex-presidente. Pelo contrário, nenhum dos dois destaca a cor vermelha, clássica do partido. A estrela, símbolo da sigla, também aparece em segundo plano.

Coser é o candidato do PT que apresenta o melhor desempenho nas pesquisas eleitorais realizadas nas capitais brasileiras. De acordo com o Ibope, ele lidera a disputa em Vitória junto com o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), com um empate de 22% das intenções de voto.

Na convenção em que lançou sua candidatura, Coser exibiu um vídeo do ex-presidente Lula, mas na campanha do ex-prefeito, a marca partidária tem aparecido de forma minimizada.

O vermelho e a estrela, dois clássicos do PT, não protagonizam a propaganda eleitoral de João Coser. Em vídeos e fotos nas redes sociais, ele aparece usando camisas da cor laranja. A estrela, que originalmente aparece branca num fundo vermelho ou o contrário,  aparece colorida.

Célia também não faz questão de usar a imagem de Lula ou do partido. Na campanha dela, o vermelho foi substituído pelo roxo e a estrela praticamente desapareceu. A professora também tem usado a cor laranja nas roupas.

Em 2018, quando concorreu ao Senado, a candidata usou boa parte de seu horário eleitoral na TV para defender a candidatura de Lula. Ela chegou a usar uma camisa com o rosto do ex-presidente e a cor vermelha ainda predominava.

Célia tem 7% das intenções de voto para a Prefeitura de Cariacica de acordo com pesquisa Ibope divulgada no dia 17 de outubro.

CONDENAÇÃO DE LULA

O ex-presidente Lula foi condenado em duas ações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos casos do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá, em São Paulo. Ele chegou a cumprir um ano e meio de prisão em Curitiba, devido ao caso do triplex, mas foi solto em novembro de 2019, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter considerado a prisão após condenação em segunda instância inconstitucional.

No STF há um pedido de habeas corpus, feito pela defesa de Lula, para que a condenação no processo do triplex seja anulada, por imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro na ação. Essa condenação, após ser confirmada em segundo grau, impediu que Lula disputasse a eleição presidencial de 2018. Ele foi barrado na Lei da Ficha Limpa.

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