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"Biel"

Traficante ligado ao CV é preso em condomínio de Guarapari

Segundo a Polícia Civil, o preso tem relação com os ataques a tiros ocorridos recentemente na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha
Júlia Afonso

Publicado em 

26 fev 2026 às 12:50

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026 às 12:50

Imagem Edicase Brasil
Doença inflamatória de pele pode aumentar o risco de problema cardiovascular (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock) Crédito:
A psoríase é uma doença de pele autoimune crônica que se manifesta no paciente como manchas rosadas ou avermelhadas, cobertas com uma “placa” esbranquiçada e pode afetar várias partes do corpo. Pode ser desenvolvida por qualquer pessoa e fase da vida, embora seja mais comum entre os 15 e 35 anos. O estresse e a falta de luz solar agravam as infecções.
Com grande dano inflamatório, pode atingir as articulações e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. Inclusive, um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology identifica um caminho para entender como essa doença afeta o coração.
“A psoríase é uma doença inflamatória sistêmica crônica imunomediada que afeta de 1 a 3% da população global. Neste estudo, um total de 503 pacientes com psoríase e sem doença cardiovascular clínica foram submetidos à ecodopplercardiografia transtorácica para avaliar a microcirculação coronariana.Os investigadores descobriram uma alta prevalência de disfunção microvascular coronariana em mais de 30% dos pacientes assintomáticos na população do estudo”, explica a dermatologista Dra. Ana Maria Pellegrini, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Outros prejuízos da psoríase

A psoríase também pode prejudicar o paciente de outras maneiras. “Além do risco cardiovascular, a psoríase ainda é ligada a problemas nas articulações (artrite psoriática) e, também, a uma maior propensão de desenvolver síndrome metabólica, caracterizada por pelo menos três dos seguintes problemas: maior acúmulo de gordura abdominal, pressão arterial elevada, colesterol alterado, glicemia de jejum elevada e triglicerídeo elevado”, acrescenta a médica.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que pacientes com psoríase grave apresentam aumento da mortalidade cardiovascular. No entanto, os mecanismos específicos subjacentes a este risco aumentado ainda não tinham sido identificados.
Por isso, os autores do estudo pretendiam investigar mais detalhadamente a prevalência de disfunção microvascular coronariana, avaliada pela reserva de fluxo coronariano (CFR), em uma grande coorte de pacientes com psoríase grave e sua associação com a gravidade e duração da psoríase, bem como outras características dos pacientes.
Imagem Edicase Brasil
Tratamento precoce contra psoríase pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares (Imagem: charactervectorart | Shutterstock) Crédito:

Prevenindo complicações futuras

O estudo revelou que a gravidade da psoríase, avaliada pela pontuação do Psoriasis Area Severity Index (PASI), e a duração da doença foram independentemente associadas a uma reserva de fluxo coronariano mais baixa, juntamente à presença de artrite psoriática. “Esses achados enfatizam a importância de considerar fatores relacionados à inflamação e à psoríase na avaliação do risco cardiovascular em pacientes com psoríase grave”, explica a médica. 
O estudo apoia o papel da inflamação sistêmica da psoríase no desenvolvimento da disfunção microvascular coronariana. “Devemos diagnosticar e procurar ativamente a disfunção microvascular em pacientes com psoríase, uma vez que esta população apresenta um risco particularmente elevado. Poderíamos levantar a hipótese de que um tratamento precoce e eficaz da psoríase restauraria a disfunção e, eventualmente, preveniria o risco futuro de complicações, como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca associada”, diz a Dra. Ana Maria Pellegrini.
Ainda segundo a médica, algumas pesquisas preliminares mostraram que a disfunção microvascular coronariana é restaurada após um tratamento com produtos biológicos. “No entanto, estudos prospectivos são necessários para confirmar se esses achados se traduzem em reduções em eventos cardiovasculares”, finaliza.
Por Maria Claudia Amoroso

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