Publicado em 10 de agosto de 2025 às 18:43
Dois adolescentes foram identificados pela Polícia Militar do Espírito Santo como os autores do ataque no bairro Santa Rita, em Vila Velha, que resultou na morte da adolescente Sophia Vial da Silva, de 15 anos, e da manicure Andrezza Conceição, de 31. >
Os disparos também atingiram uma criança de seis, outra de nove anos e um homem. Além dos autores do tiroteio, a corporação identificou quem ordenou o crime foi um faccionado do Primeiro Comando de Vitória, Nego Stanley. Nenhum dos autores foi preso até o momento.>
O mandante atua no bairro Alecrim e coordena ataques entre a associação criminosa que integra e outras facções. A informação foi divulgada pelo comandante da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, na tarde deste domingo (10).>
"Segundo informações de inteligência da Polícia Civil e Militar, os autores atiraram contra as pessoas que ali estavam, à procura de um alvo que nem ali estava. Então, chegam de maneira aleatória, saem atirando contra todo mundo, são esses bandidos que são os frentes das facções responsáveis por esses ataques. A determinação deste comandante é que, até a prisão deles, todas as outras nossas ações sejam literalmente focadas nessa região", frisou Caus.>
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O ataque ocorreu, segundo Caus, na área de oito bairros ontem facções como o TCP (Terceiro Comando Puro) e o PCV (Primeiro Comando de Vitória) disputam o poder e o domínio. >
Os menores ainda não foram apreendidos, mas o chefe geral da corporação militar afirmou que a busca segue continuamente. “Não iremos parar até prendê-los. Nosso trabalho é integrado com a nossa inteligência e também com a inteligência da Polícia Civil”, disse.>
Com o ataque, a Polícia vai fazer a saturação da área, iniciada na data do incidente, o que será mantido até o final de agosto, com a integração da Polícia Civil e da Guarda Municipal.>
Caus comentou sobre os pedidos feitos pela família de Sophia e Andrezza de uma Unidade Policial fixa no bairro para controlar a guerra entre facções. Segundo o comandante da PM, criar um centro de policiamento engessaria os policiais a ficarem somente em um local, criando uma bolha. Por isso, a corporação está avaliando colocar uma base móvel.>
"São aqueles carros simples que nós temos, onde ele muda de posição, porque o crime é dinâmico. Ele pode estar em Santa Rita, mas ele pode migrar pra Vila Garrido. Então essa base imóvel é um carro, a gente coloca três, quatro policiais e a gente vai mudando a posição dele de acordo com a necessidade. Então o modelo dinâmico é mais eficiente. E o modelo de bases temporárias, móveis, é o que mais se adequa à realidade de eficiência na gestão das polícias militares. Essa é a nossa ideia, sim, colocarmos bases móveis nessa região", explicou Caus.>
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