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Os motivos por trás do ataque que matou inocentes em Vila Velha

Os motivos por trás do ataque que matou inocentes em Vila Velha

Uma mulher de 31 anos e uma menina de 15 foram atingidas por tiros e morreram; população convive com o medo e meio a disputa entre facções crimonosas

Publicado em 13 de agosto de 2025 às 12:50

Imagens mostram quando a moto com os criminosos passam durante ataque que matou duas pessoas em Vila Velha

O ataque a tiros que matou uma mulher de 31 anos e uma adolescente de 15, no bairro Santa Rita, em Vila Velha, foi motivado por uma guerra entre duas facções criminosas: o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Um homem que seria o verdadeiro alvo foi baleado, mas conseguiu fugir. 

Segundo a Polícia Civil, tudo começou quando Stanley dos Santos da Silva — conhecido por diversos apelidos como Nego Stanley, Nego S, Gorila e Nego Aço, de 29 anos, foi expulso do TCP no Rio de Janeiro e se aliou ao PCV no Espírito Santo. 

Stanley dos Santos da Silva, vulgos Nego Stanley, Nego S, Gorila e Nego Aço
Stanley dos Santos da Silva, mandante do ataque, segundo a polícia  Crédito: Divulgação | Polícia Civil

De acordo com o delegado Cleudes Junior, adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, os dois adolescentes suspeitos do ataque estavam cumprindo ordens de Stanley.

Expulsão e ida para facção rival

Stanley dos Santos da Silva foi expulso do TCP e se aliou a facção rival, o PCV
Stanley dos Santos da Silva foi expulso do TCP e se aliou à facção rival, o PCV Crédito: Redes Sociais

No fim do ano passado, Stanley foi expulso do TCP carioca após desviar drogas e dinheiro. Ele era a principal liderança dos pontos conhecidos como Beco do Alemão e Pingo D’Água, em Santa Rita, que estavam sob controle da facção.

Ao voltar para o Espírito Santo, sem vínculo com nenhum grupo criminoso, Stanley se aproximou do PCV e propôs que, se recebesse abrigo para retomar os dois pontos de tráfico, ingressaria oficialmente na facção — o que acabou acontecendo.

Foi exatamente o que ele fez: começou a promover os ataques. Os primeiros ele participa, mas alcança status na facção e passou a usar adolescentes

Delegado Cleudes Junior

Adjunto da DHPP de Vila Velha

O delegado destacou que o uso de menores de idade para praticar crimes é uma tática adotada pelas duas facções.

Preso na Bahia

Douglas Souza Lopes, tio Chico, de 32 anos
Douglas Souza Lopes, tio Chico, de 32 anos Crédito: Divulgação | Polícia Civil

Ainda segundo a Polícia Civil, outros ataques também são ordenados por Douglas Souza Lopes, conhecido como Tio Chico, de 32 anos, que está preso na Bahia. Ele é apontado como uma das lideranças do PCV em Ilha da Conceição, Vila Velha.

“As informações que chegaram indicam que ele tem acesso a celular e continua fomentando ataques na região. A Guarda de Vila Velha apreendeu três fuzis cujas bandoleiras tinham a inscrição ‘tropa do pirata’, em referência ao grupo ligado ao Tio Chico”, disse o delegado.

Moto é usada em ataques

Moto usada no ataque em Vila Velha
Moto usada no ataque em Vila Velha Crédito: Divulgação | Polícia Civil

Um dos adolescentes apreendidos contou à polícia que a moto utilizada no ataque que matou Andrezza Conceição, de 31 anos, e Sophia Vial da Silva, de 15, também era usada em outros crimes, como transporte de drogas e novos ataques armados.

Os dois adolescentes envolvidos no ataque foram apreendidos. O primeiro na segunda-feira (11), na Serra. O segundo procurou a delegacia de Vila Velha na terça-feira (12). De acordo com a investigação policial, o segundo adolescente teria participado de pelo menos outros cinco ataques na região. 

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