Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 07:18
O golpe do falso advogado é uma modalidade de crime sofisticada que se popularizou recentemente e tem ganhado novos contornos com o uso da inteligência artificial (IA). Só no Espírito Santo, já são quase mil vítimas, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). >
O crime ocorre quando o golpista se passa por advogado e entra em contato com clientes que têm processos em andamento na Justiça, solicitando pagamentos indevidos via Pix ou boleto bancário.>
A prática se torna ainda mais perigosa com o uso de ferramentas tecnológicas. Criminosos têm utilizado a voz de profissionais reais para pedir valores, tornando a abordagem mais convincente. Segundo o diretor de Prerrogativas da OAB-ES, Rivelino Amaral, os fraudadores conseguem montar áudios a partir de pequenos trechos de fala.>
“Com poucas palavras que você fala ao telefone, os criminosos conseguem montar frases com aquela voz e enviá-las às pessoas”, explicou.>
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Há quadrilhas com métodos tão sofisticados que chegam a ter acesso a processos e documentos sigilosos de casos em tramitação na Justiça. O uso dessas informações é uma estratégia para ganhar a confiança da vítima.>
No ano passado, foi preso em Vila Velha, na Grande Vitória, Henrique Vargas da Silva, conhecido como Oliver. Ele é apontado pela polícia como o principal fornecedor de logins e senhas de advogados para golpistas em todo o país.>
A advogada Marta Benfica, que tem utilizado as redes sociais para promover campanhas informativas de combate ao golpe, relatou que, há poucos dias, um de seus clientes perdeu R$ 18 mil ao ser vítima dos estelionatários.>
Para ela, o impacto vai além da perda financeira. “Não é apenas o abalo financeiro. É o abalo na confiança na advocacia. Preservar a confiança na advocacia é preservar o acesso à Justiça”, afirmou.>
Rivelino Amaral orienta que, ao receber mensagens com pedidos de pagamento:>
Segundo Amaral, a OAB-ES também tem adotado medidas para reduzir os riscos. “A OAB-ES já ingressou com ações judiciais contra operadoras de telefonia e redes sociais para tentar agilizar o bloqueio dessas contas, impedindo que os criminosos continuem causando prejuízos às vítimas”, destacou.>
*Com informações da repórter Priciele Venturino, da TV Gazeta, e do g1ES>
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