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Publicado em 3 de dezembro de 2025 às 09:53
- Atualizado há 2 meses
Um jovem de 24 anos foi preso suspeito de se passar por advogado e fazer ao menos 10 vítimas, em Guaçuí, na Região do Caparaó, no Espírito Santo, na última terça-feira (2), em cumprimento de um mandado de prisão. Segundo a Polícia Civil, Isaque César Ribeiro Lovato, sem formação na área, prometia defender os clientes em questões cíveis, trabalhistas e de infrações de trânsito, cobrando valores que ultrapassavam R$ 5 mil. >
Segundo a delegada de Polícia em Guaçuí, Yasmin Neves Fassarella, as investigações começaram em novembro deste ano e apontaram que Isaque se apresentava aos clientes utilizando um número de inscrição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que é inexistente. Ela explicou que o suspeito fez faculdade de Direito, mas não concluiu o curso. >
A Polícia Civil apurou que o homem fazia procurações como advogado, alterava o teor de decisões judiciais para enviar às vítimas e incluía o nome delas. De acordo com a corporação, Isaque chegou a falsificar a assinatura do presidente e da vice-presidente da 6ª Subseção da OAB-ES em Guaçuí em um suposto convite para uma solenidade de entrega da Carteira de Identidade de Advogado (um documento da entidade aos profissionais), evento que nunca ocorreu.>
As investigações apontaram ainda que Isaque usava um escritório de advocacia no Centro de Guaçuí para realizar os atendimentos e reuniões. As vítimas contaram à Polícia Civil que, até ser preso, o suspeito seguia conversando com alguns clientes, se negando a entregar os documentos deles, alegando que devolveria as quantias pagas.>
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Além das 10 denúncias registradas na Delegacia de Polícia de Guaçuí, algumas vítimas procuraram a OAB-ES no município. A Justiça expediu dois mandados de busca e apreensão e um de prisão contra Isaque, que foram cumpridos. Durante as buscas na casa dele, foram apreendidos 30 procurações falsas, um RG, cópias de documentos em nome dos clientes e notas promissórias, que seriam pagas por uma das vítimas até março de 2026.>
Isaque responderá pelos crimes de estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e a contravenção penal de exercício ilegal da profissão. A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa dele e mantém este espaço aberto para manifestação.>
O presidente da 6ª Subseção da OAB-ES em Guaçuí, Luiz Bernard Moulin, disse que teve conhecimento do caso quando as vítimas procuraram o órgão para denunciar o caso. A entidade acionou a Polícia Civil e representou contra o suspeito por exercício ilegal da profissão. Segundo ele, se confirmada a participação de advogados no crime, os profissionais poderão responder a um processo disciplinar. Por fim, destacou que denúncias e orientações à Ordem no município podem ser feitas pelo telefone (28) 3553-2737. >
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