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Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 08:45
Policiais civis do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais estão nas ruas, nesta quinta-feira (26), para prender criminosos "invisíveis" ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) — ou seja, investigados sem antecedentes criminais e que vivem fora de comunidades dominadas por facções. Embora mantenham uma rotina aparentemente comum, eles são apontados como integrantes de um esquema de tráfico interestadual de drogas e armas, especialmente fuzis. >
A Operação Fim da Rota ocorre em São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e na capital do Rio de Janeiro, além dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. No território capixaba, as ações se concentram nos municípios de Montanha, Serra, Guarapari, Vitória, Vila Velha e Cariacica, onde houve apreensões de maconha, haxixe e haxixe paquistanês. Até o momento, segundo apuração da TV Gazeta, cinco pessoas foram presas.>
Cerca de 12 policiais do Rio de Janeiro vieram ao Espírito Santo para participar da operação. De acordo com a Polícia Civil do Rio, as investigações revelaram uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada entre os três estados.>
As equipes mapearam movimentações suspeitas, incluindo o uso de criptoativos, empresas de fachada e contas em nome de “laranjas”. O rastreamento permitiu identificar facilitadores financeiros e proprietários formais de bens utilizados para dar aparência de legalidade aos lucros do tráfico — justamente investigados que, até então, não possuíam registros criminais.>
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As apurações também indicam que o líder do grupo coordena as ações de dentro do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Para escapar da fiscalização, o operador central fazia a ligação entre fornecedores no Rio e distribuidores em outros estados, utilizando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes carregamentos de drogas. Ele também seria responsável por recrutar novos integrantes para a cadeia logística.>
O grupo adotava estratégias para dificultar a ação das forças de segurança, como o uso de comunicação criptografada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para esconder drogas e armas. Na parte financeira, o esquema utilizava principalmente transferências via Pix, depósitos em contas de pessoas físicas e jurídicas, empresas de fachada, agiotagem e fracionamento de valores, numa tentativa de mascarar a origem ilícita dos recursos.>
A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e de policiais civis de Minas Gerais e do Espírito Santo, que cumprem simultaneamente mandados de prisão e de busca e apreensão. A ofensiva busca atingir, de forma estratégica e simultânea, tanto a ponta armada quanto o braço financeiro do TCP.>
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