Ainda conforme a defesa, por respeito ao processo legal e ao trâmite do procedimento no Poder Judiciário, não serão prestados esclarecimentos adicionais neste momento sobre os fatos relacionados a investigação criminal.
"A assessoria também comunica que já foi solicitada a habilitação nos autos do processo, a fim de assegurar o pleno direito de defesa e contribuir para o esclarecimento da verdade dos fatos. Demais informações serão oportunamente divulgadas, conforme o regular andamento do processo e as decisões que forem sendo proferidas pela Justiça", afirmou a equipe jurídica.
Bruno estava em uma casa em Jardim Colorado, no município canela-verde, mesma cidade onde o crime aconteceu, durante cumprimento de mandado de prisão expedido contra ele.
Conforme apuração do g1 ES, segundo as investigações, que seguem em segredo de Justiça, Lovato teria descoberto um desvio de dinheiro praticado pelo homem de 39 anos dentro da empresa. A suspeita é de que, temendo as consequências da descoberta, o diretor financeiro teria planejado o crime.
Em 25 de junho, a
Justiça decretou sigilo absoluto no caso, ou seja, nenhuma informação do processo poderia ser divulgada publicamente — nem mesmo os advogados que não estejam diretamente envolvidos têm acesso. Os níveis de sigilo são:
No dia 12 de julho,
o diretor financeiro da Globalsys, fundada por Wallace, foi preso. Bruno Valadares de Almeida, de 39 anos, estava em casa, no bairro Jardim Colorado, em Vila Velha. No local foram apreendidos notebook, celular, joias, dinheiro e duas armas.
Em nota enviada à imprensa após a prisão de Bruno,
a família de Wallace Lovato disse estar impactada com a notícia: "O trabalho sempre foi um dos principais motores da vida de Wallace. É muito triste para nós saber que um filho, marido e pai de duas crianças se foi e que a suspeita recai nos interesses comerciais e financeiros. Seguimos acompanhando as investigações com fé, confiança e respeito pelo trabalho da polícia. Agradecemos o empenho de todos que estão direta ou indiretamente envolvidos na apuração. Esperamos que toda verdade seja esclarecida. A dor não vai passar, mas a justiça precisa ser feita".
Também no sábado (12), depois da prisão do diretor financeiro, o CEO da Globalsys, Thiago Molino, informou que tomou imediatamente "todas as providências para rescindir qualquer relação do prestador de serviço investigado com a empresa. Seguimos confiando nas investigações e acreditando que a justiça será feita".
"É mais um passo nessa investigação, porque identificamos o motorista, o pistoleiro, o intermediário, e agora a gente identifica uma outra pessoa que teve um vínculo com o intermediário. [...] Estamos falando de uma ligação. Pode ser transferência bancária... Deixa a polícia investigar, mas tem claramente um vínculo, uma ligação entre o diretor e o intermediário", pontuou Casagrande.
Como o caso está em sigilo, a
Polícia Civil não pôde dar detalhes, mas informou que ele segue sob investigação da DHPP de Vila Velha. O governador reiterou que a prisão de Bruno não significava a conclusão do inquérito. "Fatos novos poderão acontecer decorrentes da oitiva desse diretor da empresa. Então, a partir de todas essas quatro pessoas envolvidas é que o crime de fato vai sendo elucidado", ressaltou Casagrande.
A defesa de Bruno Valadares, representada pela assessoria jurídica Pires & Pinho, declarou por meio de nota enviada nesta segunda-feira (14), que Bruno é inocente de todas as acusações.
"A Assessoria também comunica que já foi solicitada a habilitação nos autos do processo, a fim de assegurar o pleno direito de defesa e contribuir para o esclarecimento da verdade dos fatos. Demais informações serão oportunamente divulgadas, conforme o regular andamento do processo e as decisões que forem sendo proferidas pela Justiça", frisou a defesa. Confira a nota completa abaixo: