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Empresários temem avanço do coronavírus no ES e pregam conscientização

Findes vai orientar indústrias do Estado a recolocar funcionários de setores administrativos em home office. Já o comércio fará campanha reforçando cuidados com a segurança para lojistas e consumidores

Publicado em 18/11/2020 às 21h43
Atualizado em 19/11/2020 às 07h44
Eleições 2020
Bares cheios na Praia do Canto, em Vitória: nova matriz de risco deve trazer restrições. Crédito: Maria Fernanda Conti

O aumento de casos de Covid-19 no Espírito Santo tem preocupado o setor produtivo capixaba. Nos últimos meses, o Estado vinha em um cenário de queda dos óbitos e da ocupação de leitos, mas agora o sinal de alerta acendeu novamente: as internações voltaram a crescer e o número de mortes parou de cair. Diante do quadro, o governador Renato Casagrande fez uma reunião com representantes de entidades empresariais nesta quarta-feira (18) e afirmou que o Estado vai anunciar novas restrições.

Diante deste cenário e temendo um novo pico da doença, com o consequente fechamento de atividades, as entidades do setor produtivo capixaba já planejam campanhas de conscientização. O setor industrial, por exemplo, vai incentivar que as fábricas do Estado retomem o home office para funcionários de setores administrativos. Já o comércio vai apostar em ações educativas para comerciantes e consumidores.

A presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, disse que a entidade vai voltar a realizar uma campanha de conscientização e pedir que o setor mantenha ou volte os funcionários para o trabalho remoto e reforcem os cuidados no combate à Covid-19, seguindo os protocolos sanitários.

"Vamos sensibilizar as empresas que optaram por retornar totalmente ou fazer o retorno híbrido para o trabalho na empresa a voltarem, os trabalhadores que puderem, para o home office. Com mais gente em casa, vamos contribuir para ter menos pessoas circulando pelas ruas", destacou.

Já o presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio), José Lino Sepulcri, afirmou confiar que as novas medidas não terão forte impacto no comércio, mas concordou que se o número de casos de Covid-19 voltar a subir de forma acelerada serão necessárias ações mais duras. Em um cenário mais pessimista sobre a doença, comerciantes, na visão dele, precisarão entender.

"Sabemos que existe a preocupação da volta gradativa da pandemia. A partir desta quinta-feira (19), a federação começará uma campanha educativa sobre o coronavírus, em diversos meios e também em veículos de comunicação, com intenção de conscientizar não apenas os lojistas, mas toda a população", disse.

O presidente da Federação dos Transportes (Fetransportes), Jerson Picoli, lembra que, neste momento, é importante que cada setor faça a sua parte. "Temos um pouco de preocupação por conta da aglomeração das eleições e agora com a chegada do Natal. É fundamental que cada setor da economia se mobilize, siga os protocolos e faça o possível para diminuir o risco de contágio dos funcionários", comentou.

RESTRIÇÃO

As propostas preventivas por parte dos setores da economia são para evitar que a situação piore e que medidas ainda mais restritivas tenham que ser adotadas pelo governo. Em pronunciamento nesta quarta, o governador afirmou que mudanças nas medidas da classificação de risco serão divulgadas na próxima sexta-feira (20) e começarão a valer na próxima segunda (23).

Apesar de não ter detalhado o plano, Casagrande adiantou que as ações serão qualificadas no enquadramento das classificações de risco. Ou seja, elas levarão em conta o ambiente em que cada negócio está inserido. Para locais com maior controle de uso de máscara, higiene e fluxo de pessoas, as exigências devem diminuir. 

Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo

"Achamos que poderemos ter uma menor restrição nesta fase. Se a situação for se agravando, vamos ampliando as medidas qualificadas. Vamos ter uma menor restrição para os ambientes que têm controle e aumentar para os que têm menos controle, onde as pessoas não usam máscara e se aglomeram. E vamos pedir a colaboração de todo mundo"

No pronunciamento, o governador lembrou que tem visto nas últimas semanas muitas aglomerações e que as pessoas estão promovendo grandes reuniões sem o uso de máscara e demais cuidados necessários. "Notamos que está ocorrendo um certo relaxamento da população em relação à pandemia", enfatizou.

O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Espírito Santo (Sindibares), Rodrigo Vervloet, teme que o setor seja, mais uma vez, o afetado por novas restrições. "Nós já pagamos uma conta enorme. Agora é hora de conscientização da população como um todo", comentou.

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