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Covid no ES: pico de casos na Região Metropolitana já ultrapassa o da primeira curva

Em 8 de novembro, a média móvel de casos de coronavírus em 14 dias chegou a 132,64 na região, ultrapassando o limite do pico da primeira onda

Vitória
Publicado em 17/11/2020 às 09h07
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. . Crédito: Reprodução/TV

Ao fazer uma análise sobre o panorama atual da Covid-19 no Espírito Santo, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, citou o aumento de internações registrado nas últimas semanas e afirmou que o pico de casos da doença na "Região Metropolitana de Saúde" no dia 8 de novembro ultrapassou o limite do pico observado anteriormente na primeira onda. Na divisão feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a Região Metropolitana abrange, além de municípios da Grande Vitória, algumas cidades das regiões Serrana e Noroeste.

A Gazeta mostrou nessa segunda-feira (16) que houve também um aumento de óbitos. Na primeira quinzena de novembro, foram divulgadas mais 154 mortes causadas pelo novo coronavírus no Espírito Santo. Em relação ao mesmo período de outubro, essa quantidade representa um crescimento de 3,35%.

No Twitter, Nésio Fernandes apontou que houve uma estabilização de casos entre 7 de setembro e 14 de outubro na Região Metropolitana, apresentando crescimento depois desse período. Em 8 de novembro, a média móvel de casos de coronavírus em 14 dias chegou a 132,64 na região, ultrapassando o limite do pico da primeira onda.

"Até o final de novembro o novo pico de casos neste território será substancialmente maior que o da primeira curva. No entanto, a letalidade pela Covid-19 na região nos respectivos meses é menor que no período anterior, não obstante outubro ter apresentado mais óbitos que setembro", afirmou Nésio. Confira a publicação feita pelo secretário em seu perfil no Twitter:

O secretário alertou que se desenha no Espírito Santo um cenário de aumento sustentado dos óbitos e das internações acima de 330 pacientes/dia. Nos três últimos dias, a ocupação ultrapassou a variação de 330 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), apresentando tendência clara de crescimento de casos graves, segundo Nésio.

Esse comportamento nas UTIs, de acordo com o secretário, foi precedido de um aumento sustentado de internações em enfermarias para Covid-19 que foi registrado a partir do dia 14 de outubro.

"As medidas para suportar a pressão assistencial já foram tomadas, é preciso deixar claro para a sociedade sobre a necessidade de coesão/disciplina social nesta nova fase de enfrentamento a pandemia. Apostar na imunidade de rebanho é insanidade. A repercussão de um novo crescimento de casos de Co vid-19 possui relevância quando implica em aumento de óbitos e de internações. Enquanto a doença se comportar com muitos casos leves, sem internações e óbitos, teremos maior flexibilidade para a vida econômica e social", destacou Nésio.

O secretário pontuou ainda que a rede hospitalar está sobrecarregada hoje com uma quádrupla carga de doenças: infecciosas e problemas nutricionais conhecidos, causas externas e doenças crônicas descompensadas estão somadas a carga diferenciada da Pandemia. Segundo Nésio, a demanda por UTIs e enfermarias não-Covid é maior que a pressão assistencial de pacientes com Covid-19. "Neste exato minuto em que escrevo, somente 5 pacientes aguardam leito de isolamento de UTI Covid em toda a Grande Vitória", contou o secretário.

Por fim, Nésio Fernandes conclui o texto alertando que os cuidados precisam ser mantidos, já que a pandemia do novo coronavírus não acabou.

Nesio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"A pandemia não acabou, temos pelo menos mais 8 meses de resistência até ter o processo de vacinação alcançando os primeiros grupos prioritários. Seguiremos convivendo com o uso de máscaras, protocolos sanitários, isolando sintomáticos e testando/monitorando amplamente a população"

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