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Mais de 18 mil pessoas com comorbidade se curaram da Covid-19 no ES

Número equivale a mais de 26% dos curados no Estado; por outro lado, elas são maioria entre aqueles que perderam a vida por causa da pandemia

Publicado em 02/08/2020 às 20h25
Paciente de 93 anos que testou positivo para Covid-19 recebe alta do hospital
Receber alta, depois de ser infectado pelo novo coronavírus, pode ser considerada como uma grande vitória. Crédito: Reprodução

Desde o início da pandemia até este domingo (2), 68.515 pessoas infectadas pelo novo coronavírus já são consideradas curadas no Espírito Santo. Desse total, exatas 18.009 têm alguma comorbidade e eram, justamente, aquelas que tinham uma tendência maior de não vencer essa batalha.

São histórias de final feliz como a vivenciada por Ruy Barbosa, que tem pressão alta. No início de julho, ele passou uma semana internado, chegou a ser colocado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas recebeu alta e pode voltar para a casa, em Marataízes, no Sul do Estado.

26,2%

dos curados no Espírito Santo têm alguma comorbidade

Outro exemplo é o da Neusa Pereira Borges. Diagnosticada com um problema no coração em junho, o quadro de saúde dela era estável, até contrair a Covid-19. Cerca de um mês depois, ela conseguiu superar ambas as dificuldades e recebeu uma surpresa do marido, com quem é casada há 60 anos.

Esses dois casos ainda têm um agravante, que é a idade dos pacientes, acima de 60 anos. Quem é idoso também faz parte do grupo de risco para a doença, independentemente de ser hipertenso, diabético, fumante, obeso ou ter algum problema cardíaco, pulmonar ou renal.

9.961 idosos

já conseguiram vencer a Covid-19 no Espírito Santo

Dado que também traz esperança durante esses tempos de pandemia é o número de curados, que no Espírito Santo representa 81,3% de todos os casos confirmados. Em maio, esse índice ainda girava em torno de apenas 50%; mas foi crescendo com o passar dos meses. Em meados de julho, já havia subido para 70%.

Secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes explicou que esse aumento se deve ao melhor desempenho hospitalar, maior conhecimento acerca da doença e à ampliação da capacidade de testagem. O que, consequentemente, também justifica a redução de mortes no mês passado, apesar da crescente de casos.

APESAR DAS VITÓRIAS, RISCO AINDA É GRANDE

Embora haja milhares de pessoas do grupo de risco que venceram a Covid-19, elas também são as principais vítimas da pandemia: das 2.578 mortes registradas no Espírito Santo, 1.808 estão relacionadas a alguma comorbidade – quantidade que equivale a 70% dos óbitos.

Como mostrado por um levantamento do Ministério da Saúde, os cardíacos e os diabéticos representam a maioria dos que morreram pela doença no país. No Estado capixaba não é diferente: 1.475 dos mortos tinham algum problema no coração; e 847 eram diabéticos. 

VÍTIMAS COM COMORBIDADES:
  • 1.475 tinham problemas cardíacos;
  • 847 eram diabéticos;
  • 243 tinham alguma comorbidade no pulmão;
  • 227 eram obesos;
  • 172 apresentavam algum problema nos rins;
  • 149 eram tabagistas.

É importante ressaltar que cada pessoa que morreu em decorrência da doença podia ter mais de uma das comorbidades listadas acima e que mais de 15 mil indivíduos ainda lutam para vencer a Covid-19 no Espírito Santo. Todos os dados constam no painel alimentado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

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