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Mais da metade dos infectados pelo novo coronavírus no ES está curada

Apesar da boa notícia, dados do mesmo painel Covid-19, do Governo do Estado, mostram o avanço da epidemia no ES, que já matou 487 pessoas

Publicado em 26/05/2020 às 20h07
Atualizado em 26/05/2020 às 21h46
Pastor Elizeu dos Santos, 46 anos, curado de coronavírus
Pastor Elizeu dos Santos, 46 anos, é uma das pessoas curadas no Espírito Santo. Crédito: Arquivo pessoal

Apesar do avanço do novo coronavírus no Espírito Santo — que já bateu 10,8 mil casos confirmados e 487 óbitos, os dados atualizados do Painel Covid-19, abastecido pelos municípios capixabas e mantido pelo governo estadual, mostram que, por aqui, já há mais curados da doença do que pacientes que ainda lutam para vencê-la. Dos 10.889 infectados, 5.761 — ou seja, 52% — são de pessoas consideradas livres da Covid-19.

Em números brutos, a liderança do ranking de curados no Estado fica por conta das cidades de Vila Velha e Vitória, que possuem 1.320 e 1.149 curados, respectivamente. Depois aparecem Serra (897), Cariacica (629), Viana (151) e Guarapari (117). Fora da Região Metropolitana, destacam-se São MateusLinhares e Cachoeiro de Itapemirim.

Vale chamar a atenção também para os municípios de Apiacá e Divino São Lourenço. Localizados no Sul do Estado, ambos viram todos os moradores infectados pelo novo coronavírus se curarem. Por outro lado, em MantenópolisSão Domingos do NorteVila Pavão e Alto Rio Novo ainda não há registros de curados, somente pessoas em tratamento ou isolamento por conta da doença.

Apesar da boa notícia, de que a maioria das pessoas que precisou de atendimento médico no Espírito Santo se recuperou, outras 5.128 ainda estão tentando voltar para a casa ou sair da quarentena. Isso, além das 487 mortes registradas em solo capixaba desde o início da pandemia.

Pesquisadores e médicos são enfáticos: isolamento social é a melhor medida de combate à Covid-19. "O isolamento é para reduzir a transmissão no menor intervalo de tempo. A partir do momento que falamos que é um vírus de alta transmissibilidade, ter menos pessoas circulando, menos proximidade, diminuir o contato, veremos que, ao longo do tempo, algumas pessoas já terão obtido a doença (criado anticorpos) e o risco de contato com o vírus será menor", explica o médico e presidente da Sociedade dos Infectologistas do Espírito Santo, Alexandre Rodrigues.

Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foi procurada pela reportagem para informar se essa seria a primeira vez em que os números no Espírito Santo apontavam que a maior parte dos infectados foi curada ou se é um feito inédito durante a evolução da pandemia. Assim que um retorno for dado, essa publicação será atualizada.

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